A única forma de evitar a doença é a prevenção, ou seja, cozinhar o koi pla ou deixar de o consumir de todo.
Banchob Sripa, médico do Laboratório de Pesquisa de Doenças Tropicais da universidade tailandesa de Khon Kaen, tem sido responsável por grande parte das campanhas de sensibilização para o parasita que se transmite pela ingestão desta iguaria. A equipa de investigadores que lidera descobriu que em determinadas comunidades, 80% dos habitantes estão infetados com o parasita - os mais novos com apenas quatro anos - mas o cancro raramente se desenvolve antes dos 50. Quando finalmente o faz, há pouca esperança para os portadores da doença.
Apesar dos esforços para avisar da gravidade da situação, muitos tailandeses continuam a preferir comer o seu peixe cru, mesmo quando sabem que têm o fígado doente. A solução, para os investigadores, passa também por intervir no ambiente, limpando a água onde vivem os peixes que servem de alimento à população, de forma a quebrar o ciclo de vida do parasita e diminuir o número de infeções.
Em algumas aldeias, porém, os apelos dos médicos têm surtido efeito: as faixas etárias mais jovens compreendem a doença e já cortaram com o peixe cru. O problema são os mais velhos, que dificilmente conseguirão reverter o hábito, admite Sripa. Cerca de 10% continuam a deliciar-se com o koi pla, como fizeram ao longo de toda a vida.
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