segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Entidades criticam censura judicial a reportagens sobre hacker que chantageou Marcela Temer

Resultado de imagem para temer Entidades criticaram nesta segunda-feira (13) censura imposta pela Justiça aos jornais “Folha de S. Paulo” e “O Globo”. A decisão judicial proíbe a divulgação de reportagens sobre a chantagem de um hacker condenado por exigir dinheiro da primeira dama, Marcela Temer, para não divulgar dados pessoais dela roubados através da clonagem do celular. As entidades pedem a revisão da sentença. A TV Globo também teve acesso aos documentos do processo.
Em abril de 2016, quando o caso veio à tona, a informação era de que Marcela tinha sido chantageada por um hacker que ameaçava divulgar fotos íntimas dela e da família. O processo corria sob segredo de Justiça. No entanto, a divulgação de detalhes agora mostra que a ação do hacker envolvia outro tipo de chantagem: ele ameaçava divulgar trechos de uma conversa entre ela e o irmão sobre o marqueteiro de Temer, Arlon Viana, atualmente assessor do presidente da República.
Segundo o processo, o hacker Silvonei José de Souza entrou no arquivo remoto de Marcela e acessou a nuvem, onde ficam armazenados vídeos, áudios, senhas e fotos. Assim, clonou os dados para o computador dele.
O hacker mandou uma mensagem para Marcela, cobrando R$ 300 mil para não divulgar a conversa dela com o irmão.
“Achei que esse vídeo joga o nome de vosso marido na lama. Quando você disse que ele tem um marqueteiro que faz a parte baixo nível. Pensei em ganhar algum com isso”, disse o hacker.
Marcela respondeu: “Quer negociar o que comigo? Isso é montagem. E aí, vai fazer o que? Quer me encontrar?”, disse ela.
O hacker falou: “sabe que não é montagem. Não tem cortes”.
Marcela escreveu: “Bandido, criminoso. Minha vida é limpa. E basta. Montagem e montagem. Não tenho medo de você”.