segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Fundador do PSC pede a Lava Jato que investigue pastor Everaldo

Resultado de imagem para pastor everaldoEnquanto partidos tentam articular uma brecha para anistiar o caixa 2, em meio aos avanços da Lava Jato com delações que devem atingir as principais siglas do País, um dos fundadores do Partido Social Cristão (PSC), Vitor Abdala Nósseis, denunciou o candidato de sua própria agremiação à Presidência em 2014, pastor Everaldo. Em petição ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, Nósseis pediu que a força-tarefa da Lava Jato investigue o pastor e o secretário-geral do PSC, Antônio Oliboni.

Na denúncia, Nósseis pede ainda ao juiz da Lava Jato que bloqueie os bens de Everaldo e Oliboni. Segundo ele, o pastor e o secretário-geral do partido receberam ‘vultosas quantias de dinheiro’ de empresas investigadas na operação ‘com indício de prática de crime de lavagem de capitais e organização criminosa’.
Como ‘provas’ das suspeitas levantadas contra seus correligionários, Nósseis anexou à denúncia comprovantes de doações registradas na Justiça Eleitoral ao PSC e ao candidato à Presidência pela sigla em 2014.
Uma das linhas de investigação da Lava Jato é de que as doações oficiais eram uma forma de lavar dinheiro de corrupção para as siglas e os candidatos.
A tese é uma das maiores preocupações dos partidos atualmente com o avanço da operação. Até agora nenhum representante partidário havia afirmado que as doações recebidas pela sigla eram propinas do esquema de corrupção na Petrobrás.
Para o fundador do PSC, seus correligionários receberam ‘vultosas quantias em dinheiro oriundo do esquema criminoso’.
“Verifica-se que esses repasses eram periódicos e aconteciam à medida que o esquema criminoso se desenvolvia, confiantes na impunidade, protegidos por parlamentares e membros do Executivo, mentores de todo o esquema criminoso”, segue a denúncia.
Desentendimento. A denúncia encaminhada para a sede da Lava Jato, em Curitiba, não é o primeiro episódio em que Nósseis, que presidiu o PSC por 30 anos, acusa seus correligionários na Justiça por supostas irregularidades.
Na convenção do PSC realizada em 17 de julho do ano passado, ele foi destituído do cargo de presidente nacional da legenda. Inconformado com o resultado ele está questionando a convenção – que classifica como ‘fraudulenta’ – na Justiça.
Até o momento, seus questionamentos não obtiveram sucesso.
Em manifestação a Moro na quinta-feira, 3, a força-tarefa da Lava Jato pediu indeferimento da solicitação de Nósseis, que pediu para ser cadastrado aos autos do processo.
Segundo os procuradores da República que integram a força-tarefa, o fundador do PSC não atende aos ‘requisitos mínimos’ para ser cadastrado nas investigações penais da Lava Jato.
“É possível verificar que, embora os fatos narrados possam se inserir no âmbito do esquema criminoso investigado na Operação Lava Jato, eles não se relacionam diretamente com o objeto dos autos a que o peticionário requereu habilitação. Os representados Everaldo Dias Pereira e Antônio Oliboni não são partes e não trabalharam para as empresas investigadas nos autos em consideração, não apresentando, em uma análise prévia, conexão com os fatos que fundamentam as investigações neles promovidas, o que demonstra que, efetivamente, não existe interesse do requerente em ser habilitado aos autos”, assinalam os procuradores da Lava Jato.
Os investigadores informaram ainda a Moro que também receberan a denúncia feita por Nósseis e que ainda vão analisar o caso.
A reportagem entrou em contato com o PSC na sexta-feira, mas ainda não obteve um posicionamento oficial do partido.

sábado, 5 de novembro de 2016

Padre diz que terremotos são 'castigo divino' por gays; Vaticano o repreende

Um padre italiano classificou os recentes terremotos ocorridos na Itália como um "castigo divino" relacionado às uniões de homossexuais, o que provocou a ira do Vaticano, que considerou suas declarações ofensivas para os fiéis e ateus.
Vista da cidade de Amatrice após terremoto que atingiu a região central da Itália (Foto: Massimo Percossi/ANSA via AP)A imprensa italiana informou neste sábado (5) que o padre Giovanni Cavalcoli, um teólogo já idoso de uma faculdade, fez estas declarações no domingo, 30 de outubro, no mesmo dia que um terremoto de magnitude 6,5 sacudiu a região central da Úmbria.
Os tremores sísmicos são um "castigo divino" pela "ofensa à família e à dignidade do matrimônio, sobretudo por culpa das uniões civis", declarou à Rádio Maria, que dias depois decidiu se distanciar do sacerdote.
O Vaticano reagiu na noite de sexta-feira (4) com virulência.
As afirmações do sacerdote são "ofensivas para os fiéis e escandalosas para os não fiéis", declarou o arcebispo italiano Angelo Becciu, número dois da Secretaria de Estado do Vaticano, o "ministério" mais importante da Santa Sé, publicaram os meios de comunicação locais.
Depois de pedir "perdão" às vítimas dos terremotos, Becciu recordou que tinham "a solidariedade e o apoio" do papa Francisco.
Contudo, a resposta do Vaticano não mudou a opinião do padre Cavalcoli, que repetiu em outra emissora de rádio que os terremotos foram provocados pelos "pecados do homem". "O Vaticano? Que revise o catecismo!", alfinetou o religioso.
A Itália, o último grande país da Europa Ocidental que não havia acordado nenhum estatuto aos casais do mesmo sexo - com uma forte oposição da Igreja Católica - optou no final de julho por estabelecer a união civil, diferente do matrimônio.

PSDB já admite apoiar a reeleição de Maia na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia , durante sessão para análise e votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que limita as despesas primárias da União ao que foi gasto no ano anterior corrigido pela inflação - 10/10/2016O PSDB já admite apoiar a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidência da Câmara em fevereiro, caso o parlamentar consiga viabilizá-la juridicamente. O apoio é defendido por aliados dos três principais caciques tucanos: o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional da legenda; o ministro das Relações Exteriores, José Serra; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
“Ele tem a legitimidade para concorrer à reeleição, porque me parece que o fundamento jurídico é relevante. A Constituição diz que um presidente eleito para um mandato de dois anos não pode ser reconduzido. Como ele não foi eleito para um mandato de dois anos, ele teria, em tese, esse direito”, diz o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos principais aliados de Aécio na Câmara e um dos tucanos interessados em disputar o comando da Casa.Para viabilizar a reeleição, Maia articula a apresentação de consulta à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para saber se um presidente eleito para mandato-tampão como ele pode se reeleger. Ele foi eleito em julho, após o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciar ao comando da Casa. Pelo entendimento vigente, um presidente da Câmara só pode disputar reeleição entre um mandato e outro.
A avaliação dos tucanos ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo é de que, se Maia conseguir viabilizar juridicamente sua reeleição, ele larga com vantagem em relação a um nome do PSDB. Eles lembram que o deputado do DEM tem um trânsito melhor com a oposição, que o apoiou na primeira eleição, e até com parte do Centrão – grupo de 13 partidos que quer lançar um candidato para disputa. “É melhor apoiá-lo do que lançar um nome nosso e perder”, afirma um aliado de Alckmin.

Cálculos

Maia já comunicou a Aécio o interesse pela reeleição. Em conversa na semana retrasada, ele argumentou que tem como reunir mais apoio em torno do seu nome do que um candidato do PSDB. Pelos cálculos de aliados do presidente da Câmara, além dos cerca de cem votos da antiga oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB), ele conseguiria reunir outros cem da atual oposição. “O PT jamais apoiaria um nome do PSDB”, diz um aliado de Maia.
O presidente da Câmara também ponderou na conversa que um tucano pode não ter votos de partidos nanicos, que estão irritados com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria de Aécio que estabelece o fim das coligações em eleições proporcionais. Maia tem dito ainda que sua candidatura pode contar com mais apoio do Planalto, na medida em que ajuda a neutralizar o PSDB, potencial rival do PMDB do presidente Michel Temer em 2018.
O deputado do DEM já comunicou a Temer seu interesse em tentar se reeleger. Segundo seus aliados, Temer não teria se oposto a que Maia busque se viabilizar como candidato. Oficialmente, o governo diz que o presidente não vai interferir na disputa.

Protesto em Seul pede a renúncia de presidente envolvida em escândalo

Milhares de agentes da polícia estavam mobilizados neste sábado (5) em Seul antes de uma grande manifestação para pedir a renúncia da presidente Park Geun-Hye, envolvida em um escândalo político.
População faz manifestação neste sábado (5) para pedir a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye (Foto: Ed Jones/AFP)Apesar de ter pedido desculpas na sexta-feira (4) em uma mensagem na televisão, na qual anunciou que responderia às perguntas do Ministério Público sobre o caso, é aguardada uma manifestação com cerca de 40.000 pessoas na capital da Coreia do Sul.O caso explodiu no mês passado, quando Choi Soon-Sil, uma amiga muito próxima de Park, foi acusada de desvio de fundos e intromissão em assuntos de Estado aproveitando sua influência pessoal sob a presidente.
A polícia proibiu os manifestantes de ir às ruas argumentando problemas de tráfego, mas é possível que eles tentem chegar à Casa Azul, a sede da presidência, onde há 20.000 agentes mobilizados.
Em sua mensagem de sexta-feira, a presidente conservadora disse que o escândalo envolvendo sua amiga foi "tudo culpa minha", mas negou ter caído nas mãos de uma seita, como afirmam alguns meios de comunicação.
Choi, de 60 anos, é acusada de aproveitar sua relação com Park para forçar várias companhias a doar grandes somas de dinheiro a fundações privadas que depois usava em benefício próprio.
Choi foi presa formalmente na quinta-feira acusada de fraude e abuso de poder, mas o que mais chocou a opinião pública são as acusações de intromissão em assuntos de Estado e o fato de ter tido acesso a documentos confidenciais, apesar de não ocupar nenhum cargo.
Manifestação levou milhares de pessoas para as ruas de Seul (Foto: Ed Jones/AFP)Manifestação levou milhares de pessoas para as ruas de Seul (Foto: Ed Jones/AFP)
Manifestação em Seul (Foto: Ed Jones/AFP)Manifestação em Seul (Foto: Ed Jones/AFP)

Temer diz que 'talvez' seja hora de examinar hipótese de voto facultativo

O presidente da República, Michel Temer, afirmou em entrevista à jornalista Mariana Godoy, da RedeTV, que o "mal-estar" da população com a classe política pode explicar o alto número de abstenções, votos brancos e nulos na eleição municipal deste ano.
O presidente Michel Temer, durante entrevista para a Rede TV (Foto: Marcos Correa/Presidência da República)Na entrevista, Temer afirmou que é preciso que o Congresso Nacional faça uma reforma política e que, "talvez fosse o caso de começar a examinar a hipótese do voto facultativo".
No último domingo (30), data em que foi realizado o segundo turno das eleições em 57 cidades brasileiras, o número de eleitores que não compareceram às urnas, somado aos votos brancos e nulos, foi de aproximadamente 10,7 milhões de pessoas. Este número representou 32,5% dos 32,9 milhões de eleitores aptos a votar na data.
"Talvez seja preciso fazer mesmo uma reforma política, e na reforma vai entrar em pauta o chamado voto obrigatório, e o voto facultativo. Talvez fosse o caso de começar a examinar a hipótese do voto facultativo. Quer votar, vota. Não quer, não vota. [...] Evidentemente que isso precisa vir acompanhado de uma pregação da cidadania", afirmou o presidente.
"Eu acho que há naturalmente um mal-estar com a classe política, e o mal-estar com a classe gera as mais variadas críticas. E, às vezes, a crítica vem pelo silêncio. [...] Isso nos leva a uma reformulação da política no país e à compreensão da classe política de que algo está errado", continuou.
Outro ponto levantado por Temer na entrevista foi sobre a possibilidade de mudar o sistema de governo no país. Atualmente, o sistema vigente no Brasil é o presidencialismo de coalizão. O presidente, por sua vez, se disse favorável à implementação do parlamentarismo.
Nesse caso, a figura do presidente continuaria existindo, mas exclusivamente para a função de chefe de Estado, de caráter mais formal e com menos poder nas decisões políticas.
"Eu acho que é possível [discutir o parlamentarismo]. Há muitos agentes políticos que são parlamentaristas. É possível discutir numa reforma política. [...] O impedimento [da ex-presidente Dilma Rousseff] foi traumático. No parlamentarismo não. Se acontecer um desastre no governo, você muda o governo.
Eleição na Câmara
Durante a entrevista, o presidente também foi questionado sobre a disputa para a presidência da Câmara. A eleição, que só ocorre em fevereiro de 2017, já movimenta os bastidores da Casa.
Ele, porém, evitou responder se é favorável à uma eventual reeleição do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ou se tem um candidato preferido para ocupar o posto.
"Eu tomo muito cuidado porque eu tenho uma base parlamentar de cerca de 18 partidos. Então eu tomo muito cuidado porque eu quero a integridade dessa base", disse Temer.
"Como sou muito amigo dos líderes, eu digo que se conseguissem fechar uma candidatura única, seria melhor para a Câmara, para o país e, claro, para o governo", afirmou.
Votos brancos, nulos e abstenções (Foto: Arte/G1)



















Incentivo ao mercado
Temer também falou durante a entrevista sobre a retomada do crescimento econômico e a geração de empregos, elencada por ele como uma das prioridades do governo.
Para o peemedebista, para que se possa gerar empregos, é preciso "prestigiar o mercado e a iniciativa privada". Ele falou sobre o assunto ao responder uma pergunta sobre críticas da oposição de que o governo estaria tirando investimentos na área social e privilegiando o mercado.
"Para gerar emprego, tem que prestigiar o mercado, prestigiar a iniciativa privada. [...] Emprego vem disso. As forças produtivas da nação são o empresário, o empregador e o empregado. [...] Se não tiver credibidlidade do governo, o sujeito não tira do bolso para investir", disse Temer.
Ele falou ainda que irá privatizar áreas "onde for necessário" e que o governo está trabalhando nas concessões. "Estamos trabalhando muito nas concessões. A essa altura, nós já colocamos 34 órgãos para serem concedidos, quatro já em fase final para concluir a concessão", disse.
"Eu quero muito, nós queremos muito, concessões. Onde for necessário privatizar, nós vamos privatizar, e mais, vamos conceder", continuou Temer.
Taxa de juros
O presidente também foi questionado sobre a redução da taxa de juros básicos da economia. No último dia 19, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu baixar os juros de 14,25% para 14% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual.  A redução foi a primeira da taxa Selic em quatro anos.
O corte dos juros já era esperado pelo mercado. Analistas, porém, estavam divididos quanto à intensidade: redução de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual. Economistas avaliam que a decisão pode ajudar a economia brasileira, em crise, a se recuperar.
O aumento dos juros, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação. Com esse procedimento, o BC encarece o crédito. O objetivo é reduzir o consumo no país para conter a inflação, que tem mostrado resistência.
Na entrevista, Temer foi questionado sobre os motivos de o governo não anunciar novos ou maiores cortes na taxa de juros. Segundo ele, é preciso que os juros sejam reduzidos "paulatinamente" e com "responsabilidade".
"Tem que ir reduzindo aos poucos", defendeu o presidente. Ele disse ainda que, antes, é preciso retomar a confiança do mercado e tentar reduzir o déficit público.

Estado Islâmico foi responsável por atentado em Diarbaquir, diz agência

Resultado de imagem para eiEm mensagem divulgada através do Twitter, a agência afirmou que combatentes do EI explodiram um carro-bomba em frente à uma sede da polícia desta cidade.A Amaq não divulgou mais detalhes do ataque, que aconteceu ontem, às 7h53 (hora local) em um bairro periférico de Diarbaquir, onde uma caminhonete carregada com uma tonelada de explosivos foi detonada perto de um quartel das forças especiais da polícia, segundo as autoridades locais.
O gabinete do governador provincial atribuiu o ataque ao PKK, a guerrilha curda, que utiliza com frequência a tática de lançar carros-bomba contra edifícios ou comboios de viaturas policiais nas províncias do sudeste.
Doze deputados do Partido Democrático dos Povos (HDP), partido de esquerda pró-curda da Turquia, foram detidos ontem por supostos vínculos com o proscrito Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK).