Funcionários do frigorífico Globoaves em Cascavel, no oeste do Paraná, voltaram a passar mal na manhã desta terça-feira (24) após um vazamento de amônia, que ocorreu na tarde de segunda-feira (23). De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, ao menos 16 trabalhadores tiveram que ser encaminhados pelo Corpo de Bombeiros a unidades de prontos atendimentos (UPAs) da cidade com sintomas de intoxicação pelo gás.
Por medida de segurança, as atividades no frigorífico tiveram que ser novamente suspensas na manhã desta terça. O mesmo aconteceu durante toda a tarde de segunda “até que os níveis de amônia fossem controlados e ficassem abaixo do índice recomendado para que o trabalho pudesse ser retomado à noite”, ainda conforme a assessoria de imprensa. “Não tivemos um novo vazamento. O que houve hoje foi um efeito secundário do acidente de ontem”, afirmou.
A Defesa Civil declarou, no entanto, que ainda não é possível descartar um novo vazamento. Fiscais do Ministério do Trabalho e procuradores do Ministério Público do Trabalho foram até o local para analisar a domentação da empresa para saber se há alguma irregularidade. Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente também farão medições constantes para avaliar os riscos de nova intoxicação e devem liberar o local para os funcionários retomarem as atividades ainda nesta tarde.
Ao chegarem para trabalhar, os funcionários tiveram contato com o gás que estava impregnado em uma das paredes do frigorífico. “Estes trabalhadores tiveram sintomas como irritação nos olhos, tontura e náuseas e foram imediatamente levadas às UPAs”, comentou a assessoria ao confirmar que outros sete continuavam internados no Hospital Universitário (HU) desde segunda-feira, quando cerca de 300 das 700 pessoas que estavam no frigorífico passaram por uma triagem e 40 tiveram que ser socorridas por causa da intoxicação.
O frigorífico está passando por reformas e ampliação. Laudos preliminares dos bombeiros, da Defesa Civil e da Vigilância Sanitária indicam que o vazamento começou por um dos tumos de resfriamento. Já de acordo com a empresa, o acidente foi provocado por um funcionário que esbarrou em uma válvula, liberando o gás usado para esfriar as câmaras frigoríficas onde são armazenadas as aves.
Há cerca de um mês houve outro vazamento na mesma unidade.
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