domingo, 15 de maio de 2016

Sangue gay recusado em bancos de doação é exibido em intervenção urbana.

post1A All Out, de defesa dos direitos LGBT, fez uma intervenção urbana em São Paulo que é um tapa daqueles na cara.
Se você ainda não sabe, sangue de homossexuais é recusado todos os dias, sem conversa, em bancos de doações. Um homem gay para doar precisa estar há pelo menos 12 meses (1 ano) sem ter relações sexuais para ser aceito (Portaria 2712, de 12/11/2013). E antes que alguém questione: não, essa regra não é uma regra fixa e válida para o público em geral. Ela só surge a partir do momento que você preenche “homossexual” na ficha de doação.
Sabendo disso, a All Out, colocou nas ruas de São Paulo uma unidade móvel, parte da campanha mundial #WastedBlood (“Sangue Desperdiçado”, em português), cheio de bolsas de sangue representando todo o sangue que é recusado nos bancos e quantas vidas ele poderia estar salvando nesse momento se não fosse o preconceito. Um choque pra quem passa e vê!“A campanha busca mostrar que, ao não reconsiderar essa proibição, o Brasil impede o diálogo, reforça estereótipos e joga fora litros de sangue que poderiam salvar vidas”, diz Leandro Ramos, Diretor de Programas da All Out. “Se uma pessoa não usa drogas, mantém um único parceiro sexual e usa preservativo sempre, ele pode doar sangue. A menos que seja um homem que se relaciona com outro homem. Mas, se todo sangue doados, seja de quem for, passa por uma série de testes, por que homens gays e bissexuais são proibidos de doar? O sangue de um homem gay ou bissexual é tão valioso quanto o de qualquer pessoa”, completa Álvaro Rodrigues, vice presidente de criação da África (agência que criou a ideia).
A campanha também tem um site onde homens gays podem se cadastrar para entrar em uma “fila de doadores” virtual. A ideia é mostra quantos doadores são recusados e quanto sangue é desperdiçado por dia por conta dessa proibição.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A senhora de 90 anos que seduzia e matava nazistas quando era adolescente

Freddie Oversteegen, 90 anos, foi uma das poucas mulheres ativas na resistência holandesa durante a Segunda Guerra Mundial — junto com sua irmã Truus e a famosaHannie Schaft, que foi morta logo antes do fim da guerra. Quando Freddie tinha 14 anos, um senhor visitou a família para perguntar se a mãe dela permitia que suas filhas se juntassem à resistência — ninguém suspeitaria que duas adolescentes fossem combatentes, ele argumentou.
E ele estava certo. As irmãs Oversteegen flertavam com colaboradores nazistas e os levavam para a floresta, onde os homens eram recebidos com balas em vez de beijos.
Hannie Schaft se tornou famosa mundialmente: um longa foi feito sobre "A garota do cabelo vermelho" e ela foi enterrada (novamente) com honras na presença da Rainha Wilhemina e do Príncipe Bernhard da Holanda, e cerca de 15 cidades do país têm ruas com o nome dela. Truus Oversteegen fez seu nome depois da guerra como porta-voz dos serviços memoriais e como artista. Sua irmã mais nova, Freddie, nunca ganhou tanto reconhecimento por sua participação na resistência, até que o cineasta holandês Thijs Zeeman decidiu fazer dela e da irmã os temas de seu novo documentário para a TV, Duas Irmãs na Resistência .
Me encontrei com Freddie no dia 4 de maio, Dia da Lembrança na Holanda, para perguntá-la sobre como era esse lance de seduzir e matar nazistas.
VICE: Oi, Freddie. Parece que você não tem muito tempo para nossa entrevista. Freddie Oversteegen: Verdade. Vou encontrar um pessoal para jogar Scrabbles às duas. Faço isso duas vezes por semana. Você não pode decepcionar as pessoas se concordou em participar.
E você costuma ganhar?Sem comentários.
Como é lembrar da guerra neste dia? Como você acorda num dia como hoje? Com um pouco de preocupação. Ainda pior hoje porque tenho que ir ao dentista à tarde. Não estou muito ansiosa por isso.
Você vai participar de alguma das cerimônias do Dia da Lembrança? Sim, vou para IJmuiden. As pessoas colocam coroas de flores lá, incluindo uma no meu nome. E eu posso sentar na primeira fila, entre os mais notáveis.
No que você pensa durante os dois minutos de silêncio? Em nada. Eu paro meus pensamentos completamente. Aí penso no fato que muitas pessoas caíram. Lembro como as pessoas foram levadas de suas casas. Os alemães batiam nas portas com a coronha do fuzil — fazia tanto barulho que a vizinhança inteira ouvia. E eles sempre gritavam — era muito assustador. Para que jornal é a entrevista, aliás?
É para a VICE, uma revista online. Estou vendo que você tem um computador, então... Sim, mas não pega internet. Meus filhos acham melhor eu não entrar na internet.
Vou dar um jeito da senhora ler a matéria. Agora, voltando aos tempos antes da internet. Você tinha apenas 14 anos quando você e sua irmã Truus — que tinha 16 na época — foram chamadas para lutar na resistência. Sua mãe concordou logo de cara? 
Um homem de chapéu veio até nossa porta e perguntou para minha mãe se podia falar com a gente. E foi o que ele fez, então sim, ela não teve problemas com isso.

E o seu pai?Minha mãe tinha se divorciado dele, o que era bastante incomum na época. Ela ficou de saco cheio um dia — morávamos num barco grande em Haarlem, mas meu pai ganhava pouco dinheiro e não pagava nada pelo barco. Mas não foi um divórcio feio nem nada assim — ele cantou uma música de adeus em francês da proa do navio quando fomos embora. Ele nos amava, mas não o vi muitas vezes mais depois disso.
E vocês três foram viver em outro lugar?Sim, num apartamento onde dormíamos em colchões de palha. Foi minha mãe quem fez os colchões. Ela era de uma família muito original. Não tínhamos muito, mas minha mãe sempre pensava em alguma coisa. E estávamos sempre cantando. Um pouco mais tarde ganhamos um irmãozinho, de outro pai.
Vocês também estavam escondendo pessoas na sua casa, certo? Sim. Antes da guerra começar na Holanda, quando ainda morávamos no barco, algumas pessoas da Lituânia se esconderam no nosso barco. E durante a guerra tínhamos um casal judeu morando conosco, por isso eu e a minha irmã sabíamos tanto sobre o que estava acontecendo. Mas eles deviam ser nossos inimigos, porque eles eram capitalistas e a gente era comunista.
Quando te pediram para se juntar à resistência, você tinha alguma ideia do que seria o trabalho? Não. Achei que íamos começar um tipo de exército secreto. O homem que apareceu na nossa porta disse que receberíamos treinamento militar, e eles nos ensinaram mesmo uma coisa ou duas. Alguém nos ensinou a atirar e aprendemos a marchar na floresta. Éramos uns sete — Hannie ainda não era parte do grupo e éramos as únicas meninas. Muito depois, um figurão nazista foi morto naquela mesma floresta, e enterrado lá também. Mas Truus e eu não pudemos estar lá quando aconteceu — eles acharam que não era algo que garotas deveriam ver.
Qual foi o papel de vocês nessa missão?Não atirei nele — um dos homens foi quem atirou. Eu tinha que ficar de olho na minha irmã e manter um posto de guarda na floresta, para ver se ninguém mais estava vindo. Truus tinha encontrado o homem num bar caro, o seduzido e o levado para dar um passeio na floresta. Ela disse "Você gostaria de dar uma volta?" E claro que ele quis. Aí eles encontraram alguém — o que era para ser visto como uma coincidência, mas ele era um dos nossos — e o amigo disse para a Truus: "Menina, você sabe que não deveria estar aqui". Aí eles se desculparam, deram a volta e foram embora. Aí vieram os tiros, então aquele homem nunca soube o que o acertou. Eles já tinham cavado a cova, mas não tivemos permissão para ver essa parte.
E vocês não tiveram problema com isso?Não, eu não queria ver mesmo. Mais tarde eles nos disseram que tiraram todas as roupas dele para que o corpo não pudesse ser identificado. Acho que ele ainda deve estar lá.
Você era dois anos mais nova que a sua irmã. Ela era a mais corajosa de vocês? Quando éramos mais novas, ela sempre dizia "Essa é minha irmã linda". E era verdade, ela era uma criança sem graça. Mas ela era a mais corajosa. E era muito boa em falar em público — ela fez muito disso depois da guerra. Ela sempre sabia os discursos de cor, nunca precisou de anotações. Mas isso mudou agora.
Você mencionou que ela está sofrendo de demência. Vocês duas costumavam conversar sobre a guerra? Sim, sempre. Nunca precisávamos dizer "lembra quando...", porque isso estava sempre na nossa cabeça.
Truus trabalhou seu trauma de guerra parcialmente através da arte. Como você lidou com isso? Casando e tendo filhos. E eu sempre cuidava dos filhos da Truus também, porque ela era muito ocupada. Ela sempre visitava a Hannie — a mãe de Hannie Schaft. Sempre tive um pouco de inveja porque ela recebeu muita atenção depois da guerra. Mas aí eu pensava "Eu também estive na resistência". Sabe o que vou fazer agora?
O quê?Um sanduíche e uma xícara de chá. Estou acordada desde as seis.
Obrigada, Freddie! Bom chá!

Proteja o seu MIMIMI

Novo namorado de Suzane é evangélico e admira Malafaia

O novo namorado de Suzane von Richthofen teve a identidade revelada.
Rogério Olberg, de 37 anos, é empresário e o casal se conheceu em Tremembé, quando ele visitava a irmã, que é detenta. Rogério frequenta a Igreja do Evangelho Quadrangular de Angatuba, São Paulo, e, segundo o site Extra, é engajado em atividades na instituição.
O empresário também gosta bastante de música, compartilhando em suas redes sociais vídeos de cantores gospel, como Bianca Toledo e Luciano Claw. Rogério também toca violão e possui outras postagens compartilhando material do pastor Silas Malafaia.
Rogério chegou a apagar boa parte do conteúdo que estava em suas redes sociais, mas ainda é possível ver um pouco de suas postagens.
Suzane forneceu um endereço falso para ter direito à saída temporária do Dia das Mães e acabou descoberta. A detenta foi levada de volta ao presídio e perdeu o benefício de cumprir a pena de 39 anos em regime semiaberto.

Rapariga filma suicídio em direto na internet


Uma jovem francesa de 19 anos cometeu suicídio, segunda-feira, em França e filmou tudo ao vivo através do Periscope, um aplicativo de difusão instantânea de vídeos muito popular na Internet, mas que já provocou várias polémicas.


As autoridades francesas anunciaram esta quarta-feira terem aberto uma investigação para determinar as circunstâncias do suicídio, ocorrido em Egly, um bairro dos subúrbios ao sul de Paris.

 A jovem atirou-se de uma ponte para a linha do comboio.

A jovem terá enviado uma mensagem a um amigo do seu ex-namorado, a quem acusava de "agressões e uma violação", revelou o promotor, Eric Lallement. Segundo amigos próximos da vítima, esta era conhecida "por um perfil psicológico frágil".

O mesmo responsável adianta que o ex-namorado será ouvido no quadro da investigação e que, a confirmar-se a violação e as agressões, a "investigação será reorientada" noutro sentido. Para já, as autoridades estão a analisar minuciosamente o vídeo.

O caso foi denunciado na hora por um utilizador do Periscope, que terá informado a polícia do que se estava a passar, mas os agentes já não conseguiram chegar a tempo de evitar o desfecho fatal.

O vídeo foi entretanto retirado do Periscope, mas um trecho anterior ao suicídio ficou ainda disponível.

O suicídio foi igualmente filmado por câmaras de videovigilância da estação ferroviária de Egly. O telemóvel foi recuperado pela polícia.
No vídeo, a rapariga está sentada num sofá, a fumar um cigarro, e diz que as imagens não pretendem criar buzz, mas sim provocar a reação das pessoas, "nada mais".

Itália aprova lei que legaliza união homossexual

O Parlamento italiano aprovou nesta quarta-feira (11) a lei que legaliza a união civil entre casais homossexuais, um direito que já existe na maioria dos grandes países da Europa ocidental.
Balões em forma de coração na Parada Gay de 2015 em Roma; Itália foi um dos últimos países da Europa ocidental a aprovar casamento gay  (Foto: Filippo Monteforte/AFP)A lei foi aprovada por 369 votos a favor e 193 contra na Câmara dos Deputados, depois de ter sido aprovada em fevereiro pelo Senado, convertendo-se definitivamente em lei do Estado.
A nova lei estabelece um status para os que convivem -- tanto heterossexuais quanto homossexuais -- e cria para os casais homossexuais uma união civil particular classificada de "formação social específica".
O texto estabelece ajuda recíproca moral e material, pensão de sobrevivência, visto de residência para o cônjuge estrangeiro e também a possibilidade de adquirir o sobrenome do companheiro.
Depois de dois anos de negociações e de semanas de intenso debate no Senado, o governo decidiu submeter a lei ao voto de confiança e evitar qualquer mudança no texto.
"Hoje é um dia de festa para muitas pessoas. Sobretudo para aquelas que se sentem finalmente reconhecidas, para todas aquelas que, depois de muitos anos, contam com direitos civis, de verdade civis", comentou o primeiro-ministro, Matteo Renzi, no Facebook.
"Escrevemos outra página importante para a história da Itália que queremos. Por isso submetemos a lei ao voto de confiança, não era possível adiar novamente após anos de tentativas frustradas", comentou.
O projeto foi impulsionado pelo governo de centro-esquerda liderado por Renzi, que se comprometeu a levar adiante a lei, mesmo com o preço de cortar a medida que permite que o casal gay adote filhos.