domingo, 4 de setembro de 2016

Operação Lava Jato completa dois anos sem nenhum político julgado

A Operação Lava Jato completou no último domingo (28) dois anos sem nenhum político condenado e só dois parlamentares réus em ações penais que estão ainda em fase inicial de julgamento no Supremo Tribunal Federal.
A Lava Jato saiu às ruas em março de 2014, seis meses antes de chegar ao STF. Desde então, o juiz federal responsável pelas sanções da primeira instância, Sergio Moro, já decidiu por 106 condenações.
Em resposta a 45 acusações criminais do Ministério Público Federal contra 226 pessoas, em 21 casos (46% do total) Moro expediu sentença.
A situação é bem distinta no âmbito da Procuradoria-Geral da República e do Supremo, responsáveis pelos casos que envolvem autoridades com foro privilegiado.
A história da Lava Jato no STF começou em agosto de 2014, após depoimentos do ex-diretor de da Petrobras Paulo Roberto Costa à PGR. Ele levantou suspeitas sobre mais de duas dezenas de parlamentares. O doleiro Alberto Youssef fechou sua delação premiada no STF em dezembro do mesmo ano.
Em março de 2015, a PGR apresentou ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, a primeira lista de políticos que deveriam ser investigados. Foram 28 pedidos de abertura de inquérito e sete pedidos de arquivamento.
De lá para cá, mais 39 acordos foram homologados. Zavascki expediu 162 mandados de busca e apreensão.
Toda a investigação já gerou 81 inquéritos que investigam 364 pessoas que detêm ou não foro privilegiado, sendo 54 parlamentares, além de ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e a ex-presidente Dilma Rousseff.
Até a semana passada, a PGR havia entregue ao STF 14 denúncias que atingiram 45 pessoas. Só três foram acolhidas pelo STF: duas contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e uma contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR).
Um dos atrasos mais notáveis é o que trata da denúncia contra o ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL). O último dia 20 de agosto marcou um ano sem que o STF consiga dizer se a denúncia da PGR deve ou não se transformar em ação penal.
OUTRO LADO
Zavascki disse, via assessoria, disse que o andamento no Supremo "é mais complexo e regido por legislação específica" e que a principal razão da diferença de tramitação "é o fato de o STF ser instância única, com reduzidas possibilidades de recursos".
"Além disso, os feitos criminais são analisados, obrigatoriamente, por um ministro relator e um ministro revisor e precisam ser julgados em sessão por órgão colegiado e não individualmente como numa vara criminal."
O ministro destacou que a vara federal de Moro é "diferente do gabinete do ministro do Supremo, que permanece recebendo diariamente processo das mais diversas áreas do direito, muitos com pedido de liminar".
Sobre o caso de Collor, disse que os prazos foram cumpridos, mas após o voto estar concluído o processo aguarda intimações de investigados de outros Estados.
A PGR afirmou que cerca de 22 mil pessoas têm foro privilegiado e que, "na concepção atual, o foro por prerrogativa de função é inviável".
Segundo a PGR, houve esforços para tornar mais eficiente a atuação dos ministros do STF, como a descentralização de processos. Porém, disse, "o aumento no número de casos envolvendo autoridades ainda não confere ao processo a celeridade desejada, apesar do empenho dos ministros".

Temer pede 'compreensão' dos partidos da base após crítica de Aécio

Presidente Michel Temer durante coletiva de imprensa (Foto: Beto Barata/PR)Efetivado no comando do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer cobrou neste domingo (4), durante entrevista coletiva na China, a "compreensão" dos partidos que integram sua base de apoio no Congresso Nacional e disse que o que mais faz, atualmente, é "discutir a relação com os governistas.
O peemedebista, que está em viagem à Ásia para encontro de cúpula dos países do G20, fez o comentário ao ser questionado por um jornalista sobre declaração do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), de que Temer deve ter uma "DR" com o PMDB por conta do racha no partido na polêmica votação que permitiu que a ex-presidente Dilma Rousseff venha a ocupar cargos públicos.Na ocasião, 10 senadores peemedebistas deram votos que ajudaram Dilma a manter os direitos políticos, apesar de ter sido condenada no julgamento do processo de impeachment por crimes de responsabilidade. Oito parlamentares do PMDB votaram para manter a elegibilidade da petista e outros dois se abstiveram, o que beneficiou a ex-presidente, na medida em que eram necessários, no mínimo, 54 votos para inabilitá-la para funções públicas.
Em entrevista ao jornal "O Globo" publicada neste domingo, além de criticar a postura de parte dos senadores do PMDB na votação final do julgamento de impeachment, Aécio disse que, sem o apoio do PSDB, não existirá governo Temer até 2018.
"Com essa base sólida é que vamos conseguir aprovar questões aparentemente difíceis, mas que produzirão efeitos muito benéficos no futuro. Mais do que base sólida, [precisamos] da compreensão dos partidos que nos apoiam. Até o presente momento, não tenho dúvida dessa compreensão. Não tenho preocupação. Conversar, haveremos de conversar sempre, não tenham dúvida", ressaltou o novo presidente.
Ao ser indagado sobre as cobranças do presidente do PSDB, Temer afirmou que vai "discutir o tempo todo" as queixas e as divisões na base aliada. Ele ressaltou que faz isso "permanentemente", na medida em que é necessário muito diálogo para manter a coesão de uma base com quase 20 partidos, voltando a fazer uma crítica indireta à proliferação de legendaas no sistema político brasileiro.
"O que eu mais faço é discutir a relação. Eu faço isso permanentemente. Também, com uma base com quase 20 partidos, se não fizer isso permanentemente não consegue fazer a base permanecer unida. Quando tiver dois ou três partidos fica mais fácil", disse Temer, ao responder à reclamação de Aécio.
"Com os amigos do PSDB, eu tenho conversado com muita frequência. Tivemos muitos jantares e encontros. Prezo muito o apoio do PSDB", complementou, tentando fazer um afago na sigla aliada.Protestos
Temer voltou a falar neste domingo, em sua viagem à China, sobre atos de vandalismo registrados na onda de manifestações que tem se espalhado nos últimos dias por cidades brasileiras para protestar contra o impeachment de Dilma e contra o governo do peemedebista. Na entrevista coletiva, o novo presidente afirmou que, na opinião dele, "depredação é delito, não é manifestação".
Na véspera, em outra entrevista, o peemedebista tentou minimizar as manifestações contra sua gestão, atribuindo os protestos a "grupos pequenos e a depredadores". Na ocasião, ele também disse que os atos dos últimos dias não foram "democráticos".
Neste domingo, o novo chefe do Executivo federal afirmou que, para ele, o movimento de junho de 2013, no qual milhões de brasileiros saíram às ruas do país para reivindicar, entre outros pontos, a melhoria dos serviços públicos, "naufragou" em razão dos "depredadores".Papa Francisco
Em meio à entrevista, Michel Temer foi indagado sobre a declaração do papa Francisco, neste sábado, no qual o pontífice ressaltou sua preocupação com o atual momento vivido pelo Brasil e pediu proteção ao país e ao povo brasileiro em um momento que definiu como "triste". O papa fez o comentário ao inaugurar um monumento dedicado à Nossa Senhora Aparecida no Jardim do Vaticano – sede da Igreja Católica.
Temer disse que, na opinião dele, o pontífice demonstrou uma "preocupação" com o Brasil que todos têm no país. "Acho que a alegria se formará pouco a pouco", enfatizou.
O peemedebista também foi questionado sobre o fato de o papa ter dito, em meio ao evento de lançamento do monumento no Vaticano, que é incerta sua visita ao Brasil em 2017.
Ao discursar na inauguração, Francisco disse que estava contente de ter a imagem de Nossa Senhora Aparecida no Vaticano porque, em 2013, em sua visita ao Brasil, havia prometido que retornaria ao país durante a Jornada Mundial da Juventude, mas, agora, não sabe se será possível.
"Ele [papa Francisco] não tinha plano. Ele disse: 'eu tenho tanto desejo de voltar ao Brasil que, de repente, eu volte ao Brasil', minimizou o presidente.
Diante da insistência dos repórteres em relação a uma eventual ligação da desistência de o papa vir ao Brasil à troca de governo no país, Temer ironizou. "Acho que é melhor perguntar ao papa. Se eu for a Roma, eu o procuro."
Se depender de convite, eu faço o convite", ressaltou.
"Ontem [sábado], eu disse que uma coisa é a manifestação democrática, que é importantíssima. [...] O movimento de junho de 2013 naufragou por causa dos depredadores. Quando começaram a depredar, o movimento ficou paralisado", destacou Temer aos jornalistas na China, onde está nos últimos três dias para participar de encontro de cúpula dos países do G20.
"O povo brasileiro não é afeito à depredação, e nem a ordem jurídica permite a depredação. A depredação é delito, não é manifestação", complementou.Sapatos novos
O presidente da República aproveitou uma folga na agenda neste sábado e foi a um shopping na China para comprar sapatos novos. Na ocasião, segundo sites de notícias chineses, ele aproveitou para comprar um cachorro robô de brinquedo.
Na entrevista coletiva que deu na noite de domingo (horário da China), Temer explicou que teve de sair para comprar um par de sapato porque o calçado de "quebrou".
"O meu sapato quebrou. Cheguei aqui e tive que sair para comprar um sapato", contou.Temer compra sapato durante viagem à China (Foto: Reprodução/China Radio International)

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Vida na Terra se originou 220 milhões de anos antes do que se pensava

A vida na Terra se originou 220 milhões de anos antes do que se pensava até agora, indicaram nesta quinta-feira (1) cientistas australianos ao revelar a existência de fósseis que datam de ao menos 3,7 bilhões de anos.
Cientistas australianos revelam a existência de fósseis que datam de ao menos 3,7 bilhões de anos (Foto: Allen Nutman/University of Wollongong/AP)Estas pequenas estruturas, chamadas de estromatólitos, foram encontradas na Groenlândia e emergiram à superfície após o degelo de uma placa no maciço de Isuea, no sudoeste desta grande ilha.
Estes estromatólitos - estruturas fossilizadas "de origem biológica", de 1 a 4 centímetros - demonstram que a vida emergiu pouco depois da formação da Terra (há 4,5 bilhões de anos), destaca o pesquisador Allen Nutman da Universidade de Wollongong.
Acrescenta que isso permite abrigar a esperança de que uma forma muito básica de vida pode, em algum momento, existir no Planeta Marte.
"Esta descoberta representa um novo ponto de referência sobre a mais antiga prova de vida na Terra, afirma o professor Martin Julian Van Kranendonk, especialista geólogo da Universidade de Nova Gales do Sul e um dos coautores do estudo, divulgado na revista Nature.
Esta descoberta pode ajudar na busca de vida básica em Marte, considerado o planeta do sistema solar mais propício para a existência de formas de vida.
"Há 3,7 bilhões de anos, Marte era provavelmente ainda úmido, inclusive com oceanos", explica à AFP Allen Nutman.
"Se a vida se desenvolveu tão rapidamente na Terra, permitindo a formação de coisas como estes estromatólitos, seria mais fácil detectar sinais de vida em Marte".
"Em vez de estudar unicamente a 'assinatura' química do planeta, poderíamos ver nas imagens de Marte coisas como os estromatólitos", explica.
Até hoje, a mais antiga prova de vida na Terra foi descoberta por pesquisadores australianos e canadenses, nas rochas de Strelley Pool Chert, na região Pilbara na Austrália. Tinha 3,5 bilhões de anos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ex "Diante do Trono" tem bissexualidade e nudes vazadas na web

O ex-vocalista do Diante do Trono, Guilherme Fares, ou apenas Gui Fares, teve nudes e conversas no whatsapp vazadas na web. Nas imagens, Gui, que atualmente mora nos Estados Unidos, conta que acabou ficando curioso para experimentar o lado "colorido" da força e foi aí que ele descobriu a bissexualidade.
Gui afirma que o pastor tentou curá-lo, até que em 2013 ele resolveu sair da igreja, por acreditar que não precisava ser curado ~ tá certíssimo. Além dos prints, alguns áudios das conversas também caíram na internet.Em um deles, o cantor, que já dividiu o palco com Ana Paula Valadão, afirma que está dirigindo e que corre o risco de bater, "bater nos dois sentidos", completa com risadas. No áudio ele pede nudes e diz que está ficando "doido".

Gui Fares segue em carreira solo fora do Brasil desde 2013, atualmente ele se apresenta em uma igreja em Washington. O cantor tem um canal ativo no Youtube onde conversa com os fãs. Até o momento o moço ainda não comentou sobre o vazamento, mas vamos esperar pra ver né?

Vou nem mentir que adoro babados envolvendo o meio gospel ~ sou dessas!



Record faz pressão para atores participarem de cultos da igreja Universal, diz jornal

Edir Macedo no Templo de Salomão (Foto: Divulgação)A Record está fazendo um “convite” para seu elenco comparecer à cultos da Igreja Universal, liderada por Edir Macedo, dono da emissora.

Mais do que convidando, o canal da Barra Funda está fazendo pressão para que seus contratados participem dos cultos. Alguns atores realmente até chegam a ir, mesmo contra sua própria vontade, segundo informações do jornal O Globo.
Como se sabe, a Record é comandada por bispos da igreja de Edir Macedo. O vice-presidente artístico Marcelo Silva, por exemplo, é membro da Universal.