Em um recente episódio, Aderbal, interpretado por Marcos Palmeira), pergunta ao rapaz Rafael (Chay Suede), namorado de sua filha, Laís (Luisa Arraes), qual é a religião dele.
Rafael responde que não segue nenhum credo. “Eu sou ateu”, diz.
Aderbal grita com o rapaz: "Ponha-se daqui pra fora. Você não é digno da minha filha, nunca mais ponha os pés aqui, não procure mais a Laís, nunca mais!"
Aderbal proíbe a filha de namorar o rapaz ateu.
Obviamente, nos próximos capítulos os jovens vão fazer de tudo para se encontrarem de novo, mas não se sabe se a continuidade da novela propiciará algum tipo de discussão mais aprofundado sobre a discriminação no Brasil àqueles que não acreditam em Deus.
Na vida real, em casa e nas empresas, muitas pessoas sofrem o tipo de discriminação experimentado pelo personagem Rafael, embora nem sempre com tanta dramaticidade.
"Babilônia" vem sendo bombardeada por pastores neopentecostais por causa do beijo gay que houve entre a personagem interpretada por Fernanda Montenegro e a por Nathalia Timberg. Inclusive, nota da Frente Parlamentar Evangélica chegou a afirmar que esse tipo de coisa é “estupro moral imposto pela mídia liberal”.
Agora, com um personagem da novela se assumindo como ateu, os neopentecostais têm mais um motivo para pregar que a Rede Globo quer acabar com os valores morais da família brasileira.
Até porque, antes mesmo de o episódio do confronto entre Aderbal e Rafael ir ao ar, sites evangélicos já chamavam pejorativamente de “ateus” Gilberto Braga e Ricardo Linhares, autores da novela.
"Babilônia" vem sendo bombardeada por pastores neopentecostais por causa do beijo gay que houve entre a personagem interpretada por Fernanda Montenegro e a por Nathalia Timberg. Inclusive, nota da Frente Parlamentar Evangélica chegou a afirmar que esse tipo de coisa é “estupro moral imposto pela mídia liberal”.
Agora, com um personagem da novela se assumindo como ateu, os neopentecostais têm mais um motivo para pregar que a Rede Globo quer acabar com os valores morais da família brasileira.
Até porque, antes mesmo de o episódio do confronto entre Aderbal e Rafael ir ao ar, sites evangélicos já chamavam pejorativamente de “ateus” Gilberto Braga e Ricardo Linhares, autores da novela.
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