segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Em carta, 20 governadores criticam Bolsonaro por não contribuir para 'evolução da democracia'

O presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada nesta segunda-feira, 17 Após os recentes ataques do presidente , vinte governadores assinaram uma carta aberta em que o criticam por fazer declarações que "não contribuem para a evolução da democracia no Brasil". Eles citam os recentes comentários do presidente sobre a investigação em curso do assassinato da vereadora Marielle Franco, em que Bolsonaro, segundo o documento, se antecipa "a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus Governadores".
Bolsonaro disse no sábado, 15, que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), "mantém fortíssimos laços" com bandidos e que a "PM da Bahia, do PT" era responsável pela morte do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega.
A carta também traz os os comentários de Bolsonaro em que desafiou que os chefes dos Executivos estaduais para que reduzissem, segundo a carta, "impostos vitais à sobrevivência dos Estados". Recentemente Bolsonaro havia dito que zeraria os impostos federais sobre combustíveis se todos os governadores abrissem mão do ICMS sobre os produtos.
O texto pede ainda que se observe "os limites institucionais com a responsabilidade que nossos mandatos exigem", e cobra: "Equilíbrio, sensatez e diálogo para entendimentos na pauta de interesse do povo é o que a sociedade espera de nós". Os governadores também convidam Bolsonaro para participar do próximo Fórum Nacional de Governadores, a ser realizado em 14 de abril.
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Essa não é a primeira vez que governadores reagem a Bolsonaro através de uma carta de repúdio. Em maio de 2019, governadores de 13 Estados mais o Distrito Federal assinaram uma carta contra o decreto que facilitava o porte de armas e o acesso a munições no País, publicado pelo governo Jair Bolsonaro. No documento, eles argumentam que as novas regras podem piorar os indíces de violência nos Estados. O decreto acabou sendo suspenso pelo Senado. Em outubro, oito governadores do Nordeste publicaram um documento em solidariedade ao colega de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), chamado de “espertalhão” pelo presidente por fazer propaganda da versão estadual do décimo terceiro salário do Bolsa Família, um programa federal.
Assinaram a carta desta segunda-feira, 17, Gladson Cameli (Progressistas-AC), Renan Filho (MDB-AL), Waldez Góes (PDT-AP), Wilson Lima (PSC-AM), Rui Costa (PT-BA), Camilo Santana (PT-CE), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Flávio Dino (PCdoB-MA), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Romeu Zema (Novo-MG), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevedo (Cidadania-PB), Paulo Câmara (PSB-PE), Wellington Dias (PT-PI), Wilson Witzel (PSC-RJ), Fátima Bezerra (PT-RN), Eduardo Leite (PSDB-RS), João Doria, (PSDB-SP) e Belivaldo Chagas (PSD-SE).
Não assinaram o texto Ronaldo Caiado (DEM-GO), Mauro Mendes (DEM-MT), Ratinho Júnior (PSD-PR), Marcos Rocha (PSL-RO), Antônio Denarium (PSL-RR), Carlos Moisés (PSL-SC), Mauro Carlesse (DEM-TO).
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Imprensa da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), ligada à Secretaria de Governo da Presidência da República, e aguarda uma resposta.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Campinas tem primeiro caso suspeito de coronavírus

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (14) que monitora um caso suspeito de coronavírus em Campinas. Trata-se de um adulto, com histórico de viagem à China, que está em isolamento domiciliar. O caso é o único suspeito no Estado. Não há informações de quando ou em que local ele foi atendido, nem de seu estado de saúde.
Outros três casos suspeitos foram registrados na RMC (Região 
Metropolitana de Campinas), mas foram descartados. Os casos 
eram dois de Paulínia e um em Americana e foram 
descartados no último dia 5, após o diagnóstico negativo 
de coronavírus realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. 

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem
 em São Paulo, nem no Brasil. No país há quatro
 suspeitos no total, sendo o caso de Campinas, outro no Paraná e dois no Rio Grande do Sul. 
Os familiares do paciente de Campinas foram orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem.  
A Saúde orienta o uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como
 sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por
 outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo. 
Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. 
Conforme definido pela pasta federal, os casos inseridos até o meio-dia pelos municípios são divulgados no boletim 
da mesma data. Já os inseridos posteriormente, são divulgados no balanço do dia seguinte. 
"Estamos descartando casos suspeitos com diagnóstico negativo para o novo coronavírus e seguimos com o monitoramento
 com organismos internacionais e nacionais de saúde. As equipes seguem atentas para realizar respostas rápidas e efetivas
 quando necessário", diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato. 
É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para
 respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação
 do vírus (consulte os sites indicado
s no final do texto), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Participante do BBB20, médica sugeriu que mataria Dilma “em seu plantão”

A médica Marcela Mc Gowan, 31 anos, participante da edição de 2020 do Big Brother Brasil (BBB), coleciona publicações polêmicas em suas redes sociais. Ao ser anunciada para o reality show da TV Globo, internautas passaram a divulgar postagens antigas da médica desejando a morte da ex-presidenta Dilma Rousseff.
Marcela Mc GowanEm 2013, Marcela afirmou que sonha com Dilma “passando mal” em seu plantão. Em outra publicação, a obstetra e ginecologista, adepta ao parto humanizado e a outras práticas naturais na medicina, desejou que a ex-presidenta tivesse um fã “como o de John Lennon”. O ex-Beatle foi morto a tiros, em frente à sua casa em Nova York, por um homem que declarou ser seu admirador.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Médico diz como doença do beijo pode ser evitada no carnaval

carnaval começa daqui a oito dias em todo o Brasil. Para brincar com segurança, os foliões devem estar atentos para não pegar mononucleose, conhecida como doença do beijo, cujo risco de infecção cresce nessa época.

É uma doença infectocontagiosa, causada por um vírus, de características clínicas brandas, que provocam um quadro de febre, mal-estar com adenomegalias, isto é, gânglios principalmente ao redor do pescoço e dor de garganta.
Resultado de imagem para beijo“A doença é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), de fácil transmissão de pessoa a pessoa. Por isso, ela é conhecida como doença do beijo”, disse hoje (13) o médico da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), sanitarista Alexandre Chieppe.

Esclareceu que, na verdade, a doença não é transmitida pelo beijo em si, mas por contato íntimo com secreções respiratórias de uma pessoa infectada. “É esse contato íntimo que faz a transmissão do vírus que causa a doença” afirmou.
O beijo é uma forma de contato íntimo, que facilita a propagação do vírus. A doença é transmitida de maneira semelhante à gripe, ao resfriado comum, pelo contato com secreções de pessoas contaminadas. “E, às vezes, não é só pelo contato direto com secreções. Pode ser pelo contato indireto, através de superfícies contaminadas em que a pessoa coloca a mão, leva a mão à boca, à mucosa dos olhos ou do nariz e aí pode haver infecção”, explicou.

Avaliação

O médico explicou que a grande maioria das pessoas transmite a mononucleose em sua forma aguda. O grande problema das doenças infectocontagiosas é que, na sua fase inicial, elas são muito semelhantes.Os sintomas clínicos são muito difíceis de serem diferenciados no estágio inicial, explicou Chieppe. Daí a recomendação para que a pessoa procure um serviço de saúde e faça uma avaliação inicial, com acompanhamento médico.

“A mononucleose não é uma doença grave, na maioria das vezes. Mas pode ser confundida com outras doenças que podem ser graves”, alertou. Essa doença não costuma ser grave em pessoas que têm o sistema imunológico preparado.

Como toda doença de transmissão respiratória, há medidas de precaução que devem ser adotadas, entre as quais, lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel nas mãos, cobrir a boca e o nariz ao espirrar para evitar que as secreções expelidas entrem em contato com o ambiente e evitar locais de grande aglomeração pouco ventilados.“São medidas que ajudam a prevenir as doenças de transmissão respiratória. Obviamente, são aliadas. Junto a isso, uma vez com os sintomas da doença, a pessoa deve procurar ajuda médica até para poder descartar doenças mais graves”, sugeriu o médico.

Riscos


Ele observou que carnaval sempre existiu, da mesma forma que mononucleose. Por isso, no meio da euforia, cada pessoa deve avaliar o risco, sabendo que as doenças respiratórias podem ser transmitidas pelo contato íntimo. A dica é que cada um tome a sua decisão informado dos riscos e das possibilidades de transmissão de doença.

“Mas que aproveite o carnaval com os cuidados necessários, de modo a evitar doenças de transmissão respiratória e outras doenças sexualmente transmissíveis, como HIV (sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana), sífilis e as hepatites virais transmitidas por contato sexual” disse.

Chieppe afirmou, ainda, ser recomendável que utensílios de uso pessoal, como pratos, talheres e copos não sejam compartilhados com outras pessoas. A razão para isso é que muitas das doenças infectocontagiosas podem ser transmitidas, inclusive, por pessoas que, às vezes, não apresentam sintomas de doença nenhuma. Daí a sugestão para, sempre que possível, evitar compartilhamento de objetos pessoais com amigos e com o maior número de pessoas. “Isso, obviamente, aumenta o risco de transmissão de doenças infectocontagiosas”, concluiu o sanitarista.

Já a infectologista Flávia Cunha Gomide afirmou que os sintomas da doença costumam perdurar de duas a quatro semanas. Esclareceu que "não há um tratamento específico para a doença do beijo. Geralmente, são indicados repouso e medicamentos que amenizam os sintomas".

Segundo a médica, ter hábitos saudáveis, fazer exercícios, boa alimentação e horas adequadas de sono aumentam a resistência do folião para se defender contra infecções no carnaval.

Exclusivo: Professor que aprovou Weintraub em concurso da Unifesp virou sócio do ministro

O ingresso de Abraham Weintraub como professor na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 2014, é visto até hoje como um acontecimento controverso, incomum e repleto de características que levantam dúvida sobre sua legalidade.
O ministro quase foi reprovado pela banca examinadora, que despejou comentários como “confuso, bombástico, sem sustentação” para descrever o desempenho do novato no campo da educação. O único professor que deu uma nota superior aos demais, sendo diretamente responsável pela aprovação do ministro, é o mesmo que, logo no primeiro ano de atuação de Weintraub na universidade, tornou-se sócio dos irmãos Abraham e Arthur em um centro de estudos que já lucrou R$ 45 milhões em um único contrato com o governo de Goiás utilizando irregularmente o nome da Unifesp.
O chefe do MEC passou por pouco no concurso para professor assistente da disciplina “Aspectos Práticos de Operações de Mercado”, realizado em abril de 2014. Dos 32 concursos realizados pela instituição naquele ano, Weintraub foi o único aprovado com a nota mínima, 7, mesmo sendo candidato único para seu posto. Os outros cinco participantes teriam desistido de prestar a prova.
Na banca, participaram cinco examinadores, todos de instituições diferentes: FGV, PUC, FEA-USP, Mackenzie e Unifesp. Um reprovou Weintraub, dando nota 6, três o avaliaram com 7, a nota mínima. O último, o professor Ricardo Hirata Ikeda, o único da Unifesp, foi quem deu a nota 8.
Ikeda entrou na Unifesp em 2011, ano de inauguração do campus Osasco, sendo um dos primeiros professores a compor o quadro docente da instituição. Desde aquela época, ele atua nos conselhos, comissões e presta consultoria na universidade, além de ser membro da Comissão de Bancas e responsável por iniciar o departamento de Ciências Contábeis da universidade, onde Arthur Weintraub depois se tornou coordenador. Com isso, Ikeda esteve a par do processo de abertura dos concursos de Arthur e Abraham Weintraub, além da esposa do ministro, Daniela.
Logo que o ministro ingressou na universidade, Ikeda inaugurou junto com os irmãos Weintraub o Centro de Estudos em Seguridade (CES) – a informação que comprova a participação dos três no CES consta no Lattes de cada um. Na definição que consta no próprio currículo do chefe do MEC – que até hoje atua como diretor executivo do CES – o centro é uma “uma associação civil sem fins lucrativos fundada por professores dos cursos de Atuária e Contabilidade da UNIFESP, que tem como missão a excelência científica e técnica em Seguridade”.
Dessa forma, a todo instante, o CES é apresentado como um Centro de Pesquisa de Excelência da Unifesp. Para isso, no entanto, o centro precisaria ser antes aprovado pelo Conselho Universitário (CONSU) e ter acompanhamento de outros órgãos da instituição, como o Conselho de Administração, o que não aconteceu.
“O CES nunca obteve a aprovação e o acompanhamento mencionados. Ele não foi nem sequer apreciado pela Congregação do campus Osasco, órgão máximo de deliberação do campus, quanto mais pelo Conselho Universitários (CONSU) da UNIFESP”, informou um funcionário da universidade, que não quis ser identificado, em entrevista à Fórum.
Por conta da irregularidade no funcionamento do centro dos irmãos Weintraub, a Unifesp abriu uma sindicância em 2018 para investigar o uso indevido do nome da universidade pelo CES. “Essa sindicância interna foi o argumento utilizado pelo Ministro da Educação para afirmar, em audiência na Câmara Federal em maio de 2019, ter sido perseguido politicamente na UNIFESP”, prosseguiu o funcionário.
Em 22 de maio de 2019, pouco mais de um mês após Weintraub assumir o Ministério da Educação a sindicância foi encerrada. A comissão designada para análise do caso comprovou o uso irregular do logotipo da universidade federal pelo CES, mas não aplicou nenhum tipo de punição ao já ministros e seus sócios.
“A decisão constante do processo foi a de que adequações fossem realizadas pelos responsáveis com a retirada da logomarca”, diz comunicado no site da Unifesp. Weintraub e os sócios então tiraram o site da empresa do ar.
O CES também é responsável pela edição da Revista Brasileira de Previdência, veículo no qual Weintraub teve seus únicos dois artigos publicados. Com isso, Ikeda e Arthur Weintraub, membros da equipe editorial, foram os responsáveis por aprovar e publicar os textos do ministro. A publicação de artigos em revistas científicas foi um dos fatores avaliados pela banca examinadora do concurso de Abraham Weintraub na Unifesp.
Contrato em Goiás
Em 29 de março de 2016, o Centro de Estudos em Seguridade fechou um contrato com o Governo de Goiás, via Secretaria de Gestão e Planejamento, para execução de serviços de recuperação de valores relativos a dívidas de médio e de longo prazos.  O contrato foi assinado por Ikeda, Abraham e Arthur Weintraub.
Tal contrato previa uma remuneração que poderia chegar até R$ 45 milhões, ganho que nunca retornou à Unifesp. “O ministro, seu irmão e colegas (alguns dos quais nomeados por eles para cargos no MEC) utilizaram da Unifesp e de seu prestígio para amealhar vantagens financeiras e oportunidades de negócios. Vantagens sobre o qual a Unifesp nunca foi recompensada, uma vez que o CES se apresentava como um Centro (órgão complementar) a ela vinculado”, contou o funcionário.
“Tal prática de se utilizar da UNIFESP para ganhar dinheiro e exercer a maior parte de sua jornada de trabalho fora da própria instituição, inclusive, em outros estados da Federação, explica a baixa produtividade desses professores, fato que pode ser observado em seus Currículos Lattes. O Ministro, por exemplo, foi aprovado como Mestre em seu concurso em 2014 e, desde lá, nunca desenvolveu, sequer, uma pesquisa de Doutorado. Explica o porquê seu irmão, Arthur, dirigiu uma revista acadêmica, veiculada no próprio site do CESpara publicar, com critérios pouco claros, artigos seus”, continuou.