sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Geddel parece ter assumido posição de líder de organização criminosa, diz Rachel Dodge

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, considerou que o ex-ministro
Geddel Vieira Lima "parece" ter assumido a posição de líder de uma organização criminosa. Para ela, a prisão preventiva do ex-ministro é "imprescindível" para a continuidade das investigações.

Resultado de imagem para ministra dodgeGeddel foi preso em julho por tentativa de obstrução de justiça, mas colocado em prisão domiciliar dias depois. No último dia 8 de setembro, o ex-ministro foi novamente preso preventivamente após a Polícia Federal encontrar o equivalente a R$ 51 milhões atribuídos a ele em um apartamento em Salvador (BA), na operação Tesouro Perdido.

Para Raquel Dodge, Geddel "fez muito em pouco tempo". "A sua defesa não tem razão quando afirma que a apreensão destes quase R$ 52 milhões não é causa suficiente para um novo decreto de prisão. Não há registro histórico no Brasil de apreensão maior de dinheiro e, ao que tudo indica, dinheiro público desviado e ocultado ilicitamente", escreveu Raquel. Segundo ela, o "valor monumental" indica a gravidade do crime.

"A elevada influência desta organização criminosa evidencia-se, aos olhos da nação, em seu poder financeiro: ocultou cinquenta e dois milhões de reais em um apartamento de terceiro, sem qualquer aparato de segurança, em malas que facilitaram seu transporte dissimulado. Este dinheiro seria apenas uma fração de um todo, ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido."

Nas palavras da procuradora-geral, está sendo investigada uma "poderosa organização criminosa que teria se infiltrado nos altos escalões da Administração Pública, e que seria integrada, segundo indícios já coligidos, por um ex-ministro de Estado e o ex-presidente da Câmara dos Deputados". A investigação que levou ao dinheiro escondido no apartamento em Salvador apura desvios na Caixa Econômica Federal, com suposta participação de Geddel e do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) após as defesas de Geddel e do advogado Gustavo Ferraz, suposto aliado do peemedebista, entrarem com pedido de liberdade. Fachin manteve Geddel preso, mas substituiu a preventiva de Ferraz por prisão domiciliar e pagamento de fiança.

A manutenção da prisão de Geddel gera apreensão no Planalto, que teme que o ex-ministro admita a delação premiada como estratégia de defesa e implique a cúpula do PMDB. Geddel foi ministro do presidente Michel Temer e considerado um aliado no Planalto.

A procuradora-geral da República apontou que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal chegaram ao apartamento a partir da afirmação do delator Lúcio Funaro de que entregou mais de R$ 11 milhões em espécie a Geddel, "que seriam dinheiro público". "Logo, a soma do dinheiro apreendido é muito superior às entregas de Funaro", escreveu Raquel, que defendeu em manifestação que as investigações sobre o ex-ministro precisam prosseguir.

Para a PGR, em prisão domiciliar Geddel poderia "manter contatos, receber visitas, dar ordens e orientações que podem frustrar os objetivos das medidas cautelares nesta investigação".

Decisão

Fachin também determinou, em sua decisão, a prisão domiciliar para Job Ribeiro Brandão, secretário parlamentar do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel. Brandão também ficará afastado da função na Câmara e deverá usar tornozeleira eletrônica.


Aluno atira em escola de Goiânia, mata dois estudantes e deixa feridos



Adolescente suspeito de efetuar disparos está apreendido, em Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Um estudante de 14 anos atirou na tarde desta sexta-feira (20) dentro do Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental, em Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, dois estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos na unidade, localizada no Conjunto Riviera, bairro de classe média.

O tiroteio ocorreu por volta do meio-dia, no intervalo das aulas. Os dois estudantes mortos foram identificados como João Vitor Gomes e João Pedro Calembo. Já os quatro feridos são três meninas e um menino, que foram socorridos.

O suspeito pelos disparos cursa o 8º ano do colégio. Ele é filho de militares e está apreendido, segundo confirmou o coronel da Polícia Militar Anésio Barbosa da Cruz. “Informações preliminares dão conta que ele estaria sofrendo bullying, se revoltou contra isso, pegou a arma em casa e efetuou os disparos”, disse.

Feridos

Os baleados foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e pelo Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) da Polícia Militar. Três deles estão no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), conforme confirmou a unidade ao G1. Ainda não há detalhes sobre os estados de saúde.
Já o quarto ferido foi levado para um hospital particular da capital e ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.
O Instituto Médico Legal (IML) informou que, até as 13h, os corpos dos dois estudantes não tinham sido identificados e seguiam na escola.
Já o suspeito pelos tiros foi levado à sede da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) e, em seguida, encaminhado para o IML para os exames de corpo de delito. Posteriormente, deve retornar à delegacia.

Pânico

Outra estudante, que estava dentro do colégio no momento do tiroteio disse, emocionada, o que aconteceu. “Ele saiu dando tiro em todo mundo da sala. Eu segurei na mão da minha amiga e fui até a polícia. Não sabia o que fazer”, relatou à TV Anhanguera.
Por telefone, com o Colégio Goyases e foi informado pela coordenadora que toda a equipe está “consternada” e que a administração da escola não irá se manifestar por enquanto.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Filha de Nana Caymmi e neta de Dorival denuncia Turma da Mônica por “incutir ideologia de gênero nas crianças”

Filha de Nana Caymmi e neta de Dorival, Stella Caymmi defende a tese de que as histórias em quadrinhos da Mônica e do Cebolinha vêm, há tempos, “incutindo a ideologia de gênero nas nossas crianças”. “As historinhas tentam fazer a cabeça delas, tudo é feito subliminarmente”, diz Stella à coluna. Ela postou no seu Facebook uma história em que Mônica defende para Magali que meninas também poderiam ter “torneirinha” e continuar sendo meninas. “Infâmia!”, revolta-se a jornalista, biógrafa e pesquisadora da música brasileira.
Observação: Stella é seguidora de Olavo de Carvalho e ex-aluna de seu “curso de filosofia”.

Polenguinho é atacada após post sobre Pink Floyd ser confundido com arco-íris LGBT

RIO — Uma postagem da marca Polenguinho em uma rede social está sendo mal interpretada por alguns internautas. A empresa publicou uma montagem do queijo Polenguinho em homenagem à capa do disco da banda de rock Pink Floyd, "The Dark Side of The Moon". Após a publicação, pessoas começaram a atacar a marca dizendo que a empresa estava fazendo "apologia à ideologia de gênero".


"Ate o Polenguinho fazendo ideologias de gênero. Boa empresa põe arco íris, já está incitando o fato. Menos um produto em meu lar e dos meus familiares", diz um dos internautas na postagem da marca.

Por conta do número de comentários, os autores da campanha publicaram uma resposta para explicar o post.
"Nossa equipe criativa teve como inspiração a capa do álbum The Dark Side of The Moon, da banda Pink Floyd, para "brincar" com o conceito de fominha, tão utilizado quando o assunto é Polenguinho. Prezamos pela paz, pelo respeito e pela igualdade em nossa comunidade aqui. Embora não tenhamos feito alusão ao movimento LGBT+, temos máximo respeito pela causa. Contamos com todos que adoram o queijinho mais querido do Brasil desde mil novecentos e bolinha para fomentar uma comunicação afetuosa e fluida por aqui! Obrigado."

Honestidade de menino emociona eletricista que foi cortar luz de casa por falta de pagamento

A honestidade de um menino emocionou um funcionário da Companhia Paranaense de Energia (Copel) que foi até a casa da família para cortar a luz por falta de pagamento, em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná. A criança pediu R$ 1 a João Cândido da Silva Neto, de 57 anos, ganhou R$ 5 para dividir com a irmã e a prima, e esperou o eletricista voltar para devolver R$ 2 de troco.

Honestidade de menino emocionou funcionário que foi cortar energia (Foto: João Cândido da Silva Neto/Arquivo Pessoal)
O caso aconteceu em 9 de outubro e foi postado por Neto nas redes sociais no último sábado (14). A história já havia sido compartilhada por mais de 70 mil pessoas na manhã desta quinta-feira (19). 
No texto, acompanhado de uma foto das mãos do menino devolvendo R$ 2, o funcionário relata que foi fazer a “atividade desagradável” de cortar a energia da família de baixa renda, que vive em uma casa torta de madeira. Quando saía, foi abordado pelo menino, que pediu R$ 1.


Como a conta foi paga, o eletricista voltou no fim da tarde para religar a energia e foi recebido pelo menino. “Ainda bem que você veio!”, exclamou a criança, entregando R$ 2 para o eletricista.


“Sem moedas no bolso, abri a carteira e encontro uma solteira nota de 5 reais... Entrego pro menino e ordeno: - É pra você repartir com suas irmãzinhas”, contou Neto.
 Como a conta foi paga, o eletricista voltou no fim da tarde para religar a energia e foi recebido pelo menino. “Ainda bem que você veio!”, exclamou a criança, entregando R$ 2 para o eletricista.
“Naquele instante, ao me devolver 2 reais "Geninho" [nome fictício] estava me mostrando o maior exemplo de honestidade e responsabilidade que eu já tinha visto na vida”, relatou.

Nova visita

Após a repercussão da história nas redes sociais, muita gente está mandando mensagens para Neto dizendo que quer ajudar a família. Por isso, na manhã desta quinta-feira (19), ele fez uma nova visita e contou que voltou a se emocionar.
O eletricista João Neto faz trabalho voluntário e participou de ação no Dia das Crianças (Foto: João Cândido da Silva Neto/Arquivo Pessoal)“O pai disse que não precisa levar nada para eles, que tem gente que precisa mais”, disse o eletricista.
Mas, segundo Neto, a situação da família é complicada, já que o casal está desempregado. “Não são só duas contas de luz atrasadas”, explicou. O pai tem problemas cardíacos e não pode fazer muito esforço, e a mãe também está doente, conforme o eletricista.
De acordo com Neto, funcionários da Copel que fazem voluntariado estão verificando uma forma de organizar as doações para que cheguem até a família. “Eu estou muito feliz, estou transbordando de felicidade”, comemorou o eletricista que também faz trabalho voluntário e escreve contos e crônicas de fatos do dia a dia.
No encontro desta quinta, ele disse que conheceu melhor a família e, diferente do que escreveu no Facebook, informou que o casal tem três filhos, uma menina e dois meninos. No dia em que ele foi até lá para cortar a energia, estavam na casa o menino, a irmã e uma prima. Além disso, o nome do menino é fictício, para preservar a família.

Auditores protestam contra portaria que altera combate ao trabalho escravo

Auditores fiscais, procuradores e juízes do trabalho protestaram nesta quinta-feira (19) no salão verde da Câmara dos Deputados contra a Portaria 1.129, editada pelo Ministério do Trabalho, que alterou o conceito e a forma de fiscalização do trabalho escravo no país. Ao lado de parlamentares da oposição, os representantes das instituições voltaram a pedir a revogação dos efeitos da portaria.

Os manifestantes argumentaram que a nova portaria representa um retrocesso na legislação do mundo do trabalho, uma vez que fere o conceito contemporâneo de trabalho escravo e segue na contramão das principais convenções internacionais que asseguram a dignidade nas relações trabalhistas.

“Uma portaria que faz um reducionismo conceitual atenta tanto contra a autonomia 
do poder legislativo nessa definição, como contra a liberdade da magistratura em, dentro das balizas técnicas, constitucionais e legais, entender quando há trabalho escravo contemporâneo. Esta portaria, para gerar uma segurança jurídica, precisaria ser discutida com a sociedade civil organizada, precisaria ouvir procuradores, juízes e auditores fiscais. Este diálogo não houve, portanto, ela gerará mais insegurança do que segurança.”, declarou o juiz Guilherme Feliciano, presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra).

Além do novo conceito de trabalho escravo que, para os manifestantes atende aos interesses da bancada ruralista, os auditores questionaram as novas regas de fiscalização, como a necessidade de registro de boletim de ocorrência junto a uma autoridade policial para validar o flagrante da infração trabalhista.
“Em 126 anos da existência da inspeção do trabalho, nunca os auditores precisaram de uma outra autoridade para levar adiante os atos no curso de suas ações (….). Nossas ações são pautadas em constatações, consignadas em relatórios robustos, é ali que está comprovada a condição degradante de trabalho, a jornada exaustiva, o trabalho forçado, a servidão por dívida, não é ideologismo ou partidarismo, é a realidade factual que está nas fazendas dos criminosos exploradores do trabalho desse país”, declarou Carlos Silva, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sinait).
Legislação
Atualmente, a legislação brasileira considera trabalho escravo qualquer atividade laboral que submeta o empregado a “trabalhos forçados ou à jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”, conforme redação do Código Penal.
Para quem comete o crime de redução do empregado à condição análoga à escravidão, o código prevê prisão de dois a oito anos e multa, além da pena correspondente à violência cometida contra o empregado. A pena é aumentada pela metade se o crime for cometido contra criança e adolescente ou por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem.

A nova portaria considera trabalho escravo apenas aquele em que for constatada restrição ao direito de ir e vir. Além disso, a portaria também muda a forma de divulgação da chamada lista suja, que a partir de agora ficará a cargo do ministro do Trabalho e a atualização será publicada no site do Ministério do Trabalho duas vezes ao ano, no último dia útil dos meses de junho e novembro. Antes, a organização e divulgação da lista suja eram responsabilidade da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) e a atualização da relação podia ocorrer a qualquer momento.

Desde que a portaria foi publicada, diferentes partidos apresentaram na Câmara e no Senado projetos de decreto legislativo que, se aprovados, podem sustar os efeitos da nova legislação.
“Nós queremos que essa portaria seja imediatamente revogada pelo presidente da República. E se não o for, vamos pressionar esta Casa para que aprove o projeto de decreto legislativo e sustemos os efeitos dessa vergonhosa portaria que quer nos fazer retroceder décadas”, disse o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
Os deputados apresentaram requerimento ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para apreciar os projetos em plenário com urgência. Para os parlamentares, o governo editou a portaria para atender à Frente Parlamentar da Agropecuária, composta por mais de 200 deputados, que no primeiro semestre tentaram aprovar uma proposta que também restringia a definição de escravidão apenas a situações em que ocorrem o cerceamento da liberdade.

Os oposicionistas acreditam que o governo editou a portaria para garantir o apoio dos ruralistas na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. A votação da denúncia está marcada para o próximo dia 25. Rodrigo Maia ainda não se manifestou se pautará para a mesma semana os projetos que pretendem sustar a portaria.

Quem salvou o Aécio e o Temer?A Direita, ou a Esquerda?