Uma cobrança indevida nas contas de luz custou a todos nós, brasileiros, quase R$ 2 bilhões em 2016.
Como mostrou o Jornal Hoje, com exclusividade, os consumidores de todo o país pagaram R$ 1,8 bilhão por uma energia que ainda não está disponível. Angra 3 não vai entrar em funcionamento antes do segundo semestre de 2019.
O presidente do Instituto de Cidadania de Formosa, em Goiás, Geraldo Lobo, questionou a cobrança na Justiça.
Nesta sexta-feira (10), a Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, reconheceu a falha e responsabilizou a CCEE, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que é quem informa qual energia de reserva pode ser usada.
“Essa CCEE já havia encaminhado essa previsão, identificou essa dúvida, perguntou e a Aneel disse que não é para incluir esse valor. Não deve ser pago para Angra. E aí a CCEE acabou não retificando essa informação e, ao incluir o valor, esse valor estava entre outros diversos itens da conta de energia de reserva. Ele acabou sendo incluído de uma maneira indevida”, explicou Romeu Rufino, diretor-geral da Aneel.
Em nota, a CCEE afirmou que não enviou dados errados à Aneel e que não tem qualquer participação nos processos tarifários das distribuidoras, que são de inteira responsabilidade da agência.
O certo é que para consumidor não importa de quem é a responsabiliadade. A Aneel se comprometeu a devolver o dinheiro pago a mais pelos consumidores. Esse acerto vai ser feito ao longo de 2017.
A Aneel informou que vai autorizar reajustes menores quando for feita a revisão das tarifas de cada distribuidora. Vai descontar até 1,2 ponto percentual do reajuste a ser repassado para a conta de energia.
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