quinta-feira, 20 de julho de 2017

Governo aumenta impostos para cobrir rombo de R$ 10 bi

Evaristo Sá/AFPBrasília - O presidente Michel Temer decidiu aumentar impostos para fechar as contas deste ano, apesar da crise política e de sua baixa popularidade. O governo já bateu o martelo pela elevação da alíquota do PIS/Cofins que incide sobre combustíveis e não depende do aval do Congresso. A medida pode entrar em vigor imediatamente por meio de um decreto.

Nos cálculos da área técnica do governo, cada R$ 0,01 de aumento na alíquota do PIS/Cofins sobre a gasolina resulta em uma arrecadação anual de R$ 440 milhões. No caso do diesel, a receita é de R$ 530 milhões.A decisão sobre o aumento do imposto veio com a identificação de um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para garantir o cumprimento da meta estipulada este ano em R$ 139 bilhões.

Segundo fontes, boa parte desse buraco terá de ser coberta por meio da elevação da carga tributária. Ao longo do dia, o governo chegou a cogitar a possibilidade de aumentar outro tributo. As alternativas seriam a alíquota de IOF sobre o câmbio ou operações de crédito e a elevação da Cide sobre combustíveis. No fim da noite, fontes afirmaram que o aumento do IOF estava descartado. A decisão será anunciada hoje pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Além da queda na arrecadação, o governo foi obrigado a incluir despesas como o risco de calote do Fies, financiamento estudantil, que antes não entravam na contabilidade oficial.

Embora tenha dito diversas vezes não ter intenção de elevar tributos, a avaliação no Planalto é de que, como as receitas previstas pela área econômica não se confirmaram, um aumento de R$ 0,10 no preço do litro da gasolina não teria grande impacto no bolso do consumidor e ainda ajudaria as contas públicas. O impacto dessa elevação do imposto na inflação seria amenizado porque a gasolina tem sofrido seguidas reduções de preço.

Fontes do governo reconheceram que elevar o tributo é uma medida difícil, mas pior seria não cumprir a meta.

A área técnica da Fazenda também trabalhava com a possibilidade de ainda ter de fazer um novo corte de despesas do Orçamento, embora pequeno, e trabalhava para evitar esse caminho. Com o corte de R$ 39 bilhões, atualmente em vigor, ministérios e órgãos enfrentam dificuldade em manter a máquina funcionando. Além disso, os técnicos buscavam receitas extras, mas esbarravam na necessidade de ter de dar explicações ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Como uma elevação do PIS é imediata, e a da Cide exige 90 dias para entrar em vigor, o governo pode optar em fazer movimento conjugado: aumenta o PIS temporariamente até a tributação da Cide entrar em vigor - estratégia que já foi adotada.

O PIS/Cofins do etanol também pode ser elevado. O preço do açúcar em Nova York disparou ontem e um dos motivos apontados por analistas foi a possibilidade do aumento maior para o tributo que incide sobre a gasolina, o que garante a competitividade do etanol frente à gasolina. O setor ontem esperava uma alta de 11% no PIS da gasolina. A alíquota de R$ 0,67 iria para R$ 0,75.  (com Agência Brasil)

Governo Temer tira cargos de infiéis

Dida Sampaio/Estadão ConteúdoBrasília – O Congresso está em recesso, o governo não. Para evitar sustos em agosto, quando os deputados voltarão de suas bases para votar o processo contra Michel Temer no plenário da Câmara, o Planalto começou a usar a caneta.

Exonerou nessa quarta-feira (19) Thiago Martins Milhim do cargo de diretor do departamento de administração da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), indicado pela deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que votou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara contra o governo. E nomeou Matheus Belin e Antônio Ricardo de Oliveira Junqueira, ligados ao líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE) para duas diretorias da Dataprev.
O Diário Oficial da União também trouxe a nomeação de Roberto Postiglione de Assis Ferreira Junior para o cargo de diretor de planejamento e avaliação da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste). Ele é ligado ao deputado Alberto Fraga (DEM-RJ) que, até o momento, não se posicionou sobre a denúncia. Além disso, Temer  tenta conter os movimentos expansionistas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) em direção aos dissidentes do PSB. Esses movimentos são sintetizados, dentre outros lances nos dois jantares tendo os dois como protagonistas — na segunda-feira, na residência oficial da Câmara e nessa quarta-feira (19), no Palácio do Jaburu.

CIRCUNSTÂNCIA Temer joga para garantir os votos suficientes no plenário da Casa para se manter no cargo até 2018 e, Maia, tenta aumentar a bancada do próprio partido, sem perder de vista que poderá herdar a cadeira do Planalto caso os planos do peemedebista deem errado. “Em política não existe amizade, existe circunstância. Se for interessante, eu sou seu amigo. Se não for, sequer te conheço”, resumiu um analista que acompanha de perto a crise política.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, reconheceu que a bancada do PSB está em crise. “Ela está rachada em plenário, isso ficou explícito. Mas em nenhum momento o PMDB assediou os parlamentares. Até porque, em nosso partido, não adianta haver um momento de filiação nacional se os diretórios estaduais e municipais não concordarem com aquele movimento”, disse Moreira. 

O líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), não enxerga as coisas com toda essa tranquilidade. “O que gerou esse atrito com o PMDB foi que a já tinha um diálogo muito avançado (com os dissidentes do PSB). O recuo feito pelo PMDB foi o reconhecimento de que eles adotaram uma estratégia equivocada, pois vivemos um momento delicado que exige mais pontes do que muros”, alertou Efraim.

O Planalto reconhece que, até a votação do processo no plenário da Câmara, previsto para 2 de agosto, muita coisa pode acontecer. Mas o governo aposta — incluindo o presidente Temer, em conversas com interlocutores — que as supostas delações do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro não comprometerão o peemedebista.

“Funaro não tinha nenhuma relação com Temer. E Cunha, que em tese poderá ter munição contra o presidente vai querer dar munição para que o procurador-geral Rodrigo Janot, que pediu o afastamento dele da presidência da Câmara, prejudique o presidente da República?”, questionou um integrante do primeiro escalão do governo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

EXTREMISTAS CRISTÃOS

EXTREMISTAS CRISTÃOS

Planalto instala 'misturador de voz' no gabinete de Temer

Resultado de imagem para temer rindoO Palácio do Planalto instalou no gabinete do presidente Michel Temer um aparelho conhecido como "misturador de voz", que embaralha o conteúdo de uma conversa gravada por celular ou outro tipo de aparelho eletrônico.

Para o leitor do Blog entender: o aparelho emite uma frequência sonora que danifica as vozes gravadas na conversa. Quem tenta ouvir a gravação, percebe somente um chiado e não consegue entender o que foi dito.

Outras unidades do misturador também foram instaladas nos gabinetes dos ministros.

A decisão de instalar o aparelho foi tomada em razão de o presidente ter sido gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu (residência oficial da Vice-presidência).

No ano passado, também houve a suspeita de que Temer foi gravado no gabinete pelo então ministro da Cultura, Marcelo Calero. O ex-ministro admitiu somente ter gravado uma conversa telefônica com o presidente.

Quem entra no gabinete presidencial, é obrigado a deixar o celular do lado de fora, justamente para evitar algum tipo de gravação. Mas, diante dos últimos episódios, a segurança foi reforçada.

Em tempo: um parlamentar que usa aparelho auditivo entrou no gabinete de Temer e reclamou muito de um ruído sonoro. O presidente não soube explicar ao aliado a origem do barulho. Só depois Temer foi alertado que o "misturador de voz" provoca interferência também em aparelhos para audição.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Jovem estrábica atira em rival, mas mata cliente por engano em bar de Goiânia, diz delegado

APolícia Civil prendeu a jovem Leonice Moreira de Sousa, de 23 anos, suspeita de matar por engano José Paixão dos Santos, de 59 anos, durante uma briga de bar no Jardim Europa, em Goiânia. Segundo o delegado responsável pelo caso, tudo aconteceu porque a mulher tem um problema de visão. O irmão da investigada também foi preso por envolvimento com o crime.
Jovem estrábica é presa suspeita de matar homem por engano em bar de Goiânia (Foto: Vitor Santana/G1)“Ela tem estrabismo e baixa visão. Então ela tentou matar uma mulher no bar por questões de ciúme, mas acertou um cliente que não tinha qualquer ligação com a história devido a esse problema”, explicou Dannilo Proto.
O homicídio aconteceu no dia 11 de março deste ano. Leonice e o irmão, Maico Douglas, de 26, estavam em um bar quando a jovem começou a discutir com uma outra mulher por ciúmes de um ex-namorado. Leonice foi agredida e deixou o estabelecimento.
“Ela e o irmão foram buscar duas armas e voltaram atirando contra a mulher. Ela não foi ferida, mas pelo problema de visão da Leonice, ela acabou atingindo um homem que estava há uns 20 metros do verdadeiro alvo dela”, explicou o delegado.
Leonice nega o crime. Ela informou à polícia que não atirou contra a vítima e que o autor dos disparos foi o irmão. Ela foi presa no dia 28 de março. Já o irmão foi preso no último dia 12. Ele confessou o crime e disse que a jovem não tem qualquer participação no assassinato.
Porém, para a polícia, Leonice foi quem atirou contra José Paixão por acidente. “Pela dinâmica, pelas testemunhas que estavam no local e pela posição que nos relataram que a vítima e a suspeita estava, tudo leva a crer que foi ela mesma quem atirou contra a vítima”, concluiu proto.
Os dois irmãos vão responder por homicídio qualificado. A pena para esse crime pode variar de 12 a 30 anos.

VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Australiano tem polegar substituído por dedão do pé após perdê-lo em ataque de touro

Zac Mitchell, de 20 anos, sofreu a lesão em abril enquanto trabalhava em uma fazenda de uma região remota do oeste da Austrália.
Zac Mitchell's teve o dedão do pé enxertado em sua mão direita
"O touro deu um coice na minha mão, que acertou a cerca", explicou Mitchell.
Colegas do rancheiro conseguiram recuperar o dedo decepado, colocando-o em uma caixa térmica com gelo. Mas, depois de duas tentativas de reimplantar o polegar, os médicos optaram por usar o dedão do pé, em um procedimento que durou oito horas.

Escolha difícil

Mitchell inicialmente relutou em autorizar o transplante, realizado no Sydney Eye Hospital.
O cirurgião plástico responsável pelo procedimento, Sean Nicklin, disse não ter ficado surpreso com a hesitação do paciente.
Cirurgiões tentaram reimplantar o polegar decepado duas vezes
Cirurgiões tentaram reimplantar o polegar decepado duas vezes
Foto: South Eastern Sydney Local Health District / BBCBrasil.com
"É uma ideia meio maluca, e os pacientes não querem se machucar em outra parte de seu corpo", disse Nicklin.
"Mas mesmo quando você tem quatro dedos bons em uma mão, se você não tem algo para formar uma pinça, sua mão perdeu uma parte imensa de sua funcionalidade".
O rancheiro precisará de mais de um ano de fisioterapia, mas pretende voltar à vida de vaqueiro.
Os médicos explicaram que o uso de partes do dedão do pé como "coringa" não é tão incomum assim, embora seja raro transplantar o dedão inteiro.
"Muitas pessoas pensam que vão perder o equilíbrio e que o andar será afetado, mas normalmente não é o caso", explica Nicklin.
Karen, a mãe de Mitchell, disse que o rancheiro estava se recuperando bem, pelo menos no que diz respeito à locomoção.
"Seu caminhar está quase de volta ao normal".

Idoso é preso acusado de abusar e transmitir HIV para o próprio neto

Bogotá - Um homem foi preso, na Colômbia, acusado de abusar sexualmente do próprio neto durante oito anos. De acordo com a imprensa local, o adolescente, que a princípio foi infectado pelo vírus HIV, morreu esta semana.
A saúde do jovem se deteriorou nas últimas semanas. Ele foi internado em um hospital de Bogotá, onde os médicos diagnosticaram que o paciente já estava em fase terminal da doença. Segundo relatos, ao ser atendido pelos médicos, o jovem revelou os abusos por parte do avô e disse ter ficado em silêncio por "medo".
A Polícia Nacional agora investiga se outros dois menores, de 9 e 14 anos, que também fazem parte da família, foram abusados pelo idoso.

Monica Iozzi critica decisão contra ela em processo movido por Gilmar Mendes

Iozzi afirmou ter rejeitado tentativa de acordo. Foto: Globo/ReproduçãoDurante o programa Conversa com Bial exibido na Globo nesta quarta-feira (12), a atriz Monica Iozzi comentou sobre o processo movido pelo ministro do STF Gilmar Mendes após crítica realizada nas redes sociais. Durante a entrevista, Iozzi destacou que não acredita ter errado em seu posicionamento: "Eu tenho direito, como cidadã, de questionar, sim, a decisão de um ministro."


Encerrado em maio deste ano, após o pagamento de uma indenização no valor de R$ 30 mil pela artista, o processo movido pelo ministro acarretou na condenação da atriz, no ano passado, por conta de uma publicação realizada no Instagram. No post, Monica Iozzi questionava uma decisão de Gilmar, na época presidente do Supremo Tribunal Federal. "Eu não me contive e fiz um post dizendo: 'Se um ministro do Supremo Tribunal Federal age dessa maneira, não sei o que esperar da Justiça'. É mais ou menos isso. E aí ele me processou por calúnia e difamação", lembrou Monica. 

Gilmar Mendes concedeu um habeas corpus para o médico Roger Abdelmassi, que tinha uma sentença de mais de 200 anos de prisão. "Era um médico que se aproveitava das pacientes enquanto elas estavam sedadas, e o ministro, não sei por qual razão, resolveu dar um habeas corpus para esse cidadão", criticou, durante a conversa com Pedro Bial. 

A decisão, publicada em setembro de 2016, concluiu que a apresentadora é uma pessoa pública e que, por esse motivo, ela teria extrapolado "os limites de seu direito de expressão" ao criticar a decisão do ministro de conceder habeas corpus ao médico Roger Abdelmassih, indiciado por crimes de estupro e manipulação genética irregular. Monica Iozzi contou ainda que recebeu propostas para realizar um acordo. "Ele queria que eu tirasse o post que fiz e fizesse um novo post de retratação, me desculpando pelo que eu havia feito, com a mesma visibilidade", explicou, afirmando que, apesar de o valor ser uma quantia alta para ela, optou por continuar com a publicação. "Algumas coisas que, se você tem certeza, Bial, então vai até o fim", declarou. 

CCJ rejeita parecer que recomendava continuidade da denúncia contra Temer

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara rejeitou nesta quinta-feira (13) o relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer, apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).
CCJ rejeita parecer que recomendava continuidade da denúncia contra Temer
Votaram contra o parecer de Zveiter 40 deputados. A favor, 25. Houve uma abstenção.
Mesmo com a rejeição do parecer pela continuidade da denúncia, o plenário da Câmara terá de dar a palavra final sobre o prosseguimento do caso.
Dessa forma, a CCJ terá de aprovar um parecer pela rejeição da denúncia. É esse relatório que irá pelo plenário da Câmara.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Enquanto isso no Vaticano...

Vice-líder do PMDB (Marun) pede saída de Zveiter do partido após relatório contra Temer

Um dos defensores mais ferrenhos do presidente Michel Temer na Câmara, deputado Carlos Marun (MS) – que é vice-líder do PMDB na Casa – cobrou nesta terça-feira (11) a saída do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) do partido para evitar o “constrangimento” de um pedido de expulsão.
O vice-líder do PMDB na Câmara, Carlos Marun (MS) (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Nesta segunda-feira (11), em uma derrota para o Palácio do Planalto, Zveiter apresentou um parecer que recomendou aos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a admissibilidade da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra Temer.
“Não existe mais ambiente para permanência no PMDB do senhor Zveiter”, disse Marun, ao afirmar que o colega de partido se rendeu a “princípios basilares da ditadura”.
“Espero que ele [Zveiter] procure outro partido, até para que não haja o constrangimento de termos que pleitear sua expulsão, coisa que seria triste”, complementou na sessão desta terça da CCJ o deputado do Mato Grosso do Sul, que é integrante da "tropa de choque" de Temer no parlamento.
Na véspera, ao ser questionado sobre como ficaria sua relação com o PMDB após apresentar um voto com recomendação que contraria Temer, Zveiter ressaltou que ele é um peemedebista "independente".
"Eu faço parte, segundo as pessoas têm dito, de uma ala do PMDB independente. Se fazer parte de um PMDB independente é fazer parte de um partido que quer um futuro melhor, com práticas corretas, honestas e dignas de um parlamentar, eu me sinto honrado em fazer parte desse PMDB", respondeu o relator da denúncia contra o presidente da República.
Zveiter afirmou nesta terça a jornalistas que não se sente isolado pela bancada. “Ninguém pode me isolar porque da porta do meu gabinete para dentro quem manda sou eu, e aqui nós temos livre condição de transitar tranquilamente”, enfatizou, antes de reafirmar que não pretende deixar o PMDB.
Outro aliado de Temer, o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) disse na sessão desta terça-feira da CCJ que tem certeza de que Zveiter vai deixar o partido. O parlamentar gaúcho ainda ironizou a declaração do relator de que "atua de maneira independente".
“Aqui neste Congresso, eu acho que é difícil ter um partido para receber uma pessoa do quilate dele, porque ele é muito bom”, declarou Pereira, em tom de ironia.
Integrante do PMDB, o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (MG), disse que discorda da expulsão, argumentando que não houve fechamento de questão nessa matéria.
“Seria um absurdo qualificado pensar na hipótese de expulsão de um parlamentar que tenha expressado o que é o seu entendimento. O PMDB, que é um partido democrático, não haverá de coadunar com uma situação desse tipo”, afirmou.

Senadoras tomam lugar de Eunício, que suspende sessão e apaga luzes do Senado

Eunício (em pé, de braços cruzados) é impedido por senadoras de ocupar sua cadeira na mesa diretora da CasaA sessão reservada para a votação da proposta de reforma trabalhista no Senado foi suspensa no início da tarde desta terça-feira (11) após confusão com direito a um plenário largado no escuro por ordens do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE). A suspensão da sessão e o apagar das luzes foram reações de Eunício ao fato de ter sido impedido de por senadoras da oposição de ocupar seu posto na mesa diretora e comandar os trabalhos.

O senador se reúne no gabinete da Presidência do Senado com líderes dos partidos para tentar retomar a votação da reforma trabalhista, assunto que representa uma prova de fogo da base aliada do governo Michel Temer no Congresso, há menos de uma semana do início do recesso parlamentar. 
Para aprovar o texto, são necessários, pelo menos, 41 votos dos 81 senadores. 

A expectativa do governo de Michel Temer (PMDB) é de um placar bastante apertado. Caso os senadores confirmem o texto da reforma, sem realizar nenhuma mudança, o projeto seguirá para sanção presidencial no dia seguinte. Se reprovado, o texto será arquivado.

Contexto político 

Em meio à análise pelos deputados da denúncia contra o presidente da República por crime de corrupção passiva, apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, já havia prometido que a votação estaria na pauta do dia, independentemente do que acontecer na Câmara.
Como as discussões da matéria já foi dada por encerrada na última quinta-feira (6), pelo presidente do Senado, na sessão de hoje, os líderes de partidos e de blocos partidários poderão apenas orientar suas bancadas para aprovar ou rejeitar o projeto.

Além disso, não haverá discursos de senadores que não são líderes. Em seguida, a votação será feita nominalmente com divulgação do resultado no painel eletrônico.
Se aprovado o texto principal, os senadores vão analisar as emendas apresentas em plenário.

As que receberam parecer contrário deverão ser votadas em globo, ou seja, todas juntas de uma vez e, provavelmente, em votação simbólica. Todas têm parecer pela rejeição.
Depois é a vez das emendas destacadas seguirem para votação em separado pelos partidos ou blocos partidários. A votação de cada destaque também poderá ser encaminhada pelas lideranças.

Proposta do governo

A proposição a ser analisada prevê, além da supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assistência obrigatória do sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Além disso, extingue a contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos trabalhadores.
A reforma trabalhista propõe ainda mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano. Além disso, estipula regras para o trabalho remoto, também conhecido como home office. Para o patrão que não registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil. Atualmente, a multa é de um salário-mínimo regional. 


O Deus de cada UM.

ZONA DE CONFORTO

sábado, 8 de julho de 2017

BOLSONARO ENGANA SEUS ELEITORES.

Sexo oral e relações sem camisinha estão disseminando super-gonorreia, segundo a OMS

O sexo oral está produzindo uma perigosa forma de gonorreia, e o declínio no uso da camisinha está ajudando a espalhar a doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Ilustração mostra imagem tridimensional gerada por computador de bactérias Neisseria gonorrhoeae resistentes a antibiótico  (Foto: CDC/ James Archer)A entidade alerta que se alguém contrai gonorreia, agora ela é muito mais difícil de tratar - em alguns casos, impossível. Isso porque a doença sexualmente transmitida (DST) está rapidamente desenvolvendo resistência a antibióticos. Especialistas dizem que a situação está "bastante sombria" com poucos medicamentos à vista.
Em torno de 78 milhões de pessoas contraem DSTs por ano e elas podem causar infertilidade em casos não tratados. A OMS analisou dados de 77 países que mostraram que a gonorreia resistente a antibióticos se espalhou por várias nações.
Teodora Wi, da OMS, conta que foram encontrados três casos - no Japão, França e Espanha - onde a infecção era simplesmente intratável. "A gonorreia é uma bactéria muito esperta, toda vez que você introduz uma nova classe de antibióticos para tratá-la, a bactéria adquire resistência", afirma.
A grande maioria das infecções de gonorreia ocorre em países pobres onde a resistência (aos antibióticos) é ainda mais difícil de detectar.

Sexo oral

A gonorreia pode infectar as genitais, o reto e a garganta, mas a que mais preocupa agentes de saúde é essa última.
Wi explica que a gonorreia na garganta aumenta as chances de o micro-organismo desenvolver resistência a antibióticos, já que estes medicamentos são administrados em menor dosagem para infecções nesta área do corpo repleta de bactérias - entre as quais algumas que desenvolveram a resistência a drogas.
"Quando você usa antibióticos para tratar infecções como uma dor de garganta normal, isto se mistura com as espécies Neisseria (do mesmo gênero da bactéria da gonorreia) na sua garganta o que resulta em resistência", segue Wi.
A propagação da bactéria da gonorreia no ambiente através do sexo oral pode levar a uma supergonorreia.
Wi diz que nos Estados Unidos a resistência (ao antibiótico) decorreu do tratamento da infecção de faringe "de homens que faziam sexo com homens".
E a redução do uso de camisinhas pode ajudar à dispersão da infecção.

O que é gonorreia?

A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoea. A infecção se espalha através do sexo desprotegido, tanto vaginal, como oral e anal.
Entre os infectados, um em dez homens heterossexuais, além de mais de três quartos das mulheres e de homens gays não têm sintomas facilmente reconhecidos.
Mas os sintomas podem incluir uma secreção verde ou amarela a partir dos órgãos sexuais, dor ao urinar e sangramentos esporádicos. Infecções não tratadas podem levar a infertilidade, doença inflamatória pélvica e podem ser transmitidas para o bebê durante a gravidez.
A OMS está cobrando que países monitorem a dispersão da gonorreia resistente e invistam em novas drogas.
"A situação é bastante sombria", comentou Manica Balasegaram, da Parceria Global de Pesquisa e Desenvolvimento de Antibióticos. "Há apenas três drogas sendo produzidas e não há garantia de que nenhuma vá de fato funcionar".
E, segundo a OMS, vacinas vão ser necessárias para interromper a dispersão da gonorreia.
"Desde a introdução da penicilina, que garante uma cura rápida e confiável, a gonorreia desenvolveu resistência a todos os antibióticos", explicou Richard Stabler, da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical.
"Nos últimos 15 anos, a terapia precisou ser trocada três vezes por conta do aumento das taxas de resistência no mundo. Estamos agora num ponto em que estamos usando as drogas como último recurso, mas há sinais preocupantes de falha no tratamento devido a cepas resistentes."

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O presidente da Câmara mal esquenta a cadeira no Congresso. Está mais ocupado recebendo os deputados que podem fazê-lo sucessor de Temer

“Vai lá no jantar hoje?”. O convite feito às pressas na noite de quarta-feira, dia 5, partia do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). O destinatário era o deputado mineiro Júlio Delgado, um dos expoentes do PSB na oposição ao governo Temer. Delgado afirmou que não poderia naquele horário, às 20h30, ao que Maia insistiu: “passa lá mais tarde, vai às 22h30, vai às 23h”. Delgado brincou: “Poxa, é muito tarde, não sou o Joesley para você me receber neste horário”.
Rodrigo Maia (Foto:  REUTERS/Adriano Machado)Passava pouco das 19h e, como vem fazendo nos últimos dias, Maia passou brevemente pelo plenário da Casa que comanda. Não deu nem tempo de sentar na cadeira de presidente. Ele logo deixou o local para, antes de ciceronear deputados de vários partidos na residência oficial, fazer um agrado no gabinete da liderança do PSB. Ali, o compromisso era um parabéns-a-você para Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, parlamentar em primeiro mandato. Mas ela é líder da bancada do PSB, a sexta maior da Câmara, com 37 deputados.
O périplo no discreto evento, que tinha apenas 15 deputados, foi mais um corpo a corpo de Maia. Ele parece estar em campanha: vem se movimentando intensamente nos bastidores do colégio eleitoral que escolherá o substituto de Temer, caso a Câmara aprove o prosseguimento da ação penal contra o presidente e o Supremo Tribunal Federal não a rechace.
A residência do presidente da Câmara já foi palco de jantares que receberam dezenas de deputados de todos os matizes ideológicos na segunda e na terça-feira passadas. Oficialmente, os assuntos que foram tratados eram sempre pautas da Câmara, como a reforma política e a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, necessária para que haja o recesso de julho. Na boca dos parlamentares, porém, eram recorrentes conversas sobre a possibilidade cada vez mais concreta de Maia assumir a Presidência da República.
De perfil discreto, Maia sempre foi fiel ao governo Temer. Com o acirramento da crise política, ele e seu partido vem reiterando que Maia está seguindo seu papel institucional à risca, sem interferir contra ou a favor do governo no andamento dos trabalhos do parlamento. Os sinais de seu interesse em migrar para o Palácio do Planalto, contudo, têm se intensificado e chamado a atenção até da oposição, que não esconde que vem recebendo mais atenção de Maia.
A articulação nessas duas frentes tem refletido na própria agenda e na postura do presidente da Câmara. Na manhã de quarta-feira mesmo, por exemplo, ele evitou sentar na cabeceira da mesa onde foi realizada a reunião de líderes da Casa. À tarde, foi ao Palácio do Planalto se encontrar com Temer, agenda que também cumpriu na segunda. Diferentemente do que aconteceu com Temer e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) às vésperas do impeachment, o presidente e Maia têm mantido o diálogo e a relação cordial de aliados nos encontros, que se mantêm constantes. 
A postura de Maia, de que está cumprindo seu papel institucional na condução da Câmara, é uma estratégia para deixar o governo e sua base sangrarem sozinhos, sem que cole em si a pecha de traidor. A nomeação na terça-feira de Sérgio Zveiter, do PMDB do Rio, para relatar a denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça também fez parte dessa estratégia. Partiu do próprio Maia o pedido para que o presidente da comissão, o peemedebista Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não escolhesse nenhum nome do DEM para relatar o caso, já que isso poderia dar a impressão de uma articulação explícita de Maia contra Temer
Com isso, foi mais fácil para o DEM atribuir a escolha do “independente” Zveiter a uma disputa interna do próprio PMDB. Antigo conhecido de Maia no Rio e amigo do ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, expoente da bancada carioca da sigla, Zveiter era o terceiro nome na preferência da bancada do PMDB na Câmara, liderada pelo paulista Baleia Rossi, fiel escudeiro de Temer. Sua escolha acabou causando mal-estar na parte da bancada ligada ao grupo mais fiel ao governo. No mesmo dia, Zveiter marcou presença no jantar na casa de Maia.
Neste meio tempo, a prisão do ex-ministro e um dos interlocutores mais próximos de Temer, Geddel Vieira Lima, e a expectativa de que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso em Curitiba, feche um acordo de delação, reforçando ainda mais as acusações contra Temer, derreteram a base do governo durante a semana.
Os próprios aliados do peemedebista admitem a derrota na CCJ por um placar de cerca de 40 votos favoráveis à denúncia. Em sua tentativa de reação, o presidente Temer convocou uma reunião com seus 22 ministros na tarde de quarta e, em um ato falho político, segundo um veterano do Congresso, chegou a admitir hipoteticamente que será derrotado na Câmara, mas que o Supremo Tribunal Federal o inocentará.
Na quinta-feira, foi a vez de o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmar que Maia “tem condições” de conduzir a transição do país até 2018, em uma rara indicação de posicionamento da sigla, que tem se dividido entre os deputados mais jovens contrários a Temer e os caciques mais velhos preocupados em articular uma aliança com o governo pela estabilidade.
O peso de Temer começa a sobrecarregar até os mais resilientes governistas, como o DEM. Nesse cenário, Maia pisa leve e garimpa apoios em legendas como o PCdo B e PDT, de olho no Palácio do Planalto.