quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Paciente morre por falta de material cirúrgico em hospital do Ceará

Resultado de imagem para governo federalUm paciente de 58 anos morreu no último dia 7 de dezembro por falta de material cirúrgico no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, da rede pública do Governo do Ceará. Há três meses, Maria das Dores e o filho chegaram em Fortaleza cheios de esperança de que o marido, Valcides Pereira, de 58 anos, fizesse um transplante.
Segundo familiares, ele tinha um problema sério no coração e em Santa Catarina, onde morava, não conseguiu fazer a cirurgia, por isso foi encaminhado para o Ceará. A família disse que Valcides ficou internado 47 dias e a família reforçou que nesse período surgiram quatro corações compatíveis para o transplante, mas a cirurgia não chegou a ser feita.
“Aparecia um coração, aquela expectativa: ai, hoje vai, amanhã já vai tá transplantado. Daqui a pouco, chegavam: olha não deu certo. Mas depois eu fiquei sabendo de fonte segura lá de dentro que realmente foi falta de material”, disse a comerciante Maria das Dores Deodato Pereira. “Eu fiquei sabendo que era a falta de um medicamento pra rejeição”, complementa.
“Não tem como aceitar e ainda tem mais gente lá esperando e ainda não tem”, afirmou o parente Israel Deodato Pereira.
Valcides não conseguiu esperar. Acabou morrendo no hospital do coração, que é pioneiro e referência em transplantes e cirurgias cardíacas no nordeste. O diretor do hospital, Frederico Augusto de Lima e Silva, confirma que os transplantes não estão acontecendo.
“Essa suspensão de transplante foi devido à falta de um material, de uma droga, de um remédio, que é imprescindível na realização desse procedimento e que a empresa não tem o insumo básico, então, ela não tá fabricando a tempo de nos entregar”

Falta de materiais básicos

As cirurgias no Hospital do Coração, em Fortaleza, começaram a ficar comprometidas no início do mês passado. Segundo médicos e funcionários que não querem se identificar, a ausência do medicamento citado pela direção do hospital não é o único motivo. Hoje, a lista de remédios e materiais em falta no centro cirúrgico é bem maior. Um documento de controle interno do hospital mostra a falta de quatro medicamentos, além de materiais, como cateter, compressas, dreno e fios de sutura.
“Algum fio de sutura inapropriado, às vezes, você, pelo tipo de agulha que vem diferente na compra, você tem que trocar, adiar a cirurgia enquanto troca, o que eu estou querendo dizer é que não há comprometimento, ou seja, eu desafio alguém que tenha chegado aqui, à exceção desse caso de transplante. Que tenha chegado com alguma urgência que não tenha sido operado”.
Em um vídeo feito por um acompanhante de um paciente mostra o hospital lotado, inclusive nos corredores. Muitos doentes a espera de cirurgia. O assistente administrativo Jonas Vidal diz que a mãe dele já está no hospital há dois meses e ainda não sabe quando vai sair.
“Ela está precisando de uma válvula no coração e de um stencil e por falta de material cirúrgico ela não está em condições de ser operada”, lamentou.
Segundo a Secretária de Saúde do Ceará, o fornecedor se comprometeu a enviar um primeiro lote do medicamento usado pelos pacientes que fazem transplante a partir da próxima semana. Outros lotes serão entregues em janeiro e fevereiro.

Cirurgião admite em tribunal ter marcado as iniciais no fígado de doentes

Simon Bramhall, de 53 anos, queimou as iniciais em dois doentes durante transplantes de fígado. Marcas foram descobertas por um colega noutra cirurgia.
Um cirurgião britânico admitiu 
em tribunal ter agredido dois doentes 
que operava, ao queimar-lhes no fígado 
as iniciais do nome, SB, dele durante 
transplantes.
Segundo as agências internacionais, Simon Bramhall declarou-se culpado esta
 quarta-feira em tribunal, num caso que o procurador de justiça considerou não 
ter precedentes no direito penal.
O médico usou um instrumento cirúrgico que sela os vasos sanguíneos - e evita
 hemorragias - para marcar as iniciais nos órgãos dos doentes. Fê-lo na presença de
 outros colegas.
Segundo o procurador Tony Badenoch, Bramhall marcou intencionalmente os
 doentes quando estes estavam sob o efeito da anestesia, num claro abuso da 
posição em que se encontrava.
O médico, de 53 anos, escreveu as iniciais nos doentes em 2013, quando estava
 a trabalhar no hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, no Reino Unido. 
Foi descoberto quando um outro colega, durante uma outra cirurgia, descobriu
 as iniciais que tinha deixado.
As marcas não causaram lesões nos órgãos e, geralmente, desaparecem por si. 
Num dos casos, o fígado estava já com problemas e foi por isso que outro 
cirurgião teve de intervir, descobrindo as marcas.
Bramhall, que trabalhou durante 12 anos no Queen Elizabeth, foi suspenso em 
maio de 2013 e, um ano depois, apresentou a demissão, após um processodisciplinar.
O tribunal de Birmingham vai divulgar a sentença do cirurgião no próximo dia 12
 de janeiro.

Deputado americano acusado de abuso sexual é encontrado morto

Acusado de abusar de uma adolescente, o deputado republicano pelo estado americano do Kentucky Dan Johnson foi encontrado morto na quarta-feira (13), com um tiro na cabeça. A imprensa local afirma que provavelmente ele se suicidou.
Deputado republicano Dan Johnson fala em igreja nos Estados Unidos na terça-feira (12)  (Foto: Timothy D. Easley/ AP)Pouco antes, Johnson havia postado uma mensagem no Facebook, negando as acusações reveladas pelo Kentucky Center for Investigative Reporting, uma organização criada pela rádio pública de Kentucky.
"As acusações (...) são falsas. DEUS e apenas DEUS sabe a verdade", escreveu Johnson, segundo o Louisville Courier-Journal, em uma mensagem que depois foi apagada.
Uma mulher acusou o deputado de ter abusado dela em uma festa de fim de ano em 2012, quando tinha 17 anos.
O juiz de instrução David Billings, do condado de Bullitt, explicou à imprensa que a publicação no Facebook deflagrou uma busca, o que levou a encontrar Johnson morto com um tiro na cabeça.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Chinês famoso por se arriscar em topos de prédios morre ao cair de 62º andar

Um jovem chinês que atraiu mais de um milhão se seguidores ao postar vídeos nos quais aparecia se arriscando no topo dos prédios mais altos da China morreu ao cair do 62º andar de um prédio em Changsha, capital da província de Hunan.
Wu Yongning no alto de um edifício de 100 andares, em foto postada no dia 2 de outubro (Foto: Reprodução/Weibo/Wu Yongning)Wu Yongning, de 26 anos, morreu no dia 8 de novembro, mas sua morte só foi confirmada mais de um mês depois, quando fãs começaram a questionar porque suas postagens na rede social Weibo tinham sido interrompidas e a namorada comunicou seu falecimento.
Segundo um tio, que falou ao jornal “Xiaoxiang Morning Herald”, Yongning aceitou o desafio de subir no topo do Huayuan Centre, o edifício mais alto de Changsha, para ganhar um prêmio de 100 mil ienes (cerca de R$ 293 mil). Ele não identificou o patrocinador que pagaria o valor.
O dinheiro, disse o tio, seria usado para ajudar nas despesas médicas de sua mãe e para financiar seu casamento, já que o jovem pretendia pedir a mão da namorada um dia depois do desafio que custou sua vida.Wu Yongning começou a publicar vídeos com suas arriscadas performances em fevereiro, somando quase 300 postagens desde então e conquistando mais de um milhão de seguidores. Ele trabalhava anteriormente como dublê e tinha treinamento em artes marciais, que dizia ser um dos elementos que o ajudava na execução de seus desafios.
O jovem, que nunca usava equipamento de proteção, costumava advertir aos fãs e seguidores que jamais tentassem copiar seus feitos.

Mulheres que acusam Donald Trump de assédio sexual unem-se para o processar

Um grupo de supostas vítimas do atual presidente dos EUA vai dar, esta segunda-feira, uma conferência de imprensa conjunta na qual anunciará a decisão de pedir ao Congresso que abra uma investigação aos alegados abusos sexuais.
Várias mulheres que acusam o presidente dos EUA, Donald Trump, de assédio sexual reuniram-se pela primeira vez esta segunda-feira para dar uma conferência de imprensa conjunta e falar sobre os casos, como confirma o grupo de documentalistas Brave New Films.
As supostas vítimas de Trump planeiam pedir ao Congresso dos EUA que abra uma investigação ao assunto.
No total, 16 mulheres acusaram Donald Trump de vários tipos de abuso sexual, como beijos forçados, humilhação e assédio, recorda a CBS News, citada pela RT.
Nikki Haley, embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, surgiu, contrariamente ao esperado, em defesa das mulheres que se apresentam como vítimas, afirmando que estas “devem ser ouvidas”.
Tendo em conta que a administração Trump sempre garantiu que as alegações seriam falsa, esta é uma declaração surpreendente da embaixadora dos EUA.
A ex-governadora da Carolina do Sul insistiu que as mulheres que se queixaram não devem ser tratadas de forma diferente das que têm denunciado casos de assédio sexual em Hollywood.“Devem ser ouvidas e devemos lidar com isso“, disse Nikki Haley num programa da CBS, citada pelo New York Times. “E acho que as ouvimos antes das eleições. E acho que qualquer mulher que se sinta abusada ou maltratada de qualquer forma deve ter todo o direito de o denunciar”, afirmou.
Já na semana passada, dois membros do Partido Democrata e um do Partido Republicano demitiram-se após acusações de condutas impróprias.
“Tenho muito orgulho nas mulheres que avançaram. Estou orgulhosa da sua força. Estou orgulhosa da sua coragem. Penso que vai iniciar a consciencialização para a situação não só dos políticos, mas também como vimos em Hollywood e em todas as indústrias. Acho que chegou a hora”, disse a embaixadora.
Segundo o Público, Haley é vista há alguns anos como uma estrela em ascensão no Partido Republicano, tendo sido apontada como uma potencial candidata presidencial.
Inicialmente crítica de Trump, acabou por aceitar o convite para o cargo de embaixadora dos EUA nas Nações Unidas. Nas últimas semanas, e perante os crescentes rumores de que o secretário de Estado Rex Tillerson está de saída, Haley tem sido mencionada como uma possível sucessora deste na chefia da diplomacia norte-americana.

General Mourão é punido. Vice de Bolsonaro?

Na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, seitas fascistas e viúvos da ditadura foram às ruas para esbravejar por uma nova intervenção militar no país. Concretizada a ruptura institucional, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, esta ideia maluca saiu do armário inclusive nas casernas. O general Antonio Hamilton Mourão ganhou os holofotes da mídia ao defender a proposta em um convescote da Maçonaria, em setembro passado. Sem qualquer apego à democracia e a Constituição, ele pregou abertamente a intervenção militar. Na ocasião, o covil golpista foi complacente com o milico indisciplinado. Na semana passada, porém, o falastrão de farda voltou a bravatear sobre o explosivo assunto e, finalmente, foi punido.
No sábado (9), o comando das Forças Armadas anunciou a retirada do general Antonio Mourão do posto de secretário de Economia e Finanças do Exército. Dois dias antes, em um evento organizado pela seita de extrema-direita "Terrorismo Nunca Mais", ele havia novamente defendido que os militares agissem "dentro da legalidade" contra o "caos" no país. Para ele, a intervenção teria papel "moderador e pacificador". O bravateiro também atacou os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e ironizou o "balcão de negócios" instalado pelo usurpador Michel Temer para aprovar as suas contrarreformas. Para agravar ainda mais a sua situação, o tal general Mourão defendeu abertamente a candidatura presidencial do fascista Jair Bolsonaro, "um homem que não tem telhado de vidro".
As declarações políticas e fascistoides do general ultrapassaram todos os limites da legalidade. Diante do atentado à Constituição, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, que na primeira ocasião havia amenizado as críticas ao insubordinado, decidiu puni-lo. Em 2015, após atacar a presidenta Dilma Rousseff, o general Mourão já tinha sido exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre. Recalcitrante no crime, ele agora sofre nova sanção. Para alguns analistas da área militar, porém, a atitude do militar golpista não foi impensada. Ele teria ambições políticas. Fala-se, até, que desejaria ser vice na chapa de Jair Bolsonaro. Na palestra em que voltou a defender o golpe militar, o vaidoso general Mourão nem disfarçou. Perguntado se seria candidato, ele afirmou: "Eu apenas digo uma coisa: não há portas fechadas na minha vida".

Temer pede a empresários que procurem deputados para pedir votos a favor da reforma da Previdência

Em busca dos votos para aprovar a reforma da Previdência na Câmara, o presidente Michel Temer pediu nesta terça-feira (12) o apoio de empresários na tentativa de vencer a resistência de deputados que relutam em apreciar a proposta.
O presidente Michel Temer discursa a empresários em defesa da reforma da Previdência (Foto: Alan Santos/Presidência da República)Junto de ministros e parlamentares, o presidente recebeu um grupo de empresários no Palácio do Planalto. Ao abrir a reunião, Temer solicitou que os presentes ligassem para deputados e senadores e destacassem a importância de as mudanças previdenciárias propostas pelo governo serem aprovadas.
“Por isso que eu vim mais uma vez pedir aos senhores, fazer essa reunião de trabalho, para que os senhores e senhoras possam ligar para o seu deputado, ligar para o colega senador, ligar para quem quer que seja e dizer, ‘olha é importante, os setores produtivos do país querem isso’ [a reforma]”, disse Temer.
O presidente defendeu um "esforço concentrado", a fim de viabilizar a votação da reforma na semana que vem.
O projeto começará a ser discutido no plenário da Câmara na próxima quinta (14), porém só será votado caso o governo tenha os 308 votos necessários para aprová-lo em dois turnos.
Temer reforçou o pedido de apoio dos empresários no corpo a corpo com deputados, ao citar que a mobilização vai até a próxima terça (19).
"A hora é agora, por isso nós temos que aprovar [a reforma] neste ano", declarou.
Segundo o presidente, se a votação ficar para 2018, ela continuará na pauta, sendo tema da campanha eleitoral. Temer advertiu que todos os candidatos serão questionados sobre suas posições a respeito da reforma. O ideal, segundo ele, seria encerrar a análise da Câmara até o final de dezembro.
"Você vota isso agora na Câmara, vota em fevereiro no Senado e tira isso da frente. Todos vão verificar que foi pelo bem do país", defendeu.
Na defesa da reforma, Temer lembrou que a previdência está “praticamente” levando à falência estados e municípios e criando “grandes dificuldades” para o governo federal. Ele alertou que, adiando as mudanças, será preciso uma reforma mais "radicalizada".
“Daqui a dois e três anos, quem sabe, a reforma não seria suave como esta, mas será muito mais radicalizada. Quem sabe radicalizada a um ponto desagradável como aquilo que aconteceu em Portugal e na Grécia, em que retardando a revisão previdenciária, foi preciso fazer cortes de 20%, 30% na pensão dos aposentados, no vencimento do servidor público e fazendo com que o país passasse por situações de grande constrangimento econômico", afirmou.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, frisou mais uma vez o impacto da aprovação da reforma na retomada da economia brasileira. Ele afirmou que o mercado teve resultado ruim nesta terça-feira em razão da dúvida sobre a aprovação da proposta.
"Sabemos que o mercado foi mal hoje e a explicação que ouvi de várias operadoras é a dúvida sobre a reforma da Previdência. Este foi o aspecto crucial", afirmou Meirelles.
Um dos participantes do encontro, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, garantiu a Temer que o setor vai auxiliar na busca por votos favoráveis à reforma.
“Temos confiança de que a reforma da Previdência será aprovada, temos confiança de que o país está no rumo certo”, afirmou Andrade.
Os presidentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Carlos Megale, e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) , José Carlos Martins, também discursaram em defesa da reforma.
"Quanto antes essa reforma vier, melhor para todos. A hora é agora. Vamos aprovar, vamos trabalhar para isso" declarou Megale.

Críticas

A saia-justa da reunião ficou por conta da crítica do presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química, Fernando Figueiredo, à comunicação do governo.
Segundo ele, que conversou durante o dia com parlamentares, os deputados entendem que a estratégia não está funcionando.
"De uma forma geral, os deputados não estão vendo a comunicação do governo ser uma comunicação eficiente com a população", alertou.
Figueiredo afirmou que o slogan da reforma é "impessoal" e apontou a necessidade de "humanizar o diálogo".
"Se o senhor me permitir uma crítica, o slogan é, sinceramente, pior do que qualquer um que a indústria química teria feito. 'Reformar hoje para garantir o amanhã' é absolutamente impessoal, não fala com ninguém", disse Figueiredo.