Onze das mortes ocorreram no condado de Sonoma, um dos mais afetados pelo avanço do fogo e onde continuavam as evacuações. Outras seis pessoas perderam a vida no condado de Mendocino, duas em Napa e duas em Yuba.
Pimlott apontou que espera que a cifra de mortos aumente: em Sonoma ainda há 200 pessoas em local desconhecido. Os bombeiros da Califórnia explicaram em sua conta do Twitter nesta quarta-feira que 22 focos de incêndio arrasam o estado e queimaram 69.000 hectares.
O presidente americano, Donald Trump, declarou na terça-feira o estado de catástrofe natural, liberando recursos federais para atender a emergência na Califórnia, estado mais povoado do país, desde que, no domingo, a maior parte dos focos começou e avançou com extrema rapidez devido aos fortes ventos. Bairros inteiros em Santa Rosa, uma cidade de 175.000 habitantes em Sonoma, 90 km ao norte de San Francisco, ficaram reduzidos a cinzas.
Apenas em Sonoma, mais de 25.000 pessoas tiveram que abandonar seus lares. Cerca de 5.000 conseguiram se refugiar em abrigos temporários, indicou na segunda-feira o gabinete do xerife.
Mais de 3.500 casas e negócios foram destruídos, incluindo vinhedos em Sonoma e Napa, coração da indústria vinícola no estado.
E ainda não há sinais de que as chamas irão cessar. A polícia de Santa Rosa advertiu no Facebook que os serviços meteorológicos preveem um "retorno dos ventos fortes na região a partir de quarta-feira à noite (...) até quinta-feira de manhã". "Esta evolução cria condições extremamente perigosas para os bombeiros", ressaltou.
Pimlott disse que 73 helicópteros, 30 aviões e cerca de 8.000 bombeiros estão mobilizados nos esforços para combater o fogo, enquanto 324 caminhões para apagar as chamas e outras 60 equipes de bombeiros estavam a caminho saídos de outros estados para prestar ajuda. O Exército enviou 700 efetivos para participar dos trabalhos, além de outros 1.800 mobilizados.
No meio de dois focos
O CalFire indicou em seu site que outubro é o mês em que a Califórnia historicamente sofre seus maiores e mais destruidores incêndios. Milhares de moradores foram obrigados a fugir das chamas. As evacuações continuavam nesta quarta-feira.
Bob Nelson, de 53 anos, disse que saiu de sua casa no domingo e voltou na terça-feira. "Não havia danos", disse. "Mas fomos novamente evacuados". "Não sei nada da minha casa agora", disse à AFP. "Não tenho ideia. Está no meio de dois focos", acrescentou.
Vários vinhedos foram parcialmente ou totalmente destruídos. Alguns permaneciam na trajetória das chamas nesta quarta. O vinhedo Signorello Estate foi reduzido a cinzas. Seu diretor, Ray Signorello Jr, afirmou no Facebook que os trabalhadores tentaram lutar contra as chamas na noite de domingo, mas tiveram que abandonar os esforços quando o fogo alcançou o edifício principal.
A exploração de vinhos orgânicos Frey foi engolida pelo fogo, enquanto a família vinicultora Donelan cruza os dedos para não sofrer as consequências dos incêndios, embora esteja na zona de evacuação. "O fogo não está nem um pouco controlado e o vento está aumentando. Não há maneira de saber se estamos fora de perigo", contou Cushing Donelan à AFP.
O incêndio mais fatal da história da Califórnia, o "Griffith Park", ocorreu em outubro de 1933 e deixou 29 mortos perto de Los Angeles. O mais destruidor, o "Tunnel-Oakland Hills", devastou 2.900 construções e matou 25 pessoas em outubro de 1991.
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