quarta-feira, 25 de março de 2015

Médicos britânicos são localizados em áreas controladas pelo EI na Síria



Nove jovens médicos britânicos procurados pelas respectivas famílias foram localizados em dois hospitais em regiões controladas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria, conforme informou à Agência Efe nesta terça-feira o parlamentar turco Mehmet Ali Ediboglu.
"Dois deles estão (trabalhando) em um hospital em Jarabulus", cidade síria próxima à fronteira com a Turquia, disse por telefone o político, ex-presidente da associação de médicos de Hatay (província do sul da Turquia).
"Os outros estão muito mais dentro (da Síria), perto de Al Raqqah", acrescentou o parlamentar, que tenta ajudar as famílias britânicas de origem sudanesa que viajaram à Turquia para "recuperar" os filhos, que decidiram deixar o Sudão, onde estudavam, para trabalhar como médicos voluntários na Síria.
Quatro são mulheres - Lena Maumoun Abdul Qadir, Rowan Kamal Zine El Abidine, Tasneem Suleyman Huseyin e Nada Sami Kadir - e cinco são homens - Ismail Hamadoun, Tamer Ahmed Abu Sebah, Usame Muhammed Bedir, Hisham Muhammed Fadlallah e Sami Ahmed Kadir.
Os parentes acreditam que os filhos tenham se unido ao EI. Ediboglu, agora deputado do maior partido da oposição, o Republicano do Povo (CHP), disse que conseguiu localizá-los com a ajuda de médicos sírios.
"Tentei achar uma solução para que venham à Turquia. Nesses lugares são necessários médicos e profissionais de saúde devido aos graves confrontos no local", explicou.
O legislador disse ter esperança em dar boas notícias para os parentes nos próximos dias, já que chegou a um acordo com ONGs islâmicas, com sede na Turquia, que contribuíram na construção de hospitais na Síria.
Segundo o acordo, as ONGs "transfeririam outros médicos para os hospitais" onde estão os britânicos e os enviariam para a Turquia, explicou.
"Agora há 14 parentes em Gaziantep (o centro nervoso dos refugiados e dos movimentos rebeldes sírios no sudeste da Turquia) esperando seus filhos. Acredito que muito em breve possam abraçá-los", disse Ediboglu.
De acordo com a reconstituição dos fatos, os jovens viajaram do Sudão para Istambul na madrugada do dia 12 de março. No dia seguinte, pegaram um ônibus rumo a uma cidade do sudeste, para depois chegar à Síria.
Na sexta-feira, Mamoun Abdel Gadir explicou à Efe por telefone que, no dia 13 de março, sua filha Lena enviou uma mensagem e uma selfie da Turquia para a irmã, na Inglaterra, para avisá-la que ia para a Síria.
Os pais de Lena, que moram na Inglaterra e ficaram comovidos pela decisão, entraram em contato com parentes de colegas da filha. Um grupo de familiares viajou à Turquia para tentar rastrear os filhos e contactaram Ediboglu. 

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