quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Crivella (PRB) lidera pesquisa no Rio com 27%, aponta Ibope

Candidatos à prefeitura do Rio de JaneiroRio, 23 - O candidato a prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) lidera a pesquisa de intenções de voto feita pelo Ibope, com 27%. Em segundo lugar, aparece Marcelo Freixo (PSOL), totalizando outros 12%, de acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira, 23.

O deputado estadual Flavio Bolsonaro (PSC) tem 11% das preferências, enquanto Pedro Paulo (PMDB), candidato do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB), aparece com 6%, mesmo porcentual de Jandira Feghali (PCdoB).

Na sequência, aparecem Indio da Costa (PSD), com 5% das intenções de voto, Carlos Osório (PSDB), com 4%, e o deputado federal Alessandro Molon (Rede), somando 2%. Tiveram 1% dos votos Carmen Miguelis (Novo) e Cyro Garcia (PSTU).

Os votos em brancos e nulos foram de 20%. Não sabem ou não responderam 5%. O nome da candidata Thelma Bastos (PCO) não constou nesta rodada de pesquisa, por que a candidatura passou a ser divulgada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente no dia 19 de agosto, após o registro da pesquisa.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo. O Ibope entrevistou 805 eleitores entre sábado, 20, e segunda-feira, 22. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se for levada em conta a margem de erro de 3 pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) sob o protocolo RJ-06567/2016.

Rejeição

A pesquisa também apontou a rejeição dos candidatos. O resultado traz Crivella em primeiro lugar, com 35%. Depois, aparecem Jandira Feghali (35%), Pedro Paulo (33%), Bolsonaro (31%), Freixo (25%), Garcia (22%), Índio da Costa (21%), Osório (20%), Molon (18%) e Carmen Migueles (18%). O Ibope mostrou ainda que 1% disse que votaria em qualquer candidato ou que não rejeita nenhum, e 7% não sabem ou não responderam.

O instituto de pesquisa também fez um levantamento sobre a avaliação do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB). Para 6%, a administração é ótima, enquanto 21% a classificaram como boa. A pesquisa aponta ainda que 40% acham o desempenho de Paes regular, 11% ruim e 21% péssimo. Não sabe avaliar ou não respondeu 1% dos entrevistados.

Congresso aprova texto-base da LDO de 2017, que limita gastos do governo

congresso.jpgBrasília – Após uma sessão que durou 12 horas, o Congresso Nacional aprovou hoje (24) o texto-base do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. A proposta autoriza o governo federal a fechar o ano com um déficit primário de R$ 143,1 bilhões e prevê um crescimento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB). Dos 14 destaques, três foram votados e reprovados, alguns caíram ou foram retirados e faltaram dois que serão analisados na próxima sessão do Congresso, que ainda não tem data marcada. A sessão começou às 11h30 e terminou às 2h30 por falta de quórum.
Do total do déficit, R$ 139 bilhões dizem respeito aos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, R$ 1,1 bilhão para estados e municípios e R$ 3 bilhões para as estatais. O texto do projeto para o próximo ano prevê inflação de 6%, taxa de juros de 13,1% e dólar médio de R$ 4,40. O projeto vai orientar a elaboração da proposta orçamentária do próximo ano, que será enviada ao Congresso Nacional no final do mês (31 de agosto).
O ponto mais polêmico foi o que limita as despesas do governo federal em 2017 aos gastos de 2016, com a correção dos valores pela taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Ficam de fora desse limite as transferências constitucionais, as despesas extraordinárias, as despesas com as eleições pela Justiça Eleitoral, outras transferências obrigatórias de receitas vinculadas e despesas com aumento de capital de empresas estatais não dependentes.

Criticas

A limitação de gastos públicos vinculada à inflação foi criticada por vários parlamentares, com o argumento de retirar recursos para investimento em educação e saúde. Em razão da inclusão desse artigo, o PT, PCdoB, PDT e PSOL utilizaram a obstrução dos debates para tentar evitar a aprovação do texto. "Se essa regra fosse aplicada na área de educação nos próximos dez anos, como está nessa LDO, perderia R$ 311 bilhões nos próximos dez anos", disse o deputado e vice-líder do PT na Câmara Henrique Fontana (RS).
O texto aprovado também determina que se o déficit previsto para 2017, de R$ 139 bilhões, for menor, a diferença deverá ser usada para pagar a dívida pública, quitar restos a pagar de investimentos; e transferir aos estados para fomento à exportação. Segundo Fontana, os recursos que seriam destinadas a essas áreas acabariam servindo somente para amortizar juros da dívida pública. "Esse texto libera completamente os gastos com pagamento de juros e rolagem da dívida, que consome 42% do Orçamento do país e coloca um freio em todas as outras áreas de políticas públicas".

Ajuste Fiscal

A limitação incorporada na LDO faz parte da proposta de ajuste fiscal proposta pelo governo do presidente interino Michel Temer e já está em tramitação no Congresso na forma da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que visa a estender a regra por 20 anos. Além disso, o texto proíbe o Executivo de incluir na previsão de receitas da Lei Orçamentária Anual (LOA) a arrecadação com impostos cuja criação ainda não tenha sido aprovada pelo Congresso.
O texto, aprovado no início do mês pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), foi defendido pelor relator, senador Wellington Fagundes (PR-MT), que disse que não serão retirados recursos da saúde e da educação. Segundo o senador, diante do "quadro de crise fiscal" a proposta de limitação de gastos é "realista". "Não abrimos mão de recursos para a saúde e educação, pois são setores que precisam, no mais alto grau, de presença de investimentos".

Limitação criticada

O líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA) criticou a inclusão da limitação na LDO antes da votação da PEC. "Esta Casa precisa saber que a LDO que está na pauta é prejudicial ao Brasil. Dizer que a oposição, por ser contra esse projeto, é contra o Brasil, não é justo, não é correto", disse. "Estamos tirando o dinheiro de programas sociais, da educação e da saúde. O governo interino está tão confiante de que esta PEC vai ser aprovada que já adianta a limitação no projeto de lei e não dá pra votar um projeto de lei adaptado de uma PEC que o Congresso nem votou ainda", disse.
A líder do governo no Congresso, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), defendeu a medida, com o argumento de que a proposta é necessária diante da crise fiscal e econômica. "Nós garantimos no texto da LDO que ela não irá alterar nenhum dos parâmetros com relação aos investimentos em educação e saúde", disse. "A outra coisa que eles (da oposição) não querem é que conste qualquer coisa relativa à votação posterior da PEC para limitação de gastos e isso nós não podemos conceder".
Antes de votar a LDO, deputados e senadores tiveram que se debruçar para apreciar os destaques de oito vetos presidenciais. Durante mais de oito horas de discussão, todos os vetos foram mantidos.

Terremoto na Itália deixa ao menos 38 mortos

terremoto na italia Ao menos 38 pessoas morreram no devastador terremoto que atingiu na madrugada desta quarta-feira (24) duas regiões do centro da Itália, um número que pode aumentar enquanto as equipes de resgate buscam sobreviventes entre os escombros das localidades devastadas.
O balanço total de mortos sobe de hora em hora, já que há muita gente sob as pilhas de pedras, assim como muitos desaparecidos, explicou à imprensa Immacolata Postiglioni, responsável pelas operações urgentes da Defesa Civil.
"Infelizmente o número pode mudar", reconheceu.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Nigéria diz ter matado comandantes do Boko Haram

Líder do grupo terrorista Boko Haram, Abubakar Shekau, estaria entre os mortos, segundo autoridades (Foto: Reuters)Aviões do governo atacaram o grupo islâmico na floresta de Sambisa, no nordeste do país, região que é seu bastião, na noite de sexta-feira, informou a Força Aérea nesta terça-feira (23), dizendo que tinha acabado de confirmar os detalhes da operação.
"Acredita-se que seu líder, o chamado 'Abubakar Shekau', foi ferido fatalmente nos ombros", acrescentou o comunicado do porta-voz dos militares, coronel Sani Kukasheka Usman, sem dar detalhes sobre a fonte das informações.
Os militares já informaram a morte de Shekau em outras ocasiões, mas depois um homem afirmando ser o líder apareceu, aparentemente ileso, fazendo declarações em vídeo. Não houve nenhuma reação imediata do grupo, que só se comunica com a mídia através de vídeos.
A Nigéria vem pressionando os EUA para que lhe venda aeronaves que lhe permitam enfrentar o Boko Haram, um grupo que emergiu em Borno, região do nordeste nigeriano, sete anos atrás e que se estima já ter matado 150 mil pessoas em sua luta para criar um Estado islâmico.

Coréia do Norte lança sua própria Netflix

Serviço está disponível em três cidades da Coréia do Norte.Como bem sabemos, tanto na Coreia do Norte quanto na China, a internet não é livre, ela é controlada pelo governo. Assim sendo, o Google e Facebook, por exemplo, operam de modo limitado em tais países ou mesmo nem estão presentes em determinados locais. 
Porém, ao que tudo indica, mesmo com toda a limitação imposta pelas autoridades, o governo sabe muito bem o que faz sucesso no mundo tecnológico. Com isso, através de um aparelho chamado Manbang, os usuários podem ter acesso a uma espécie de “Netflix coreana”. 
O nome significa “em todo o lugar”, porém, o serviço só está disponível em três cidades. A plataforma foi anunciada há pouco tempo pela Central de televisão da Coreia, o órgão responsável por regular as comunicações no país. 
O serviço, desde que foi disponibilizado, está causando muita polêmica por sua programação. Os usuários, ao conectarem o aparelho em uma linha telefônica e se conectarem à rede de comunicação estatal, podem assistir documentários, filmes, notícias e até mesmo aprender inglês e russo. 
As propagandas políticas, no entanto, também fazem parte da programação. Kim Jong Min, responsável pelo departamento de tecnologia e informação da plataforma, disse que o serviço é altamente inteligente e também útil para a população do país.
 “Se o usuário quer assistir, por exemplo, um filme sobre animais e ele então envia uma solicitação ao equipamento, o aparelho irá mostrar um vídeo relevante ao espectador... Esse sistema é um serviço de duas vias”.




Venda de burkinis cresce em meio a debate francês, diz estilista

Mulher islâmica usa um burkini para surfar em praia da Califórnia, nos EUA (Foto: Chris Carlson/AP/Arquivo)A polêmica provocada pela proibição do burkini em algumas cidades francesas contribuiu para aumentar as vendas deste traje de banho islâmico, afirmou nesta terça-feira (23) sua criadora australiana, Aheada Zanetti.

Zanetti, de 48 anos, afirmou que normalmente recebe entre 10 e 12 pedidos aos domingos. "Neste domingo, recebemos 60 pedidos on-line, todos de pessoas não muçulmanas. É uma loucura", afirmou.
Zanetti, de origem libanesa, explicou ter criado o burkini há mais de 10 anos em Sydney, concebendo-o como um objeto de integração para que as mulheres muçulmanas praticantes possam aproveitar plenamente os prazeres da praia."Muitas pessoas que me escreveram eram mulheres que tiveram câncer de mama e me explicaram que sempre buscaram algo assim", disse Zanetti.
A estilista diz ter sido a primeira a elaborar um traje de duas peças capaz de cobrir a cabeça de forma integral. Atualmente, existem vários fabricantes de trajes de banho islâmicos, mas Zanetti registrou as marcas "burkini" e "burqini".
Zanetti disse não poder informar o número de pedidos feitos na semana passada, mas afirmou ter recebido diversas mensagens de apoio desde que vários municípios do litoral francês decidiram vetar este traje nas praias.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, já deu seu apoio aos prefeitos, majoritariamente de direita, que emitiram as ordens de proibição.

Magda Goebbels, a “mãe-modelo” do regime nazi, era judia

A suspeita já era antiga, e a descoberta de um pequeno cartão de registo nos arquivos de Berlim veio confirmá-la. Magda Goebbels, a mulher de um dos mais influentes líderes nazis, era judia.

Magda Goebbels, a mulher do ministro da propaganda da Alemanha Nazi, Joseph Goebbels, que foi sempre apresentada pelo regime como a mulher alemã ideal, era afinal judia. A revelação foi feita pelo historiador Oliver Hilmes, que descobriu a informação por acaso nos arquivos de Berlim, num “cartão de registo discreto”, como explica o jornal alemão Bild. A suspeita já tinha, pelo menos, 15 anos, altura em que a revista Der Spiegel lançou o rumor de que a “mãe modelo do Terceiro Reich” era judia.
A mulher exemplar do regime nazi nasceu em 1901, e foi registada como Johanna Maria Magdalena Behrendt (apelido de solteira da mãe). A mãe casou nesse ano com Oskar Ritschel, um industrial alemão que recusou adotar Magda. O casamento durou quatro anos, e em 1908 a mãe de Magda casou com Richard Friedländer, o pai biológico da criança. Foi sobre este homem que Oliver Hilmes descobriu algo surpreendente: era judeu. O sogro de Joseph Goebbels, um dos mais influentes líderes do regime nazi, e responsável por grande parte das mortes de judeus nos campos de concentração, era judeu.
Richard Friedländer foi enviado para o campo de concentração de Buchenwald, onde veio a morrer em 1938, e a filha, que poderia ter evitado a sua morte, nada fez. Como recorda o El País, o próprio Joseph Goebbels escreveu nos seus diários que, em 1934, a sua esposa descobriu algo “horrível” relacionado com a sua biografia, mas o assunto acabou por morrer aí.
Magda Goebbels foi casada com Joseph Goebbels entre 1932 e 30 de abril de 1945, dia em que envenenou os filhos e se suicidou com o marido.
A grande questão que continua por responder é: será que Goebbels conhecia o segredo de Magda? Independentemente da resposta, o que é certo é que esta informação é mais um tiro no pé na propaganda nazi, que incentivava as mulheres alemãs a seguirem o exemplo de Magda, e reotulava a família Goebbels como um modelo de família ariana.