quinta-feira, 20 de julho de 2017

Governo aumenta impostos para cobrir rombo de R$ 10 bi

Evaristo Sá/AFPBrasília - O presidente Michel Temer decidiu aumentar impostos para fechar as contas deste ano, apesar da crise política e de sua baixa popularidade. O governo já bateu o martelo pela elevação da alíquota do PIS/Cofins que incide sobre combustíveis e não depende do aval do Congresso. A medida pode entrar em vigor imediatamente por meio de um decreto.

Nos cálculos da área técnica do governo, cada R$ 0,01 de aumento na alíquota do PIS/Cofins sobre a gasolina resulta em uma arrecadação anual de R$ 440 milhões. No caso do diesel, a receita é de R$ 530 milhões.A decisão sobre o aumento do imposto veio com a identificação de um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para garantir o cumprimento da meta estipulada este ano em R$ 139 bilhões.

Segundo fontes, boa parte desse buraco terá de ser coberta por meio da elevação da carga tributária. Ao longo do dia, o governo chegou a cogitar a possibilidade de aumentar outro tributo. As alternativas seriam a alíquota de IOF sobre o câmbio ou operações de crédito e a elevação da Cide sobre combustíveis. No fim da noite, fontes afirmaram que o aumento do IOF estava descartado. A decisão será anunciada hoje pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Além da queda na arrecadação, o governo foi obrigado a incluir despesas como o risco de calote do Fies, financiamento estudantil, que antes não entravam na contabilidade oficial.

Embora tenha dito diversas vezes não ter intenção de elevar tributos, a avaliação no Planalto é de que, como as receitas previstas pela área econômica não se confirmaram, um aumento de R$ 0,10 no preço do litro da gasolina não teria grande impacto no bolso do consumidor e ainda ajudaria as contas públicas. O impacto dessa elevação do imposto na inflação seria amenizado porque a gasolina tem sofrido seguidas reduções de preço.

Fontes do governo reconheceram que elevar o tributo é uma medida difícil, mas pior seria não cumprir a meta.

A área técnica da Fazenda também trabalhava com a possibilidade de ainda ter de fazer um novo corte de despesas do Orçamento, embora pequeno, e trabalhava para evitar esse caminho. Com o corte de R$ 39 bilhões, atualmente em vigor, ministérios e órgãos enfrentam dificuldade em manter a máquina funcionando. Além disso, os técnicos buscavam receitas extras, mas esbarravam na necessidade de ter de dar explicações ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Como uma elevação do PIS é imediata, e a da Cide exige 90 dias para entrar em vigor, o governo pode optar em fazer movimento conjugado: aumenta o PIS temporariamente até a tributação da Cide entrar em vigor - estratégia que já foi adotada.

O PIS/Cofins do etanol também pode ser elevado. O preço do açúcar em Nova York disparou ontem e um dos motivos apontados por analistas foi a possibilidade do aumento maior para o tributo que incide sobre a gasolina, o que garante a competitividade do etanol frente à gasolina. O setor ontem esperava uma alta de 11% no PIS da gasolina. A alíquota de R$ 0,67 iria para R$ 0,75.  (com Agência Brasil)

Governo Temer tira cargos de infiéis

Dida Sampaio/Estadão ConteúdoBrasília – O Congresso está em recesso, o governo não. Para evitar sustos em agosto, quando os deputados voltarão de suas bases para votar o processo contra Michel Temer no plenário da Câmara, o Planalto começou a usar a caneta.

Exonerou nessa quarta-feira (19) Thiago Martins Milhim do cargo de diretor do departamento de administração da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), indicado pela deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que votou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara contra o governo. E nomeou Matheus Belin e Antônio Ricardo de Oliveira Junqueira, ligados ao líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE) para duas diretorias da Dataprev.
O Diário Oficial da União também trouxe a nomeação de Roberto Postiglione de Assis Ferreira Junior para o cargo de diretor de planejamento e avaliação da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste). Ele é ligado ao deputado Alberto Fraga (DEM-RJ) que, até o momento, não se posicionou sobre a denúncia. Além disso, Temer  tenta conter os movimentos expansionistas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) em direção aos dissidentes do PSB. Esses movimentos são sintetizados, dentre outros lances nos dois jantares tendo os dois como protagonistas — na segunda-feira, na residência oficial da Câmara e nessa quarta-feira (19), no Palácio do Jaburu.

CIRCUNSTÂNCIA Temer joga para garantir os votos suficientes no plenário da Casa para se manter no cargo até 2018 e, Maia, tenta aumentar a bancada do próprio partido, sem perder de vista que poderá herdar a cadeira do Planalto caso os planos do peemedebista deem errado. “Em política não existe amizade, existe circunstância. Se for interessante, eu sou seu amigo. Se não for, sequer te conheço”, resumiu um analista que acompanha de perto a crise política.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, reconheceu que a bancada do PSB está em crise. “Ela está rachada em plenário, isso ficou explícito. Mas em nenhum momento o PMDB assediou os parlamentares. Até porque, em nosso partido, não adianta haver um momento de filiação nacional se os diretórios estaduais e municipais não concordarem com aquele movimento”, disse Moreira. 

O líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), não enxerga as coisas com toda essa tranquilidade. “O que gerou esse atrito com o PMDB foi que a já tinha um diálogo muito avançado (com os dissidentes do PSB). O recuo feito pelo PMDB foi o reconhecimento de que eles adotaram uma estratégia equivocada, pois vivemos um momento delicado que exige mais pontes do que muros”, alertou Efraim.

O Planalto reconhece que, até a votação do processo no plenário da Câmara, previsto para 2 de agosto, muita coisa pode acontecer. Mas o governo aposta — incluindo o presidente Temer, em conversas com interlocutores — que as supostas delações do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro não comprometerão o peemedebista.

“Funaro não tinha nenhuma relação com Temer. E Cunha, que em tese poderá ter munição contra o presidente vai querer dar munição para que o procurador-geral Rodrigo Janot, que pediu o afastamento dele da presidência da Câmara, prejudique o presidente da República?”, questionou um integrante do primeiro escalão do governo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

EXTREMISTAS CRISTÃOS

EXTREMISTAS CRISTÃOS

Planalto instala 'misturador de voz' no gabinete de Temer

Resultado de imagem para temer rindoO Palácio do Planalto instalou no gabinete do presidente Michel Temer um aparelho conhecido como "misturador de voz", que embaralha o conteúdo de uma conversa gravada por celular ou outro tipo de aparelho eletrônico.

Para o leitor do Blog entender: o aparelho emite uma frequência sonora que danifica as vozes gravadas na conversa. Quem tenta ouvir a gravação, percebe somente um chiado e não consegue entender o que foi dito.

Outras unidades do misturador também foram instaladas nos gabinetes dos ministros.

A decisão de instalar o aparelho foi tomada em razão de o presidente ter sido gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu (residência oficial da Vice-presidência).

No ano passado, também houve a suspeita de que Temer foi gravado no gabinete pelo então ministro da Cultura, Marcelo Calero. O ex-ministro admitiu somente ter gravado uma conversa telefônica com o presidente.

Quem entra no gabinete presidencial, é obrigado a deixar o celular do lado de fora, justamente para evitar algum tipo de gravação. Mas, diante dos últimos episódios, a segurança foi reforçada.

Em tempo: um parlamentar que usa aparelho auditivo entrou no gabinete de Temer e reclamou muito de um ruído sonoro. O presidente não soube explicar ao aliado a origem do barulho. Só depois Temer foi alertado que o "misturador de voz" provoca interferência também em aparelhos para audição.