sexta-feira, 7 de julho de 2017

Temer comete gafe em vídeo e diz que governo tem feito 'voltar o desemprego'

Michel Temer e a chanceler alemã Angela Merkel (Foto: Kai Pfaffenbach / Reuters)Em viagem à Alemanha, o presidente Michel Temer cometeu uma gafe ao divulgar, nesta sexta-feira (7), no Twitter, um vídeo no qual afirma que o governo tem feito "voltar o desemprego".
Temer está no país para participar da cúpula do G20, grupo que reúne as 20 principais economias do mundo. Na gravação, o presidente explica o que fez durante o dia (leia detalhes sobre a agenda do presidente ao final desta reportagem).
"Em outra sessão [do G20], também se discutiu a questão dos negócios internacionais, das relações internacionais. E cada país fez um relato daquilo que está fazendo no seu país, como eu pude fazer um relato do que estamos fazendo no Brasil, gerando, exatamente, inflação baixa, reduzindo os juros, fazendo voltar o desemprego e combatendo a recessão", diz o presidente no vídeo.

Empresários 'soviéticos'

Na semana passada, ao discursar em um evento no Palácio do Planalto, o presidente já havia cometido outra gafe. Ao se referir a empresários russos, disse ter se reunido com "soviéticos".
A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), ou União Soviética, acabou em 1991 e, desde então, os países se tornaram independentes da Rússia.
"O deputado [Darcísio] Perondi [PMDB-RS] esteve lá [na Rússia], na nossa comitiva, ao lado de outros senadores, deputados e ministros, e nós podemos verificar o interesse extraordinário dos empresários soviéticos e dos empresários noruegueses, que têm extraordinários investimentos no nosso país pelo que está acontecendo no país", disse o presidente na ocasião.

Noruega x Suécia

Em viagem à Noruega, há cerca de dez dias, Temer também cometeu uma gafe e chamou o rei norueguês Harald V de rei da Suécia, país vizinho. O ato falho ocorreu em uma declaração de despedida, na qual o presidente agradeceu, dirigindo-se à primeira-ministra norueguesa Erna Solberg, a hospitalidade das autoridades e do povo da Noruega.
No mesmo pronunciamento, Temer também se atrapalhou ao dizer que, mais tarde, iria visitar o parlamento do país europeu. Em vez de se referir ao Legislativo norueguês, ele disse que iria ao "parlamento brasileiro" 

Cúpula do G20

Após desembarcar na Alemanha, na madrugada desta sexta, Temer se dirigiu para o hotel onde está hospedado em Hamburgo. Ao ser questionado sobre a posição do Brasil no G20, o presidente afirmou que não há crise econômica no país.
"Você sabe que crise econômica e política [...] crise econômica no Brasil não existe. Vocês têm visto os últimos dados", afirmou.urpreendido com a resposta, um jornalista interrompeu Temer e questionou: "Não existe crise econômica, presidente?"
"Não, pode levantar os dados e você verá que nós estamos crescendo empregos, estamos crescendo indústria, estamos crescendo agronegócio. Lá não existe crise econômica", emendou o presidente.
Pela manhã, Temer participou da reunião dos líderes do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O encontro antecedeu a reunião de cúpula do G20.
Após a reunião, o presidente foi para a cerimônia oficial de chegada dos chefes de Estado dos países que compõem o G20.Ao entrar, foi recepcionado pela chanceler alemã Angela Merkel, anfitriã da reunião. Ela fez questão de cumprimentar um a um os líderes dos países visitantes, incluindo aqueles com quem ela não tem afinidade, como o presidente norte-americano Donald Trump.
À noite, pela agenda, Temer assistiu a um concerto da Orquestra Filarmônica de Hamburgo exclusiva para os líderes das 20 maiores economias do mundo.

Filho Ateu/Mãe Cristã/Mioma

Imagem emocionante mostra cadelinha dentro de casa dividindo cobertor com amigo canino que mora na rua

Uma imagem que traduz toda a bondade desses seres que vêem todos como iguais, independente de classe social ou interesses.
A cadelinha Lana foi adotada e hoje vive muito bem e confortável em um lar com tudo que tem direito. Essa semana, ela surpreendeu ao dividir um pouco desse conforto com um novo amigo.
Depois de ganhar um cobertor para se proteger do frio que assola o Rio Grande do Sul, a família ficou surpresa quando de manhã encontrou ela compartilhando a coberta com um cachorro que mora na rua. Cada um de um lado da grade, com um pedaço da manta, aquecidos e convivendo em paz.
Lana demonstrou mais sabedoria do que a maioria de nós, humanos e supostamente inteligentes, que muitas vezes tratamos os moradores de rua como invisíveis ou apenas como um ”problema”.
A foto foi compartilhada por Suelen Schaumloeffel, que já deixou avisado que o cachorro está sendo amparado.

PF dissolve grupo que se dedicava exclusivamente à Lava Jato

A Polícia Federal dissolveu o grupo de delegados que se dedicava exclusivamente à Operação Lava Jato, em Curitiba. Procuradores que integram a força-tarefa criticaram duramente a decisão anunciada nesta quinta-feira (6).
Os quatro delegados que atuavam só na Lava Jato em Curitiba passam agora a também integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas - um setor que faz parte da estrutura da PF. Ou seja, eles deixam de investigar exclusivamente casos ligados à operação.
O procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima disse na quarta (5) nas redes sociais que a força-tarefa da Polícia na Operação Lava Jato deixou de existir e que não há verbas para trazer delegados.
Em uma entrevista coletiva nesta quinta (6), o coordenador da Lava Jato na Polícia Federal em Curitiba negou que seja o fim da operação, mas admitiu o fim da exclusividade de policiais nas investigações da Lava Jato.
A Polícia Federal afirmou que agora outros 70 policiais da delegacia poderão trabalhar na Lava Jato, além de 14 peritos.
“A ideia do procedimento não foi, em momento algum, prejudicar a investigação, pelo contrário. Na prática, nós temos um recurso pessoal hoje que é inimaginável se você comparar com outras unidades que estão trabalhando na Lava Jato também. O Rio de Janeiro não tem nem perto disso aqui, Brasília não tem perto disso aqui, São Paulo não tem. Esse aqui é o maior grupo de investigação que tem hoje atuando no Brasil”, disse o delegado da PF Igor Romário de Paula.
A PF afirma que as mudanças foram feitas porque o volume de trabalho em Curitiba diminuiu e a Lava Jato se espalhou pelo país. Há investigações em andamento em 16 estados e no Distrito Federal. Depois da coletiva, os procuradores que integram a força-tarefa da Lava-Jato divulgaram uma nota em que fizeram duras críticas à decisão anunciada nesta quinta-feira.
A nota afirma que a dissolução do Grupo de Trabalho da Lava Jato na Polícia Federal prejudica as investigações e lembra que a operação apura uma corrupção bilionária praticada por centenas de pessoas incluindo ocupantes atuais e pretéritos de altos postos do Governo Federal.
A força-tarefa também afirma que a integração na Polícia Federal do Grupo de Trabalho da Lava-Jato à Delegacia de Combate à Corrupção, depois da redução do número de delegados a menos da metade, prejudica as investigações da Lava Jato e dificulta que elas prossigam com a eficiência com que se desenvolveram até recentemente.
Segundo os procuradores, o efetivo da Polícia Federal na Lava Jato não é adequado à demanda e a distribuição das investigações e a ausência de exclusividade prejudicam a especialização do conhecimento e da atividade, o desenvolvimento de uma visão do todo e a descoberta de interconexões entre as centenas de pessoas investigadas.
O Ministério Público declara que a medida anunciada nesta quinta (6) pela Polícia Federal é um retrocesso.   
O Ministério da Justiça não respondeu ao contato do Jornal Nacional e a Polícia Federal no Paraná não quis se manifestar.

'Crise econômica no Brasil não existe', diz Temer antes do G20

Ao desembarcar em Hamburgo, na Alemanha, nesta sexta-feira (7), para participar da cúpula do G20, o presidente Michel Temer disse que não há crise econômica no Brasil.
Michel Temer e a chanceler alemã Angela Merkel (Foto: Kai Pfaffenbach / Reuters)“Crise econômica no Brasil não existe. Pode levantar os dados que você verá que nós estamos crescendo no emprego, estamos crescendo na indústria, estamos crescendo no agronegócio”, afirmou o presidente ao chegar à Alemanha.
O presidente participou pela manhã de reunião dos líderes do Brics., o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e, mais recentemente, África do Sul. Depois, começaram as reuniões do G20.
Na véspera do encontro, que reúne as 20 maiores economias do mundo em Hamburgo, houve protestos contra a cúpula e muita violência entre a polícia alemã e black blocs. Mais manifestações estão previstas para esta sexta.
Nesta sexta, manifestantes voltaram a ocupar as ruas de Hamburgo. Alguns distúrbios foram registrados pela manhã , com carros incendiados e confrontos com a polícia. Não há informações sobre feridos.
O encontro mais esperado é o dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e Rússia, Vladimir Putin.
O presidente do Brasil, Michel Temer, chegou a Hamburgo na madrugada desta sexta. Embora mergulhado em uma grande crise política, ele acenou com a possibilidade de não viajar para a Alemanha, para tratar de garantir votos contra sua denúncia na Câmara. Mas foi convencido a ir.
Na cúpula, os líderes carregam grandes expectativas. Segue um resumo do que esperam os principais participantes da reunião de cúpula, entre esta sexta e sábado (8) na cidade alemã.
O governo Trump espera pouco da cúpula do G20 - interessa mais a viagem a Varsóvia e Paris, onde vai ocupar sozinho o centro das atenções. Para o político republicano, o encontro em Hamburgo é antes uma tarefa obrigatória e, segundo seu desejo, tanto melhor se ali não for tomada nenhuma decisão importante e vinculatória. Com a retirada americana do Acordo do Clima de Paris, provavelmente já deve ter ficado claro qual importância ele atribui à política de proteção climática. Por outro lado, os parceiros do grupo do G7 já perceberam recentemente na Itália que é difícil chegar a soluções concretas com o governo Trump – mesmo que, em princípio, o presidente americano tenha garantido a Angela Merkel o seu apoio à cúpula. O encontro com Putin é um dos pontos mais esperados da reunião em Hamburgo: por um lado, diversos especialistas já atestaram semelhanças entre os dois chefes de Estado, pelo outro, Trump se encontra sob pressão política em seu país devido ao escândalo de ingerência russa na campanha eleitoral nos EUA. Será interessante observar o seu comportamento durante o encontro.

Rússia

Para os russos, as atenções se voltam para o encontro entre Putin e Trump. Nos últimos tempos, as expectativas antes de uma primeira reunião de cúpula entre os EUA e a Rússia foram raramente tão altas. Moscou gostaria de ter visto muito mais cedo um aperto de mão entre os dois presidentes. "Trata-se principalmente de uma normalização do diálogo", afirmou o chanceler russo, Serguei Lavrov. A Rússia anseia um reinício para as tensas relações, que vêm se deteriorando desde a anexação da Crimeia por parte de Moscou. No entanto, especialistas russos disseram não esperar nenhum avanço em Hamburgo. Possíveis tópicos devem ser a luta conjunta contra o "Estado Islâmico" (EI) e o controle de armas nucleares. Nesse ponto, russos e americanos têm um interesse comum – especialmente em relação à Coreia do Norte.

Alemanha

Receber as principais economias do mundo em meio à campanha eleitoral: Angela Merkel não poderia ter tido melhor sorte poucas semanas antes das eleições legislativas alemãs, em 24 de setembro. Como anfitriã da cúpula, ela pode modelar a política mundial e fazer com que recentes controvérsias de política interna – como o "casamento entre pessoas do mesmo sexo" – sejam esquecidas. Em sua declaração de governo na semana passada, ela deixou claro estar esperando negociações difíceis em Hamburgo e que vai representar uma clara posição política europeia – principalmente em relação aos EUA e a temas de política climática. As suas perspectivas frente à reunião com Trump são limitadas. Ao mesmo tempo, grandes expectativas pairam sobre a chanceler federal alemã – como principal representante dos países da União Europeia e como "a última defensora do mundo livre", como foi chamada pelo jornal "The New York Times".

China

O G20 é a peça mais importante para as ambições geopolíticas da China. Pequim almeja mais influência internacional – numa cúpula como a de Hamburgo se pode falar de igual para a igual com outros grandes atores mundiais, como os EUA e a Rússia. Para Pequim, o encontro é o fórum ideal para continuar defendendo o livre-comércio mundial – algo de importância fundamental para a segunda maior economia do mundo, que vive principalmente de exportações. Os chineses são orgulhosos de pertencer ao exclusivo clube do G20 e de ter organizado o encontro no ano passado. Portanto, para eles, o fórum das 20 principais economias do mundo deve ser reforçado como aliança.

Brasil

A princípio, o presidente Michel Temer havia cancelado, sem dar explicações, a sua viagem à Alemanha. Mas ele voltou atrás. Em Hamburgo, pretende demonstrar normalidade e quer evitar a impressão de que seu governo está paralisado. Na semana passada, Temer se tornou o primeiro presidente brasileiro a ser processado durante o mandato, sob a acusação de corrupção. Atualmente, a sua popularidade gira em torno de 5% e 7%, num país hoje com quase 14 milhões de desempregados. O governo quer atrair cada vez mais novos investidores e, além disso, fechar novas alianças comerciais.

Índia

Para o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a sua presença no grande palco mundial vem bem a calhar. Como a agenda da cúpula deverá ser dominada pelas mudanças climáticas, pela luta contra o terrorismo e pelas reformas econômicas, o premiê espera marcar pontos nesse encontro de titãs. Ele saberá vender bem as reformas econômicas de seu governo, esperando, sobretudo, beneficiar-se em termos de política interna. Além disso, um compromisso importante será o planejado encontro com o presidente chinês, Xi Jinping. Modi espera chegar a propostas de soluções para as disputas de fronteira entre a Índia e a China, mas também aposta em sinais positivos para as relações comerciais entre os dois países mais populosos do planeta.

Turquia

Para o presidente turco, o combate ao terrorismo é prioridade na agenda – mais especificamente a luta contra aquilo que ele considera terrorismo. Em Hamburgo, ele deverá contar com concessões por parte de parceiros do G20. Erdogan deseja o fim do fornecimento de armas para rebeldes curdos no norte da Síria; ele exige dos americanos a deportação do pregador islâmico Fetullah Gülen, que vê como cérebro por trás da tentativa de golpe de 2016. A esperança de poder discursar para os seus apoiadores em Hamburgo deve ter esvanecido: o governo alemão pretende proibir tais eventos no futuro.

Arábia Saudita

Antes de cancelar a sua participação no G20, o rei Salman Abdullah reservara todos os quartos do hotel Vier Jahreszeiten, desejando ainda várias reformas. A razão da desistência é o conflito ainda não resolvido com o Catar. Também o seu filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, não virá ao encontro. Apesar disso, é claro que uma delegação do país árabe participará da cúpula do G20, dirigida "apenas" por um ministro de Estado. Do ponto de vista saudita, na situação atual, o encontro em Hamburgo não é, aparentemente, tão importante para justificar a presença de políticos de primeiro escalão.

África do Sul

O único membro africano do G20 se encontra numa crise. O presidente Zuma está lutando contra a maior taxa de desemprego entre as 20 maiores economias do planeta. O rand, a moeda sul-africana, está sob pressão. O chefe de Estado deve ver como positivo que a África seja um dos grandes temas da reunião. Entre outros, a iniciativa Compact with Africa deve ser muito de esperança para Zuma. Atuando como um adicional à ajuda ao desenvolvimento, o projeto deverá levar mais investidores privados e públicos ao continente africano. Também a Agenda 2030 das Nações Unidas com vista ao desenvolvimento sustentável e à política global de refugiados deverão ser abordados no encontro.