quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Rainha da Suécia garante que o seu palácio real está assombrado por "fantasmas amigáveis"

O Palácio de Drottningholm, residência oficial da monarquia sueca, foi construído em Estocolmo no ano de 1580 na ilha Lovön sobre o lago com o mesmo nome e, segundo a rainha, está assombrado.
"Há pequenos amigos... fantasmas. São muito amigáveis mas por vezes sentimos que não estamos totalmente sozinhos" disse Sílvia Renata Sommerlath, a esposa do rei D. Carlos XVI Gustavo e rainha consorte da monarquia sueca desde 1976.
As declarações foram feitas num documentário da SVT, o canal público da televisão sueca, e a rainha acrescentou ainda: "É realmente emocionante. Mas não assusta."
A opinião é partilhada pela sua cunhada. "Há muita energia nesta casa. Seria estranho se não tomasse uma forma disfarçada", disse a princesa Christina, irmã do rei D. Carlos, também no documentário que vai estrear amanhã (5 de janeiro) na Suécia e acrescentou: "Há histórias sobre fantasmas em todas as casas antigas. Têm habitadas por pessoas durante séculos. As energias mantêm-se."
O Palácio de Drottningholm foi considerado Património Mundial pela UNESCO em 1991 e é conhecido pela grandeza e imponência e pelos jardins a perder de vista. Tem 1430 quartos, 660 janelas, uma adega, 4 pisos e ainda um sótão. A ópera Drottningholm slottsteater faz também parte do palácio e é um dos poucos teatros europeus do século XVIII que ainda é usado.
Sílvia Sommerlath tem 73 anos e é a rainha sueca há mais tempo no cargo. Nasceu na Alemanha, filha de pai alemão e de mãe brasileira. Antes de ser rainha estudou num colégio alemão, licenciou-se em interpretação em Munique e fala seis línguas.
Culta, elegante, educada e tida em boa conta pela sua simpatia, a rainha Sílvia é ainda conhecida por participar ativamente em várias causas sociais como a defesa dos direitos das crianças contra a pobreza e o abuso sexual.
A 23 de dezembro a rainha foi hospitalizada depois de uma tontura e esteve duas noites em observação. Saiu no dia de Natal por se sentir melhor e a corte garante que provavelmente seria uma gripe e que só foi levada para o hospital por precaução.