terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

QUANDO A MORTE CHEGA!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Gêmeas siamesas unidas pela cabeça passam por 1ª cirurgia de separação

Internadas em Ribeirão Preto (SP), as irmãs siamesas de 1 ano e 7 meses, que nasceram unidas pela cabeça, passarão pela primeira cirurgia de separação neste sábado (17) no Hospital das Clínicas (HC).

O procedimento inédito no Brasil será realizado pela equipe comandada pelo professor chefe do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica, Hélio Machado, e que tem o cirurgião norte-americano James Goodrich, referência no assunto no mundo. Ele viajou dos EUA a Ribeirão Preto nesta sexta-feira (16).

As meninas, naturais de Patacas, distrito de Aquiraz (CE), a 35 km da capital Fortaleza (CE), são acompanhadas há um ano no interior de São Paulo por cerca de 30 profissionais, envolvendo neurocirurgiões, neurologistas, anestesistas, cirurgiões plásticos, intensivistas e enfermeiros.

O horário da cirurgia não foi divulgado pelo hospital, mas a previsão inicial é que o procedimento dure cerca de cinco horas. Os pais das gêmeas não deram declarações a respeito do caso.

Segundo o neurocirurgião Eduardo Jucá, responsável pelo acompanhamento das irmãs no Ceará e pelo encaminhamento delas ao hospital em São Paulo, as gêmeas têm boa saúde e estão devidamente prontas para enfrentar a cirurgia. Das quatro fases previstas ao longo do ano, três consistem na preparação para a separação definitiva.

“Os três primeiros procedimentos são de desconexão dos vasos sanguíneos e de expansão da pele. Além da separação do cérebro, precisa ter pele para cobrir, então isso já é um procedimento usado em cirurgia plástica, que é a expansão da pele no local. Não é enxerto nesse momento”, afirma.

Estudos e exames
 
Jucá foi aluno da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto e especializou-se em neurocirurgia pediátrica. Ele tomou conhecimento do caso das irmãs pouco tempo após o nascimento delas, quando as duas foram encaminhadas ao hospital onde ele atua como coordenador. Devido à complexidade, entrou em contato com a equipe do HC para articular as avaliações.

Para viabilizar as cirurgias, exames complexos de ressonância magnética feitos no HC foram enviados à equipe do neurocirurgião James Goodrich, no Montefiore Medical Center, em Nova York. Eles propiciaram a criação de moldes tridimensionais em acrílico, com as veias e as artérias das crianças reproduzidas fielmente. Goodrich dedicou a carreira a casos complexos como este e já realizou 20 cirurgias de sucesso pelo mundo.

Apesar de terem nascido unidas pelo topo do crânio, as irmãs não compartilham o mesmo cérebro. No entanto, a proximidade e o sistema vascular em partes interligado são considerados os fatores mais inquietantes para a equipe.

“As artérias levam sangue do coração para o cérebro. Elas não importam muito porque cada uma tem as suas, são separadas. As veias não. Essas veias são um entrave porque elas são capazes de passar de uma pra outra. Os cérebros das duas também estão próximos uma da outra, como se fosse bem rente e entremeado”, diz o neurocirurgião Hélio Machado.

Restauração da pele
 
Outro desafio para a equipe é a restauração do tecido da parte superior das cabeças após as incisões feitas para o trabalho dos neurocirurgiões.

“Nós iniciaremos com uma incisão transversal e permitindo um campo de operação para a equipe de neurocirurgia. Ela vai realizar o procedimento de ligação dos vasos e nós fechamos a pele. O mesmo procedimento será usado na segunda intervenção, mas com uma ampliação muito maior das incisões, mais ligações de vasos”, explica o professor Jayme Farina Júnior, chefe da divisão de cirurgia plástica do HC.

Segundo Farina Júnior, o couro cabeludo da região occipital – em cima da nuca – será implantado na parte superior da cabeça após a separação definitiva. A área que ficará sem a pele receberá enxertos retirados de outras partes do corpo.

Intervalo
 
De acordo com Jucá, a cada cirurgia, serão necessários dois meses de recuperação para as pacientes. A previsão é que a família fique hospedada em Ribeirão Preto, uma vez que as viagens de ida e volta demandam uma logística elaborada.

Diretor do Departamento de Atenção à Saúde do Hospital das Clínicas, o médico Antônio Pazin Filho afirmou que o procedimento é estimado em US$ 2,5 milhões na rede particular nos Estados Unidos, mas será realizado no Brasil por cerca de R$ 100 mil, custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Trump visita sobreviventes de massacre na Flórida e FBI admite falhas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania, visitaram na sexta-feira (16) um hospital da Flórida, em Pompano Beach, onde estão internados sobreviventes de mais um tiroteio em uma escola americana, depois que o FBI admitiu falhas ao investigar o adolescente autor do tiroteio que deixou 17 mortos.
O casal se dirigiu para o Hospital Broward Health North, onde, segundo um funcionário da Casa Branca, foi agradecer ao pessoal médico "por sua ajuda para salvar vidas", após o massacre executado na quarta-feira por um jovem de 19 anos na escola de Ensino Médio de Parkland, ao norte de Miami.
"Muito triste que algo assim tenha acontecido", disse Trump no hospital, ao agradecer pelo "incrível" trabalho de médicos, enfermeiros e socorristas.
Depois, presidente e primeira-dama seguiram para uma delegacia local, onde se reuniram com o governador da Flórida, Rick Scott, com o senador Marco Rubio, com o delegado Scott Israel e com outros agentes de segurança.
Trump contou ao grupo que se reuniu com uma sobrevivente, que levou quatro tiros, incluindo um no pulmão, e afirmou que a rápida resposta das equipes de emergência salvaram-lhe a vida.
"Dê-lhes um aumento", disse.
No encontro à noite no gabinete do delegado, o senador Rubio declarou que "esta é uma comunidade e um estado que estão em uma dor profunda e querem ações para garantir que isso não volte a acontecer".
O presidente respondeu: "Pode contar com isso".
Trump viajou para a Flórida para passar o fim de semana prolongado pelo feriado do Dia dos Presidentes, na segunda-feira, em seu complexo de Mar-a-Lago.
- FBI admite falhas -
Mais cedo, o FBI (a Polícia Federal americana) admitiu ter recebido em janeiro um alerta sobre Nikolas Cruz, o jovem de 19 anos responsável pelo massacre, mas falhou em seguir os protocolos de investigação.
Esses procedimentos "não foram seguidos para a informação recebida (por um escritório do FBI) em 5 de janeiro. A informação não foi dada ao escritório de Miami, e nenhuma investigação foi conduzida naquele momento", apontou a entidade em nota oficial.
De acordo com o FBI, em 5 de janeiro uma "pessoa próxima" a Cruz se comunicou por telefone e deu informações sobre "sua posse de armas, seu desejo de matar pessoas, comportamento errático e comentários em redes sociais, assim como o potencial para atacar uma escola".
Se essa informação tivesse sido transmitida aos agentes do FBI em Miami, eles teriam adotado os "passos apropriados de investigação", apontou a nota.
Tal informação "devia ser considerada como uma possível ameaça à vida".
Em nota, o diretor do FBI, Christopher Wray, indicou que a agência ainda está "investigando os fatos" e comprometeu seu empenho em "revisar nossos procedimentos para responder a informações que recebemos do público".
"Os americanos devem estar vigilantes e, quando membros do público nos contactam com suas preocupações, devemos agir de forma adequada e rápida", continuou Wray.
Essa não foi a única pista ignorada pelo FBI em relação a Cruz.
Um homem do Mississippi disse na quinta-feira (15) que entrou em contato com o FBI em setembro, depois de ver, em seu canal no YouTube, que o usuário "nikolas cruz" tinha publicado uma mensagem anunciando: "Vou ser um atirador escolar profissional".
O FBI disse ter feito "revisões de bases de dados e outros controles", mas não conseguiu identificar a pessoa que publicou a mensagem.
Em um comunicado, o procurador-geral americano, Jeff Sessions, apontou que "fica claro que os sinais de alerta existiram e o FBI não os percebeu. Vemos as consequências trágicas dessa falha".
O governador Rick Scott considerou "inaceitáveis" as falhas do FBI e disse que Wray deve renunciar.
"Promovemos constantemente que, se alguém vir algo, diga, e uma pessoa corajosa o fez. E o FBI não agiu. (...) O diretor do FBI deve renunciar", defendeu.
Cruz também era conhecido da Polícia local.
Sua mãe "reiteradamente ligou para a Polícia, de casa, para que ajudasse a lidar com os ataques violentos, ameaças e comportamento autodestrutivo" do rapaz ao longo dos anos, noticiou a rede CNN.
Os boletins policiais relacionados com Cruz são de setembro de 2016, e um deles indica que "ele mencionou, no passado, que gostaria de adquirir uma arma", indicou a emissora.
O "massacre do Dia de São Valentim", como foi batizado, gerou um novo clamor pelo controle de armas no país, que deixam cerca de 33 mil mortes ao ano.
Expulso por "motivos disciplinares" da escola que atacou, Cruz usou um fuzil AR-15 comprado legalmente.
Versão civil do M16, o AR-15 já foi usado nos tiroteios em massa de Las Vegas, Sutherland Springs, Texas e Newtown, em Connecticut. Um fuzil novo custa cerca de US$ 600 nos EUA.

Horário de verão termina à meia-noite deste sábado

À meia-noite deste sábado (17), os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem atrasar seus relógios. É o fim do horário de verão, que entrou em vigor no dia 15 de outubro do ano passado, com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica entre as 18h e as 21h nas três regiões. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o volume energético  – e o respectivo valor monetário – poupado com a determinação deverá ser divulgado na próxima terça-feira (20).
Horário de verãoAlém do Distrito Federal, 10 unidades federativas precisarão adaptar seus ponteiros: Goiás; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; São Paulo e Espírito Santo. A população do Norte e do Nordeste não é afetada porque os estados da região não são incluídos no horário de verão.
Segundo balanço do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com essa providência, em 2013, o Brasil economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW). No ano seguinte, a economia baixou para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor sofreu nova queda, para R$147,5 milhões.
Essa menor influência do horário de verão pode ser explicada pelo fato de que parcelas significativas das zonas sujeitas à medida têm intensificado o uso de equipamentos como ar-condicionado, como forma de aplacar o calor, elevando a demanda de energia elétrica. Ainda que já dispensem as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais econômicos.
No fim do ano passado, o governo federal sinalizou para a possibilidade de abolir o horário de verão, por não haver consenso quanto à relação com a economia de energia elétrica. Apesar disso, acabou apenas abreviando o período 2018/2019 em duas semanas, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para facilitar a apuração dos votos das eleições, pois o então presidente do órgão, ministro Gilmar Mendes, argumentou que essa alteração facilitaria, entre os estados com fusos horários diferentes, o alinhamento de ritmo na apuração dos votos das eleições. Com isso, o horário de verão de 2018 passará a ser adotado no primeiro domingo de novembro.
“A avaliação dos atuais impactos na redução do consumo e da demanda de energia elétrica, contida nos estudos realizados neste ano de 2017 pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, mostra que a adoção do horário de verão traz atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema elétrico”, avaliou a pasta em nota divulgada em outubro do ano passado.

Bancários de SP aprovam greve e vão cruzar os braços na 2ª-feira

Os bancários do Estado de São Paulo aprovaram a adesão à greve convocada pelas centrais sindicais contra a reforma da Previdência e vão cruzar os braços na próxima segunda-feira (19).
Greve foi aprovada pelos bancários de SP e regiãoDe acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, 88% dos trabalhadores do setor votaram pela participação nessa paralisação das atividades e serviços em todo o Brasil.
A presidente do sindicato que representa a categoria, Ivone Silva, afirma que os bancários vão "cruzar os braços contra mais essa tentativa de retirada de direitos da classe trabalhadora".
“O governo teria muitas outras saídas para fazer ajuste fiscal e acertar as contas do País: taxar grandes fortunas, cobrar sonegadores, acabar com a evasão de divisas e os privilégios dos mais ricos. Mas não, só quer retirar direitos de quem trabalha e constrói a riqueza do nosso País. Isso não vamos aceitar”, destaca Ivone.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Brasil foi o primeiro país condenado por escravidão moderna

A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), uma instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou, em outubro de 2016, o Estado brasileiro por tolerar a escravidão em suas formas modernas, responsabilizando internacionalmente o Brasil por não prevenir a prática de trabalho escravo moderno e de tráfico de pessoas. O Brasil foi o primeiro país condenado pela OEA por esse motivo.
O país foi considerado um violador das garantias trabalhistas de 85 trabalhadores que precisaram ser resgatados de uma fazenda no estado do Pará, no ano de 2000.
O tribunal continental de direitos humanos, em San José, na Costa Rica, concluiu que o Estado brasileiro permitiu os graves abusos trabalhistas na Fazenda Brasil Verde, que vinha sendo denunciada desde 1989. Por isso o tribunal ordenou que os trabalhadores fossem indenizados e as investigações internas fossem retomadas.
O caso
Em 2000, dois jovens conseguiram escapar da fazenda e forçaram uma inspeção trabalhista que comprovou os abusos, mas os culpados nunca foram castigados, nem os agricultores foram indenizados, apesar dos relatórios posteriores da CIDH.
Na fazenda, a carteira de trabalho era retida e os trabalhadores eram obrigados a assinar documentos em branco. Além disso, eram forçados a trabalhar jornadas de 12 horas com apenas 30 minutos para comer os alimentos insuficientes e de má qualidade que, ainda por cima, eram descontados do pagamento. Dormiam em redes sem acesso a eletricidade ou assistência médica. Trabalhavam sob ameaças e vigilância armada, de acordo com a sentença.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), juntamente com o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), identificou na repetição das violações na Fazenda Brasil Verde uma chance de desmascarar essa cultura que ainda persiste no Brasil. As entidades levaram dois anos levantando documentos e procurando os trabalhadores prejudicados. Muitos que sofreram as violações não puderam ser encontrados. O caso foi levado para a Comissão em 1998. O Estado Brasileiro tentou negociar e pressionou muito para que o caso não chegasse à CIDH. Mas não conseguiu.
Foi a ausência de efetividade na aplicação da lei para proteger os direitos dos trabalhadores, punir os responsáveis e reparar os danos que fez com que o caso fosse aceito na CIDH em 2015. Uma vez na Corte, o Estado Brasileiro se tornou réu. Isso porque o sistema de direitos humanos foi criado para punir abusos de Estados contra seus cidadãos. Apesar da legislação internacional reconhecer que a Fazenda, mesmo sendo uma entidade jurídica, é capaz de violar os direitos humanos, ela não pode ser julgada em âmbito internacional. Está em discussão na Organização das Nações Unidas um tratado sobre empresas e direitos humanos que pode mudar esse cenário e tornar mais difícil que as empresas fiquem impunes.
“Nenhum dos procedimentos legais em sede interna determinou algum tipo de responsabilidade, nem serviu para obter reparação às vítimas ou estudou a fundo a questão”, diz a sentença. Segundo a sentença, isso acontece por uma “normalização” das condições desumanas em que trabalhavam muitas pessoas especialmente vulneráveis nos estados mais pobres do Brasil. Esses regimes de trabalho forçado em fazendas e minas foram combatidos nos anos 90 e milhares de trabalhadores foram liberados, mas apenas o caso da Fazenda Brasil Verde chegou à Corte Interamericana.
Segundo a Corte, a escravidão moderna “se manifesta nos dias de hoje de várias maneiras, mas mantendo certas características essenciais comuns à escravidão tradicional, como o exercício do controle sobre uma pessoa através da coação física ou psicológica de tal forma que implique a perda de sua autonomia individual e a exploração contra sua vontade”.
Em razão das violações identificadas, a Corte ordenou a reabertura das investigações e o pagamento das indenizações correspondentes. Além disso, a CIDH instrui que sejam “adotadas medidas necessárias para garantir que a prescrição não seja aplicada ao delito de direito internacional de escravidão e suas formas análogas”

Igreja Católica negará apoio a candidatos à Presidência que promovam violência, diz CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cúpula da Igreja Católica no Brasil, lançou nesta quarta-feira (14) a Campanha da Fraternidade de 2018 cujo lema é “Fraternidade e superação da violência”. Em entrevista após o lançamento da campanha, em Brasília, o presidente da entidade e arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, informou que a Igreja não apoiará, nas eleições deste ano, candidatos que promovam o discurso da violência.
“É lamentável que se apresente soluções para superar a violência recorrendo a mais violência. A Igreja, é claro, nessas eleições, como sempre faz, estará orientando os próprios eleitores, não substituindo a consciência dos eleitores, mas ajudando a formar consciência. Nós queremos candidatos comprometidos com a justiça social e a paz. Não [queremos] candidatos que promovam ainda mais a violência”, afirmou, sem se referir a nenhum candidato em específico.

Na mesma entrevista, no entanto, Rocha reafirmou a posição da Igreja Católica de ser favorável ao Estatuto do Desarmamento, o que já dá a entender que a CNBB não declarará apoio a Jair Bolsonaro (PSC-SP) que, apesar de se colocar como católico e cristão, tem entre suas principais pautas a revogação do Estatuto. Bolsonaro, em seus discursos, para além da distribuição de armas, encampa como poucos o discurso da violência.

A CNBB deu a entender, ainda, que não apoiará Temer ou qualquer candidato que encampe as pautas do atual governo, já que interpreta as reformas trabalhista e da Previdência também como formas de violência.

“Os textos não abordam diretamente [as reformas], mas é claro que são violências. Nós sentimos isso. Vejo que até o Carnaval, no enredo, mostrou tanto a violência quanto a corrupção, as chamadas reformas sem ouvir o povo, os aposentados”, disse Leonardo Steiner, secretário-geral da entidade.