quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ministério da Justiça deve passar às mãos do PMDB

Resultado de imagem para temer rindoO presidente Michel Temer vai contemplar o PMDB com a indicação de um nome, avalizado pelo partido, para o Ministério da Justiça. Mas deve esperar até o fim deste mês para anunciar o substituto de Alexandre de Moraes, licenciado da pasta. A intenção do presidente é aguardar até a sabatina de Moraes, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), na Comissão de Constituição e Justiça, para evitar surpresas. “O ministro da Justiça é muito importante. Nós vamos escolher no plano pessoal”, afirmou. artido no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

O sonho dos peemedebistas é o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim. No próprio governo, contudo, a opção se apresenta como praticamente inviável. Jobim foi advogado da Odebrecht e, recentemente, tornou-se sócio e membro do conselho de Administração do BTG Pactual.

Um nome que surgiu novamente é do advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira. Amigo de Temer há 40 anos, Mariz chegou a ser cogitado para a pasta antes da decisão por Moraes. Acabou não virando ministro por causa de uma entrevista em que  criticou as delações e defendeu que a PF não poderia ficar preocupada apenas em combater a corrupção.

Ex-aluno de Temer e autor do prefácio do livro de poesias escrito pelo presidente, o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto também é mencionado. O nome não agrada tanto o PMDB, mas, no auge da crise penitenciária, Britto se reuniu diversas vezes com o presidente para discutir a questão. Na época — antes mesmo do acidente que vitimou Zavascki — Britto acabou cogitado para substituir Moraes na Justiça.

No atual cenário, o PSDB está praticamente descartado como opção para comandar a pasta. Os nomes especulados na bancada são do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e do líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). 

O senador Aécio Neves (MG), presidente do partido, afirmou que o colega mineiro prefere manter as atividades no Senado. “Tenho uma cautela enorme em antecipar nomes para os ministérios. Essa é uma prerrogativa intransferível do presidente da República. Mas, posso antecipar que Anastasia não tem se mostrado disposto a se distanciar das atividades no Senado”.

COTADOS PARA A JUSTIÇA

Quem são os nomes avaliados para substituir Alexandre de Moraes no Ministério 

Antonio Cláudio Mariz de Oliveira

Advogado e amigo do presidente Temer, chegou a ser cotado para a pasta pouco após o impeachment. Mas uma entrevista criticando a Lava-Jato impediu a sua escolha

Nelson Jobim
Nome dos sonhos do PMDB. Ex-presidente do STF, ministro da Defesa e da Justiça, deputado constituinte. Tem hoje uma das bancas de advocacia mais requisitadas do país

Carlos Ayres Britto
Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), se tornou, nos últimos meses, conselheiro direto do presidente Temer

Antonio Anastasia
Ex-governador de Minas Gerais e senador pelo PSDB, foi relator do impeachment no Senado. É um nome com trânsito em praticamente todos os partidos da Casa

Aloysio Nunes Ferreira

Líder do governo no Senado, foi ministro da Justiça no governo Fernando Henrique, deputado federal e candidato a vice na chapa de Aécio Neves na campanha de 2014