sábado, 23 de janeiro de 2016

Tiroteio em escola no Canadá deixa mortos e feridos

Fachada da La Loche Community School, em La Loche, no Canadá, onde um atirador matou cinco pessoas na sexta (22) (Foto: Joshua Mercredi/The Canadian Press via AP)
Quatro pessoas morreram e duas ficaram gravemente feridas em um tiroteio nesta sexta-feira (22) em uma escola na pequena cidade de La Loche, no Canadá, informou a polícia do país. O primeiro-ministro Justin Trudeau chegou a informar que cinco haviam morrido. Ele está em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

Maureen Levy, superintendente da Polícia Montada na província de Saskatchewan, onde fica La Loche, afirmou em entrevista coletiva que os agentes estão realizando trabalhos de investigação em dois lugares: a Escola Comunitária de La Loche e outro local nessa mesma cidade. Maureen também confirmou que o suposto autor dos disparos foi detido pela polícia, como Trudeau havia informado anteriormente.

A polícia não revelou a identidade do autor dos disparos e das vítimas do incidente, mas o jornal "Star Phoenix" indicou que entre os mortos há dois familiares do suposto assassino e uma professora da escola. O prefeito interino de La Loche, Kevin Janvier, pai da professora morta, declarou que o suposto assassino "disparou contra dois de seus irmãos em sua casa e se dirigiu ao colégio".
"Obviamente, este é o pior pesadelo de qualquer pai. Quando falei com os líderes da comunidade, eles me disseram que todos estão abalados", disse Trudeau em Davos.

Cerca de 900 alunos estudam nos dois prédios da escola, que tem classes do jardim da infância à 12ª série. Os tiros teriam sido disparados no prédio onde ficam os estudantes a partir da 7ª série, mas ambos foram interditados por volta das 13 horas (17 horas em Brasília) e ficaram fechados por duas horas, sem que ninguém pudesse entrar ou sair.
Com uma população de 3 mil habitantes, predominantemente indígena, La Loche fica a 600 quilômetros de Saskatoon, capital da província de Saskatchewan.
Um dos alunos da escola, Noel Desjarlais, disse à emissora pública de televisão do país, a "CBC", que estava no interior do centro educativo quando ouviu seis ou sete disparos.
"Houve muitos gritos. Seis ou sete disparos antes que eu saí. Acho que ocorreram mais disparos quando eu estava saindo", disse Desjarlais.
"Saí correndo e alertei as pessoas para que deixassem o local", acrescentou o jovem.
A imprensa local afirmou que o suposto autor dos disparos, que se encontra sob custódia policial, é um jovem da comunidade.
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Fachada da La Loche Community School, em La Loche, no Canadá, onde um atirador matou cinco pessoas na sexta (22) (Foto: Joshua Mercredi/The Canadian Press via AP)Fachada da La Loche Community School, em La Loche, no Canadá, onde um atirador matou cinco pessoas na sexta (22) (Foto: Joshua Mercredi/The Canadian Press via AP)

Semana de protestos força recolher obrigatório na Tunísia

Manifestações são as mais importantes desde a queda de Ben Ali, em 2011. 
Sucedem-se as tentativas de imolação pelo fogo.
Uma semana de manifestações que foram crescendo em violência, com 
assaltos a bancos e edifícios públicos, incêndio de esquadras de polícia e
 pilhagem de lojas levaram ontem o governo da Tunísia a decretar o recolher 
obrigatório em todo o país entre as 20.00 e as 05.00 da manhã, com o objetivo
 de controlar a mais grave vaga de agitação social desde que há cinco anos 
um mês de protestos levou à queda do presidente Ben Ali.
Contudo, as manifestações prosseguiram ontem na capital, Tunes, e noutras
 cidades do país, como Sidi Bouzid e Kasserine. Só em Tunes, foram detidas
 19 pessoas. O primeiro-ministro Habib Essid garantiu que a situação 
"está controlada", mas admitiu não existir uma "solução milagrosa" para os 
problemas do país.
Os protestos iniciaram-se no sábado passado e foram-se tornando 
crescentemente violentos desde quarta-feira, quando o governo ter anunciado
 a criação de cinco mil empregos na cidade de Kasserine, no centro do país,
 onde um jovem universitário no desemprego, Ridha Yahyaoui, morreu
 eletrocutado. Yahyaoui subira a um poste telefónico na manifestação de 
sábado e ameaçara suicidar-se depois de saber que o seu nome fora excluído
 da lista final para um emprego público. Quando se encontrava no topo do
 poste, acabou por se emaranhar nos fios e foi vítima de eletrocussão.
Imolação pelo fogo
De imediato, o caso de Yahyaoui foi comparado ao de Mohamed Bouazizi, 
o vendedor ambulante que, em finais de 2010, se imolou pelo fogo, após a
 polícia municipal da cidade de Ben Aros lhe ter apreendido os produtos e 
multado por venda ilegal. A morte de Bouazizi, a 17 de dezembro de 2011,
 desencadeou uma vaga de manifestações por toda a Tunísia que forçaram o 
autocrata Ben Ali e sua mulher a fugirem do país.
A lembrar o sucedido em 2011, um homem, cujo nome não foi divulgado,
 imolou-se pelo fogo na passada quarta-feira na cidade costeira de Sfax. 
E verificou-se ontem em Kasserine uma tentativa falhada de imolação.
Os manifestantes contestam a política do governo, considerando demagógico
 e irrealista o anúncio de criação de empregos feito na quarta-feira. Além do
 desemprego, que afeta principalmente a população jovem recém-formada, a
 inflação está a causar a séria deterioração do poder de compra da população 
em geral e, designadamente, das camadas mais desfavorecidas e os residentes
 em comunidades economicamente deprimidas, como Kasserine.
Uma das frases mais gritadas pelos manifestantes tem sido "Trabalho, 
Liberdade, Dignidade", enumerando as expectativas assim como as promessas 
feitas com a "Revolução Jasmim", que ditou o fim das quase três décadas de
 Ben Ali (1987-2015).
Ameaça islamita
Outro fator de instabilidade, e que tem afetado negativamente a economia do
 país, foram os dois ataques terroristas de 2015, reivindicados pelo Estado 
Islâmico (EI), e dirigidos a alvos turísticos: o museu de Bardo, em março, que 
fez 22 mortos em Tunes, e a estância balnear de Sousse, onde um atacante 
isolado fez 38 mortos. Ainda em 2015, o EI reivindica o ataque contra um 
autocarro da polícia, causando 12 mortos.
Desde a queda de Ben Ali, a Tunísia - apontada como a única situação de
 relativo sucesso no processo das mudanças políticas conhecido como
 Primavera Árabe - tem sido palco de várias ações terroristas reivindicadas, 
além do EI, pela Al-Qaeda do Magrebe Islâmico.

Ataques sexuais levam Finlândia a oferecer aulas a imigrantes sobre como tratar mulheres


Johanna é uma dessas professoras animadas e cheias de energia que atraem até o aluno mais entediado. Ela usa as mãos para enfatizar suas mensagens e ameniza temas difíceis com sorrisos.
"Na Finlândia", ela diz suavemente, "você não pode comprar uma esposa". "Uma mulher só será sua se ela quiser - porque aqui as mulheres são iguais aos homens."
No centro de recepção escondido em meio à neve em uma floresta, os alunos, todos recém-chegados em busca de asilo, acompanham atentos.
Alguns dos jovens iraquianos, alguns com bom inglês e finlandês aceitável, balançam a cabeça em acordo. Outros, sobretudo os mais velhos, trocam olhares ressabiados enquanto as palavras do Johanna são traduzidas para o árabe.
Image captionUm homem, escondido em uma jaqueta preta de esqui, parece tomar notas, enquanto a única mulher na sala com véu esboça um sorriso.
"Você pode ir a uma discoteca com uma mulher aqui", acrescenta Johanna. "Mas se lembre: mesmo se ela dançar bem perto e estiver com uma saia curta, não significa que ela quer fazer sexo com você."
Um adolescente somali puxa a blusa de lã sobre as orelhas e abaixa a cabeça entre as mãos, como se seu cérebro não pudesse lidar com as novas informações.
"Esse é um país muito liberal", ele diz, incrédulo. "Temos muito a aprender. No meu país se você fizer sexo com uma mulher você é morto", afirma, conferindo a reação do colega ao lado.
"Isso é impressionante", diz um imigrante do Mali. "No meu país uma mulher não deve sair sem o marido ou irmão."
Johanna passa a tratar sobre homossexualidade e os iraquianos na fila do fundo começam a dar risadinhas.
Pode parecer brincadeira, mas os centros de recepção a imigrantes na Finlândia levam essas aulas voluntárias de etiqueta e cultura muito a sério.
Image captionMais de 32 mil imigrantes chegaram à Finlândia em 2015
Se homens provenientes de culturas muito distintas e conservadoras não conhecerem logo os costumes e regras a serem respeitados no país, eles nunca irão se integrar, alerta Johanna.
Os homens podem resmungar quando ela diz que os finlandeses dividem as tarefas de casa com as mulheres, mas eles já não rejeitam táxis conduzidos por mulheres.
Desde o outono no hemisfério norte, quando Johanna começou a dar essas aulas, mulheres em busca de asilo a procuram para reclamar dos maridos, que não estariam seguindo o modo finlandês de tratar as mulheres.
Esses homens também são informados sobre a legislação local, então sabem o que esperar caso toquem alguma mulher de forma inapropriada. E esse é o motivo pelo qual as sessões são bancadas pela polícia e pelo Ministério do Interior finlandês.
No último outono, três imigrantes foram condenados por estupro na Finlândia. Na noite de Ano Novo, houve uma série de ataques sexuais em Colônia, na Alemanha, e em Estocolmo, na Suécia.
As vítimas nesses casos declararam que os agressores tinham aparência árabe - suspeita que o chefe adjunto de polícia em Helsinque, Ilkka Koskimaki, decidiu tratar em público.
"É um assunto difícil", ele reconhece. "Mas temos que dizer a verdade. Normalmente não revelamos a origem étnica de um suspeito, mas esses incidentes - em que grupos de jovens estrangeiros cercam uma mulher em público e a atacam - se tornaram um fenômeno."

'Não são todos'

Uma van de polícia estaciona em um centro de recepção no centro de Helsinque onde a equipe de policiamento preventivo de Koskimaki ministra aulas como as de Johanna. Um grupo de imigrantes de chinelos e fumando nos degraus cobertos de neve rapidamente entra no local, claramente alarmado pela presença policial.
Um iraquiano musculoso em roupas de ginástica se aproxima de forma cautelosa e pergunta à repórter da BBC se ela precisa de seguranças para visitar o centro.
"Por favor", ele pede, "não pense que todos aqueles em busca de asilo são perigosos por causa de alguns poucos criminosos."
A aula no centro de recepção da floresta está chegando ao fim e os imigrantes recebem uma lição de casa sobre as leis locais de igualdade de gênero. Ao deixar a sala, um iraquiano com uma jaqueta colorida aperta a mão da repórter da BBC.
"A Finlândia é ótima", ele afirma, "mas quando me casar, minha mulher será uma dona de casa que irá cozinhar a comida que eu gosto - e ela certamente não irá a discotecas."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Loucuras Religiosas Nº 14

Professor defendeu alunos antes de ser morto em ataque no Paquistão

Segundo testemunhas, docente atirou contra suspeitos que invadiram local.
21 pessoas morreram em ataque a universidade em Charsadda.

Equipes de resgate carregam ferido em ataque a universidade no Paquistão nesta quarta-feira (20) (Foto: Hasham Ahmed/AFP)
"Mártir" e "cavalheiro" são alguns dos elogios póstumos a um professor de química, que nesta quarta-feira protegeu seus alunos da universidade paquistanesa de Charsadda, abrindo fogo contra os talibãs.
Syed Hamid Husain, professor-assistente de química na universidade Bacha Khan de Charsadda, perto de Peshawar (noroeste), estava no edifício que foi tomado por talibãs nesta quarta-feira pela manhã. No total, 21 pessoas morreram no ataque.Segundo vários testemunhos, o docente atirou contra os agressores, dando tempo para que seus alunos fugissem, antes de ser abatido.
Um estudante de geologia, Zahoor Ahmed, contou à AFP como o professor os protegeu.
"Fomos para o lado de fora, mas fomos impedidos pelo nosso professor de química, que nos aconselhou a voltar para dentro". "Ele tinha um revólver na mão, eu vi uma bala atingi-lo, havia dois homens disparando em todas direções", disse.
"Dispararam diretamente", contou outro estudante, Muhammad Daud. Segundo ele, Syed Hamid Husain era "um verdadeiro cavalheiro e um respeitável professor".
Um terceiro estudante declarou a uma rede de televisão que eles estavam na sala de aula quando foram ouvidos os disparos.
"Vimos três terroristas gritando 'Allah Akbar' (Allah é grande) e disparando em direção às escadas do nosso departamento", contou.

Professor defendeu alunos antes de ser morto em ataque no Paquistão

Segundo testemunhas, docente atirou contra suspeitos que invadiram local.
21 pessoas morreram em ataque a universidade em Charsadda.

Syed Hamid Husain, professor-assistente de química na universidade Bacha Khan de Charsadda, perto de Peshawar (noroeste), estava no edifício que foi tomado por talibãs nesta quarta-feira pela manhã. No total, 21 pessoas morreram no ataque.

Um estudante de geologia, Zahoor Ahmed, contou à AFP como o professor os protegeu.
Segundo vários testemunhos, o docente atirou contra os agressores, dando tempo para que seus alunos fugissem, antes de ser abatido.
"Fomos para o lado de fora, mas fomos impedidos pelo nosso professor de química, que nos aconselhou a voltar para dentro". "Ele tinha um revólver na mão, eu vi uma bala atingi-lo, havia dois homens disparando em todas direções", disse.
"Dispararam diretamente", contou outro estudante, Muhammad Daud. Segundo ele, Syed Hamid Husain era "um verdadeiro cavalheiro e um respeitável professor".
Um terceiro estudante declarou a uma rede de televisão que eles estavam na sala de aula quando foram ouvidos os disparos.
"Vimos três terroristas gritando 'Allah Akbar' (Allah é grande) e disparando em direção às escadas do nosso departamento", contou.
"Um estudante se jogou pela janela e não o vimos levantar".
O aluno também disse ter visto um professor com uma arma na mão, disparando contra os agressores. "Depois o vimos cair, e saímos correndo".
O reitor do centro, Mamnoon Hussain, confirmou a morte do docente, e transmitiu seus pêsames à família.
'Um mártir da educação'Outros estudantes e professores também dispararam contra os agressores, disse à AFP um porta-voz dos serviços de socorro, Bilal Faizi, "razão pela qual não houve mais vítimas".
No Twitter foram muitos os que prestaram homenagem ao professor, apresentado pelo jornalista e professor universitário Raza Ahmad Rumi como "um mártir da educação".
No noroeste do Paquistão, depois do massacre perpetrado no final de 2014 em uma escola de Peshawar por um comando de talibãs, os professores têm direito a levar uma arma para sala de aula. Na ocasião, os talibãs abateram a sangue frio, durante várias horas, cerca de 150 pessoas, na maioria alunos.
O ataque dessa quarta-feira, que durou toda a manhã, deixou um saldo de 21 mortos. Até o momento não se sabe se os agressores estão incluídos nesse balanço.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Nando Moura...inscreve-se para Mars One.

Assassinos de homossexuais se casam em prisão na Inglaterra

O primeiro casamento realizado entre pessoas do mesmo sexo em uma prisão da Grã-Bretanha é, surpreendentemente, de dois homens acusados de assassinato por motivos homofóbicos.
O primeiro casamento realizado entre pessoas do mesmo sexo em uma prisão da Grã-Bretanha é, surpreendentemente, de dois homens acusados de assassinato por motivos homofóbicos. Marc Goodwin, de 31 anos, foi condenado por espancar até a morte Malcolm Benfold, em Blackpool, no ano de 2007. O marido dele, Mikhail Gallatinov, de 40 anos, foi preso em 1997 por matar Adrian Kaminsky, em Manchester.
Os dois se conheceram na biblioteca da prisão de Full Sutton, em East Yorkshire. A cerimônia ocorreu na última sexta-feira e durou cerca de 15 minutos, com a participação de parentes do casal. Goodwin tem ainda dez anos de pena para cumprir, enquanto Gallatinov está a um ano da sua primeira audiência de avaliação da liberdade condicional. Segundo um porta-voz do sistema prisional, apesar da oficialização da união, eles não poderão dividir a mesma cela.