"Devem estar pensando a mesma coisa que eu. As pessoas acreditavam que ele fazia o bem, mas surge um caso de corrupção. É triste. Acho que todos nós ficamos um pouco surpresos com esta notícia", diz.
Segundo ele, rostos como o de José Sarney, Eduardo Cunha e Sérgio Moro — ou até mesmo os envolvidos no caso do Mensalão — jamais atingiram um número tão alto de vendas.
Como são compradas quase sempre para saudar os "homenageados", diz Paris, as máscaras do "Japonês da Federal" não devem voltar a ser requisitadas. Nem mesmo em tom de protesto.
"Era ele quem prendia as pessoas da Lava-Jato e era esta a motivação para as pessoas comprarem, para elogiar. Neste momento, as vendas não devem aumentar. Vamos ver como o mercado assimila esta notícia", lamentou.
Ishii é investigado desde 2003, citado num inquérito que investiga contrabando com a ajuda de agentes federais. Em março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso ao grupo. Ele já havia sido condenado na Operação Sucuri, mas recorreu. Nesta terça, o "Japonês da Federal" se apresentou espontaneamente à polícia.
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