Ela conta que mora a cerca de 1 km de distância do local onde o vazamento ocorreu, mas mesmo assim teve que deixar sua casa. “Como tenho dois bebês, precisei sair rapidamente da casa da minha família, pois a situação por aqui estava bem complicada. A fumaça atingiu essa área por conta do vento. Posteriormente, passei em frente à Localfrio e percebi que lá não havia fumaça”, explica.
Apesar dos esforços da família, o gás conseguiu entrar na casa por frestas e forçou todos a saírem correndo do local. “Entrou fumaça por um dos banheiros e tínhamos que usar máscara dentro de casa”, afirma Marielly.
Após perceber que não poderiam ficar em casa, Marielly e sua família decidiram ir para a residência de parentes e se depararam com uma fumaça densa na rua. “Nós só conseguíamos enxergar a curta distância, bem curta mesmo. Parecia coisa de filme. Minha irmã seguiu para o bairro da Enseada, com o marido e o esposo. Eu e o restante da minha família fomos para a casa do meu tio”.
ENTENDA O QUE ACONTECEU
- Choveu forte na região no Porto de Santos
- Alguma estrutura nos contêineres do pátio de armazenamento provavelmente cedeu
- A água da chuva entrou em contato com uma carga de um produto à base de cloro (ácido dicloro isocianúrico de sódio)
- Da reação química, surgiram focos de incêndio e a nuvem tóxica
- A fumaça causa irritações de pele e de olhos e, caso seja inalada, também nos pulmões
- Choveu forte na região no Porto de Santos
- Alguma estrutura nos contêineres do pátio de armazenamento provavelmente cedeu
- A água da chuva entrou em contato com uma carga de um produto à base de cloro (ácido dicloro isocianúrico de sódio)
- Da reação química, surgiram focos de incêndio e a nuvem tóxica
- A fumaça causa irritações de pele e de olhos e, caso seja inalada, também nos pulmões
Início do vazamento
O incidente ocorreu por volta das 15h30 desta quinta-feira (14) e a fumaça rapidamente se espalhou pela cidade de Guarujá. Fotos registradas por moradores mostravam a Avenida Santos Dummont, a principal do município, coberta por uma névoa. Vários moradores recorreram a equipamentos de proteção.
O incidente ocorreu por volta das 15h30 desta quinta-feira (14) e a fumaça rapidamente se espalhou pela cidade de Guarujá. Fotos registradas por moradores mostravam a Avenida Santos Dummont, a principal do município, coberta por uma névoa. Vários moradores recorreram a equipamentos de proteção.
Segundo a assessoria de imprensa da Localfrio, o contêiner que armazenava o ácido foi invadido por água, gerando uma reação química que pode colocar em risco a saúde das pessoas que entrarem em contato com a névoa.
Até às 12h desta sexta-feira (15), 119 pessoas haviam procurado atendimento médico nos hospitais e pronto socorros de Guarujá, Santos e Cubatão com sintomas de irritação nos olhos e problemas respiratórios. Uma idosa de 72 anos com histórico de asma está internada.
Em nota, a administração municipal afirma que a prefeitura está trabalhando em conjunto com agentes da Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros, Exército e secretarias de Saúde, Meio Ambiente, Governo e Defesa Social e monitorando a situação.
A orientação é para as pessoas que moram em um raio de até 100 metros próximo ao local - ou seja, pessoas que residem no quadrante das avenidas Alvorada, Adriano Dias dos Santos, Santos Dumont e Rua Santidade Papa Paulo VI, além do Sitio Conceiçãozinha - procurem a casa de amigos ou parentes.
Quem precisar de atendimento médico por irritação nos olhos, dificuldades de respirar, tontura ou náuseas deve procurar somente as UPAs Boa Esperança, Rodoviária e Enseada.
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