quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Solto, Garotinho afirma ter documentos provando acusações à Globo

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR), acusado de compra de votos nas eleições de 2012 e de receber dinheiro de caixa 2 no pleito de 2014, publicou texto em seu blog no qual afirma ter documentos que irá divulgar como prova de que a TV Globo pagou propina a dirigentes da Fifa, da CBF e da Concacaf (federação de futebol da América Central e do Norte) para adquirir o direito de transmissão de eventos esportivos. Em nota, a emissora reafirmou seu “compromisso com relações éticas” nesse tipo de negociação e seu “total apoio às investigações e medidas judiciais que garantam a integridade e transparência no futebol”.
Preso em um desdobramento da Operação Chequinho, que apura a compra de votos nas eleições de Campos dos Goytacazes (RJ), Garotinho foi solto na semana passada, por decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pabllo Vittar desmente que receberá R$ 5 milhões pela Lei Rouanet

Pabllo Vittar desmentiu a notícia de que receberia um valor de 5 milhões de reais pela Lei Rouanet em 2018. A informação circulou pelas redes sociais a partir de uma página de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
A cantora, então, usou o Instagram para publicar um vídeo falando sobre o boato. “Eu queria saber que dinheiro é esse. Cinco milhões de reais? Não sobrou louça, não, do Natal de vocês? Vão lavar uma louça”, disse a cantora. “As pessoas veem notícias e, ao invés de ir atrás das fontes, elas ficam especulando, especulando, especulando… Jesus. A dica que eu dou é: lavar louça. Deve ter sobrado muita louça dessa ceia de Natal aí, hein? Vamos pegar essa louça e lavar junto com as amigas. Um beijo.”

PF: Geddel pode ter lavado R$ 6,3 mi em aluguel de máquinas

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter encontrado indícios de que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) pode ter lavado 6,3 milhões de reais por meio de alugueis de máquinas agrícolas para suas fazendas, no interior da Bahia. A alegação consta de um relatório assinado pelo agente da PF Arnold Fontes Mascarenhas Neto, enviado no último dia 29 de novembro ao ministro Edson Fachin, relator do inquérito aberto contra Geddel no STF a partir da Operação Cui Bono?.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB)O relatório que trata do aluguel de maquinário agrícola analisou anotações e planilhas apreendidas nos desdobramentos da Cui Bono?. A documentação indica que a família do ex-ministro alugou mensalmente, durante 39 meses, entre 13 e 15 máquinas (tratores, esteiras e pás carregadeiras) e desembolsou por isso 6.343.863 reais. A locadora era sempre a JR Terraplanagens, propriedade de Valério Sampaio, apontado pela Polícia Federal como “funcionário informal” das fazendas de Geddel.
Embora os preços cobrados pelas locações estivessem dentro da média da região de Vitória da Conquista (BA), onde a JR está sediada, a PF analisou o horímetro dos equipamentos e concluiu que o número elevado de horas de trabalho por máquina indica que os valores dos alugueis podem ter sido falsificados para lavar dinheiro – os preços são calculados com base nas horas de trabalho de cada equipamento.
Um dos exemplos citados pelos investigadores no documento remetido ao STF é o de um trator que trabalhou 384 horas no mês de novembro de 2016, uma média de 13 horas em cada um dos dias – incluindo finais de semana e feriados – com custo de 70 reais por hora, um total de 26.880 reais no mês.
“É de notório conhecimento o vasto patrimônio que Geddel Vieira Lima possui em fazendas no interior da Bahia. São um total de 12 (doze) propriedades, que totalizam cerca de 9.000 (nove mil) hectares, com valor de mercado de cerca de R$ 67.000.000,00 (sessenta e sete milhões de reais). Apesar dessa alta quantidade, o aluguel de um número elevado de máquinas agrícolas, trabalhando muitas delas por mais de 12 horas diárias, ao longo de mais de três anos toma tal prestação de serviço suspeita à pratica de delitos”, sustenta o relatório da PF.
Geddel está preso desde setembro, depois que a PF encontrou 51 milhões de reais em dinheiro vivo em um apartamento ligado à família Vieira Lima em Salvador. O bunker milionário levou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a denunciar o ex-ministro, o irmão dele, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e a mãe deles, Marluce Vieira Lima, pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Cui Bono? apura se Geddel e outros peemedebistas receberam propina em contratos e empréstimos da Caixa Econômica Federal enquanto ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco estatal.

domingo, 24 de dezembro de 2017

ATEU em FAMÍLIA/ O sexo que não deu certo!

Odebrecht e Andrade Gutierrez têm indícios de pagamento ilegal a Aécio

Resultado de imagem para aecioA Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal investigam a suspeita de que o senador Aécio Neves, do PSDB, tenha recebido propina para defender os interesses da Odebrecht e da Andrade Gutierrez na construção de uma usina hidrelétrica.
Hidrelétrica de Santo Antônio, Rio Madeira, Rondônia.... Essa é a Usina que está gerando o mais recente capítulo de denúncias contra o senador mineiro, Aécio neves, do PSDB.

A reportagem publicada neste sábado (23) pelo Jornal O Globo revela que a ''Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) encontraram novos indícios que, de acordo com os investigadores, reforçam a suspeita de que o senador Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina''.

De acordo com a reportagem, a acusação contra o Tucano foi ''relatada por ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada''.

E teve impacto direto na delação de outra empreiteira, ''a Andrade Gutierrez, que foi obrigada a esclarecer sua participação no episódio''.

De acordo com os executivos da Odebrecht, ''Aécio recebeu R$ 50 milhões".

Trinta milhões foram repassados pela Odebrecht e R$ 20 milhões pela Andrade Gutierrez.

A matéria de O Globo informa que ''A Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários'' entregues nos últimos meses, ''Que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador Tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura'', que havia sido citada por ''Um de seus ex-executivos, Henrique Valladares'', em depoimento à PGR.

O recibo dos pagamentos está reproduzido na reportagem. 

O titular da conta ainda não foi revelado, mas Valadares diz que a conta está vinculada ao empresário ''Alexandre Accioly, padrinho de um dos filhos de Aécio e integrante do grupo mais restrito de amigos do Tucano''.

O Globo destaca que ''em depoimento à PGR, o delator Henrique Valladares disse ter sido orientado por um emissário de Aécio, Dimas Toledo, a depositar parte dos valores em uma conta bancária de Cingapura.

Henrique Valladares: “O Dimas me traz um papelzinho com o nome do Accioly, eu sabia que era amigo do governador, o governador também estava nessa mesa. Ele me trouxe o papel com o nome do Accioly. O que me recordo é que era em Cingapura a conta.”
Interlocutores da Odebrecht informaram a procuradores e integrantes da Polícia Federal que a conta de Cingapura é da offshore Embersy Services Limited, sediada nas Ilhas Marshall, país com pouco mais de 60 mil habitantes, localizado no Oceano Pacífico''.

''Nos registros internos da empreiteira [Odebrecht], a transferência de valores para a Embersy está vinculada ao código "Mineirinho" forma como Aécio era identificado nos sistemas de propina''.

A reportagem do jornal revela que Henrique Valladares relatou que o pagamento a Aécio foi acertado numa reunião com a presença de Marcelo Odebrecht. Esse encontro teria sido no início de 2008, em Belo Horizonte.  
A reportagem também afirma que de acordo com o ex-presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o objetivo dos pagamentos a Aécio era influenciar decisões na Companhia Elétrica de Minas Gerais, estatal de energia mineira, e Furnas, estatal federal, a favor da empreiteira baiana.

Executivos da empreiteira Andrade Gutierrez confirmaram as denúncias. "Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo e delator da empreiteira [Andrade Gutierrez], Flávio Barra, confirmou o repasse de R$ 20 milhões a Aécio por meio de um contrato com a Aalu Participações e Investimentos, empresa controladora da rede de academias Bodytech que pertence ao empresário carioca [Alexandre Accioly], a uma sobrinha dele e a um ex-banqueiro.''
O senador Aécio Neves afirmou que as acusações são falsas e absurdas. Que jamais recebeu qualquer recurso ilícito e que as doações para campanhas eleitorais dele jamais tiveram contrapartida.
Alexandre Accioly declarou que a Andrade Gutierrez é sócia na holding que administra a rede de academias Bodytech. E que a documentação apresentada pela Odebrecht vai provar que ele nunca foi titular ou beneficiário de conta em Cingapura.
A Andrade Gutierrez disse que adquiriu uma opção de compra de ações da empresa de Accioly mas nunca exerceu esse direito. E que colabora com as investigações para corrigir seus erros.
A Odebrecht afirmou que está colaborando com a justiça e comprometida a combater a corrupção.
A defesa de Dimas Toledo declarou que ele jamais intermediou recursos para Aécio Neves - ou a pedido dele. E que não orientou quem quer que seja a efetuar depósitos em favor de Alexandre Accioly.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Deus Foi Acorrentado ao Velho Testamento

Cardeal Bernard Law, envolvido em escândalo de pedofilia nos EUA, morre em Roma

Cardeal Bernard Law participa de cerimônia na basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, em imagem de 2004 (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)O cardeal americano Bernard Law, envolvido em um enorme escândalo de padres pedófilos nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (20), aos 86 anos, anunciou o Vaticano.
No início de 2002, o cardeal Law, na época arcebispo de Boston, reconheceu ter protegido um padre, Paul Shaney, contra o qual existiam várias provas de abuso sexual contra crianças.
Após o escândalo, Law abandonou a arquidiocese de Boston, mas foi nomeado arcipreste da basílica de Santa Maria Maggiore, cargo ligado à Cúria Romana (governo do Vaticano). O sacerdote permaneceu no cargo até 2011.
Bernard Francis Law nasceu, em 1931, em Torreón, no México. Foi ordenado sacerdote em 1961, e em 1973 tornou-se bispo de Springfield-cape Girardeau, no Missouri, e em 1984 foi promovido a arcebispo metropolitano de Boston. Em 1985, o papa João Paulo 2º o nomeou cardeal.Uma investigação do jornal "Boston Globe" revelou como a hierarquia da Igreja Católica local, com o cardeal Law à frente, acobertou de forma sistemática, e geralmente cínica, os abusos sexuais cometidos por quase 90 padres de Boston e seus arredores durante várias décadas.
A série de reportagens rendeu o prestigioso Prêmio Pulitzer ao jornal e foi a base para o filme "Spotlight", vencedor do Oscar de melhor filme em 2016.
Centenas de vítimas testemunharam sobre os abusos.
Após o escândalo vir à tona, Law se viu obrigado a apresentar sua renúncia como arcebispo de Boston, mas João Paulo 2º o enviou para Roma e o nomeou, em 2004, arcipreste da Basílica de Santa Maria Maggiore, uma das mais importantes de Roma. O cardeal participou do conclave para que elegeu o papa Bento 16 em 2005.
Law viveu seus últimos anos no Vaticano e nunca se prestou a testemunhar perante a Justiça dos EUA, conforme solicitado, e não concedeu nenhuma entrevista sobre o escândalo.