quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Pai que engravidou menina de 12 anos acreditou no 'poder familiar' para intimidar e ameaçar vítima, diz polícia

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurava abusos sexuais contra uma menina de 12 anos, em Anastácio, a 128 km de Campo Grande. O pai, um auxiliar de serviços gerais, de 36 anos, confessou o crime e, conforme a investigação, acreditava no poder familiar que tinha sobre a vítima, para intimidá-la e ameaçar a não denunciar o crime.
Suspeito de estuprar e engravidar filha rasgou documento judicial que pedia afastamento dele — Foto: Polícia Civil/Divulgação"Ele foi indiciado pelo estupro de vulnerável majorado. Antes da confissão dele, não já tínhamos convicção da autoria, porém ele ousou a fugir e nós rapidamente representamos pela prisão preventiva. O autor acreditava no poder familiar que tinha sobre a menina, achando que ele nunca falaria nada. Infelizmente, é um caso de extrema pobreza, extrema falta de cultura, algo bem complexo em que ele acreditava até ser normal o crime".
No decorrer do inquérito policial, cinco testemunhas foram ouvidas: o pai, a mãe, a adolescente, a irmã mais velha e uma funcionária do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que faz acompanhamento da vítima. "O suspeito permanece no presídio de Aquidauana, junto com o mesmo perfil de agressores", comentou o delegado.
Conforme a investigação, também foi descartada a possibilidade do crime ocorrer com as outras filhas do suspeito. "Não há indício algum de que o crime tenha ocorrido com as outras irmãs. Ele registrou a menina, que já era adolescente e ele também tinha mais oportunidades de ficar ao lado dela, então tentou se esquivar dizendo que ambos tinham um relacionamento", ressaltou Vale.

Caso à tona

A conselheira tutelar Maria Luiza Rivas, de 43 anos, que também ouviu a menina, ressaltou que o caso "só veio à tona" porque a barriga da vítima já estava grande, aparentemente entre o 3° a 4° mês de gestação.
"Nós fomos acionados pela PM [Polícia Militar], para ir até a 1ª delegacia e averiguar as informações da menor. Ela estava ao lado da irmã mais velha, que inclusive está a ajudando nas consultas médicas e pediu a guarda da menina. No depoimento do dia 5 de julho, deste ano, a menina falou que a mãe ia para a cidade resolver problemas, quando ele a levava para o quarto dele e cometia os abusos", falou em entrevista recente.
Já a assistente social e coordenadora do Creas, Debora do Carmo, fala que menina não aceita o bebê e está emocionamente abalada. Atualmente, a vítima está morando com a irmã mais velha e recebendo apoio de toda a rede de saúde, inclusive com alimentação.

Prisão preventiva

O auxiliar de serviços gerais comentou que os abusos sexuais ocorriam quando a vítima levava almoço para ele na fazenda, além das vezes em que "arrumava uma situação", na qual a mãe ia para a cidade e, em muitas situações, pernoitva em Anastácio.
Antes da prisão, no dia 31 de agosto, o delegado Jackson comentou que uma testemunha esteve na delegacia, ressaltando que ele recebeu uma medida cautelar do juiz, para se afastar da menina. Além de rasgar o documento, o suspeito comentou que fugiria e por isso foi pedida a prisão preventiva. Ele foi preso em uma aldeia.
O criminoso deve responder por estupro de vulnerável, que é um crime considerado hediondo, com pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão. Ele ainda possui o agravante da ameaça, com pena que seis meses, além de multa.

Cadela entra em depressão após ser abandonada por donos em abrigo

A foto da labrador fêmea Cash está viralizando na internet. Isso porque ela aparece deprimida nas imagens, 24 horas após ter sido abandonada na Fundação Haley Graves por seus antigos donos.


Tammy Graves, fundadora da instituição de amparo aos animais, postou a foto do cão em seu perfil no Facebook. No texto, ela pede mais responsabilidade dos proprietários de animais de estimação e faz um apelo a quem esteja interessado em adotar um dos 275 animais que estão no abrigo.
“Isso é o que acontece quando pessoas trazem seus cachorros para um abrigo”, escreveu Tammy. “Esta é a realidade de ter um animal de estimação de forma irresponsável e do sistema de abrigos. Isso não é um problema de abrigos, isso não é um problema de resgate. Isso é ser proprietário de maneira irresponsável”.
Para a sorte de Cash, seu tempo vivendo em um abrigo já chegou ao fim e ela foi adotada.

Menino de 3 anos sobrevive depois de 5 dias comendo bolacha

quarto sujoUm menino de 3 anos sobreviveu depois de passar pelo menos cinco dias trancado sozinho em casa comendo bolacha. O caso aconteceu na Praia Grande, litoral de são Paulo e só foi descoberto depois que vizinhos desconfiaram do abandono e ligaram para a polícia. Os pais da criança haviam sido presos por tráfico de drogas, mas – de acordo com a polícia – não informaram que tinham um filho.
No local, havia comida estragada e cheia de insetos, além de urina e fezes espalhadas pelos cômodos. Um vizinho contou que chegou a alimentar o garoto com bolacha pela fresta da porta.apesar da situação precária, o menino estava calmo, o que surpreendeu os conselheiros tutelares. A criança foi encaminhada para um abrigo, será acompanhada por psicólogos e depois ficará à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, a mãe do garoto – identificada como Ana Paula Reis de Sá Alfetro, de 32 anos – foi presa em flagrante com 17 porções de cocaína em uma região da cidade conhecida domo “Quadradão”. Já o pai, que havia sido preso dias antes da mãe pelo mesmo motivo, não teve o nome informado. Os dois estão presos por tráfico de drogas e também  foram denunciados por abandono de incapaz.
  • Abandono de incapaz é crime. Disque 100 ou procure o Conselho Tutelar mais próximo. Caracteriza-se abandono  quando o menor é deixado sem cuidados. Segundo 0 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Art. 133 – Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. A pena para esses casos é detenção de 6 meses a 3 anos.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Milhares já confirmam presença no ato “Mulheres contra Bolsonaro” em São Paulo



Manifestação, que deve acontecer no Largo da Batata (SP) e se espalhar 
para outros lugares do país, está sendo organizada por participantes do 
grupo online "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro". 

Milhares de pessoas já confirmaram
 presença no ato
 “Mulheres contra Bolsonaro” que,
 a princípio, acontecerá no dia 29 de
 setembro no Largo da Batata, em 
São Paulo (SP). 
A manifestação, que ganhou um 
evento no Facebook nesta terça-feira
 (11), está sendo organizada por 
participantes do 
O grupo virtual é destinado apenas às mulheres, incluindo as cis ou trans, 
não permite discursos de ódio ou bullying, nenhuma promoção ou spam
 e também postagens sobre outros candidatos. A ideia é reunir mulheres
 contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos 
de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL) e seus
 eleitores.
Na página do evento da manifestação, as organizadoras convocam 
mulheres para ajudarem na realização de protestos contra Bolsonaro em
 outros lugares do país. “Mulheres que se opõem à candidatura de Jair
 Bolsonaro não se calarão. Juntas, diversas, apoiadoras de diversas can
didaturas dizem não ao crescimento da intolerância, recusam discursos de
 ódio, sexistas, homofóbicos, racistas”, escreveram as idealizadoras da 
iniciativa.
As mulheres, de acordo com pesquisas de opinião, são a principal pedra
 no sapato de Jair Bolsonaro nessas eleições. O candidato à presidência 
com mais intenções de voto para além do ex-presidente Lula, que teve
 sua candidatura impugnada pela justiça eleitoral, encontra forte resistência 
com o eleitorado feminino por conta de suas posições e, de acordo com os
 últimos levantamentos, elas representam mais de 40% da rejeição ao
 militar da reserva.

domingo, 9 de setembro de 2018

Mr. Catra morre em São Paulo aos 49 anos

O cantor de funk Wagner Domingues Costa, o Mr. Catra, de 49 anos, morreu neste domingo (9), por volta das 15h20. Natural do Rio de Janeiro, ele estava internado no hospital Hospital do Coração (HCor), na capital paulista. Catra deixou três esposas e 32 filhos.
A assessoria de imprensa do cantor disse que "com enorme pesar", comunica o falecimento de Catra, "em decorrência de um câncer gástrico".
O funkeiro Mr. Catra durante coletiva de imprensa em São Paulo (Foto: Marília Neves/G1)No início de 2017, o cantor foi diagnosticado com um câncer no estômago. Na ocasião, ele disse que tinha parado de beber e reduzido o número de cigarros que fumava para realizar as sessões de quimioterapia.
Mr. Catra se formou em Direito, mas nunca exerceu a profissão. Ele começou sua trajetória na música em uma banda de rock, mas ficou conhecido mesmo no funk.
O primeiro disco lançado por Catra foi "O bonde dos justos". Um dos principais hits do cantor é "Uh Papai Chegou".
Nos anos 2000, Catra começou a fazer paródias de algumas músicas. 'Adultério', um de seus grandes sucessos, é uma versão de "Tédio", do Biquini Cavadão.
Há poucos meses o cantor gravou um clipe com a funkeira Valeska Popozuda. Em sua conta no Twitter, ela disse estar "arrasada" com a morte de Catra.
Outros famosos também lamentaram a morte do funkeiro nas redes sociais. O humorista Marcelo Adnet disse que está triste com a notícia. A atriz Maisa afirmou que ele irá deixar saudades. "Que Deus conforte os corações da família".
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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Mulheres levam chibatadas por manterem relação homossexual na Malásia



Resultado de imagem para muçulmanasDuas mulheres da Malásia que admitiram ter mantido relações homossexuais receberam vários golpes de chibata nesta segunda-feira (3). A sentença foi proferida por um tribunal islâmico, que considera que esse tipo relação contraria as leis do Islã.Vestidas de branco e com as cabeças cobertas por um lenço islâmico, as duas mulheres, de 22 e 32 anos, ficaram sentadas em um banquinho enquanto recebiam seis golpes cada uma.
De acordo com a lei islâmica, os golpes são infligidos aos condenados completamente vestidos e seu objetivo é mais humilhar do que provocar sofrimento físico.
Além das chibatadas, o Supremo Tribunal da Sharia impôs uma multa de 3.300 ringgit, que equivale a 800 dólares ou 690 euros.
Na Malásia está em vigor um duplo sistema judicial e os tribunais islâmicos são capacitados para lidar com questões religiosas e familiares.
As duas mulheres foram presas em abril depois de serem apanhadas dentro de um carro em uma praça pública no estado muito conservador de Terengganu, no norte do país.

Críticas

A punição desencadeou uma onda de críticas de organizações de direitos humanos que denunciam uma deterioração da situação da comunidade LGBT na Malásia.
Segundo ativistas, essa é a primeira vez que mulheres malaias são açoitadas por violar as leis do Islã.
A Women's Aid Organisation declarou-se "escandalizada e horrorizada por essa grave violação dos direitos humanos".
Uma autoridade da corte, Wan Abdul Malik Wan Sidek, defendeu a punição sob o argumento de que não era tão severo quanto os golpes ordenados para punir outros crimes.
A chegada ao poder de uma coalizão reformista depois das eleições parlamentares deu esperanças para a comunidade LGBT, que enfrenta há vários anos uma pressão crescente na Malásia, país onde 60% da população é muçulmana.
Mas as ONGs dizem que o clima se deteriorou para os homossexuais.